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domingo, 30 de junho de 2019

sábado, 29 de junho de 2019

O primeiro gameshow diário Quize já fez muitos ganhadores e a cada semana, vem trazendo muitas rodadas de perguntas inéditas e bem variadas; como músicas, filmes, séries, TV e muitos temas bacanas, incluindo até mesmo jogada de resistência. Além ser apresentado por 4 apresentadores ao vivo de forma revezada, o jogo traz benefícios para te ajudar quando você estiver com dúvidas nas 15 questões com duas alternativas cada, que devem ser respondidas em 10 segundos. A nova inclusão do PASSE VIP recentemente favorece bastante, te garantindo 3 segundos a mais pra responder, vidas ilimitadas e pulo extra sempre ativo. O Quize está nas redes sociais é também no site (link abaixo desta postagem). Aproveite hoje mesmo e conheça-o!

*Vale a pena jogar o Quize?

Sim. Vale. Por que além de você estar jogando pra tentar ganhar algo, você também adquire conhecimento. Acertando ou errado a questão, o importante é aprender com o aplicativo.
Também é importante ressaltar que se errar alguma questão, evite sair do jogo pois as perguntas costumam se repetir nas rodadas. Havendo uma pergunta incorreta na rodada, o programa anula essa questão e pode haver uma chance de 14 acertadas.

*O jogo é fácil de baixar?

Bastante. Nada complicado. Só fazer o download pelo App Store ou Google Play, cadastrar utilizando a referência de quem o indicou e aguardar a próxima rodada pra jogar.

*Como faço pra resgatar o prêmio?

Atingindo um valor mínimo pra resgate ao vencer o Quize, você pode solicitar seu cartão de crédito Pré Pago e pode pagar em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira Mastercard.

- Apresentadores do programa:

*Alex Slama
*Guibu
*Renatinha Diniz
*Kauê Kalil

Obs: Minha referência para se cadastrar no Quize: leo1425




Quize

domingo, 23 de junho de 2019

sexta-feira, 21 de junho de 2019


Kathleen se afasta de Wellington e pede:
- Nunca mais me procure!
- Kathleen!  - Ele a chama vendo-a sair depressa com o filho e a amiga.
Chegando em casa, Kathleen se lamenta e deixa o filho com Keyla que não entende o ocorrido
- Aconteceu alguma coisa, maninha?
- Por favor, me deixa sozinha! - Ela fecha a porta.
- O que houve Vinícius? - Keyla pergunta ao menino que responde.
- Mamãe beijou Wellington na rua.
Em seu quarto, Kathleen vê a foto de Wellington e a pega cuidadosamente.
- Por que ele está fazendo isso comigo?
A cena do beijo não sai de sua cabeça.


Pensativa

Dias depois, Hiroshi encontra seu pai Takiro que o encara furioso.
- Por que mudou os seus planos?
- Pai, eu não imaginei que encontraria uma pessoa por lá.  Eu me apaixonei. Acontece com qualquer pessoa.
- Você sabe que eu não permito esse namoro.
- Pai, eu pensei que o senhor já tinha me entendido. Eu amo a Kathleen e vou me casar com ela.
- Será que você não vê que isso é loucura? Ela tem um filho de outro homem.
- Um filho que se dá muito bem comigo.
- Pode até ser, Hiroshi, mas não vai lhe trazer futuro. Seu plano era conhecer o Brasil e a sua origem. Quero que esqueça aquela mulher.
- Jamais! O senhor não pode mandar e desmandar no meu coração.
- Isso é uma ofensa! É uma desonra a nossa família!
- Pai, eu já estou certo da minha decisão. O senhor e ninguém vão me afastar da Kathleen.  -Diz ele, determinado.

Uma semana depois, Estela chega ao Japão e procura Takiro em seu escritório. Os dois se encontram.
- Oi, meu nome é Estela Grimaldi.
- Prazer. Takiro Takamura.
- É um prazer conhecê-lo, senhor Takiro!
- O prazer é todo meu. Mas que motivos a trazem aqui em Tókio?
- Senhor Takiro, eu vou ser bem objetiva. O assunto que me traz aqui é relacionado ao seu filho.
- Algum problema? O que ele fez dessa vez?
- Ele namora uma brasileira, não é mesmo?
- Sim.  Mas e daí?
- O fato é que essa brasileira é uma golpista.
- Golpista?  -Ele se pasma. - Senhorita Estela, acho que nossa conversa será longa. Portanto, irei pedir um café. Aceita me acompanhar? - Ele se levanta da cadeira.
- Claro.  - Ela se alegra.
O japonês sai da sala e Estela pensa com seus botões:
“Eu vou acabar com você, Kathleen! Pode ter certeza disso!”
Minutos depois, Takiro retorna à sala com dois copos de café e serve à jovem, que aceita gentilmente.
- Senhorita, pode me contar agora! Eu sou todo ouvido!
- Obrigada, senhor Takiro. Bom, o fato é que Kathleen não merece o seu filho Hiroshi.
- Bem, me desculpa te perguntar isso, mas o que essa jovem fez a você?
- Parece meio estranho eu atravessar a metade do mundo pra te dizer o que essa Kathleen representa para o seu filho, mas eu quero que saiba, senhor Takiro, que eu não estou vindo à toa. Eu tenho meus motivos pra querer afastar uma leviana do caminho de seu filho.
- Eu ainda não entendo aonde quer chegar com esse assunto?
- Senhor Takiro, a Kathleen está usando o seu filho. Ela não o ama de verdade, como diz amar. Ela anda afastando o meu futuro noivo de mim, pois eles já viveram uma história juntos. Simplificando, ela usa o meu noivo e o seu filho.
Takiro ouve atento cada palavra de Estela, que não hesita em disfarçar nada. Após alguns segundos, ele se exalta.
- Eu não vou permitir que essa golpista estrague a vida do meu filho. Você acredita que depois que Hiroshi conheceu essa mulher, ele está totalmente diferente comigo.
- O senhor está certíssimo, senhor Takiro! Se o senhor quiser contar comigo, eu estou disposta a ajudá-lo no que for.
- Obrigado por ter vindo até aqui pra me alertar sobre essa mulher.
- Não tem que me agradecer. Eu fiquei preocupada com o que Kathleen iria fazer na vida de seu filho. Aliás, ele está tão apaixonado. Não é mesmo?
- Sim. Você tem razão. Ele anda apaixonado até demais pelo meu gosto. Mas não se preocupe, com Hiroshi eu tomo minhas providências. Agora, eu quero o mais rápido afastar essa Kathleen dele de uma vez por todas.
- Senhor Takiro, eu espero que a nossa conversa não seja pronunciada a Hiroshi. Ele jamais aceitaria a realidade dos fatos.
- Eu entendo. - Ele diz, apertando as mãos de Estela.
- Foi um grande prazer conhecê-lo!
- Igualmente, senhorita! - Ele responde.
De repente, Yuko aparece na sala e Takiro a apresenta à Estela.
- Esta é Yuko. Ela foi namorada do meu filho.
- Hum. Prazer, Estela Grimaldi! -Diz a jovem sorrindo por dentro.

Um tempo depois, Hiroshi chega ao Brasil com o seu pai e Kathleen os encontram no aeroporto internacional Afonso Pena.
- Eu estava morrendo de saudades suas, Hiroshi! Eu e Vinícius.
Hiroshi encara sério o jeito de Kathleen e diz ao pai:
- Eu preciso ficar sozinho, meu pai!
- Claro, meu filho! - Ele responde.
Kathleen estranha a atitude do rapaz e comenta:
- Hiroshi, esse é o seu pai?
- Sim. - Interfere Takiro. - Eu sou o pai dele. Meu nome é Takiro.
Hiroshi fica em silêncio.
- Prazer em conhecê-lo, senhor Takiro. Meu nome é... - Ia dizer ela, quando ele responde.
- Eu já sei qual é o seu nome. Filho, eu vou deixá-lo à sós. – E se afasta friamente.
- Hiroshi, o que deu nele?
- Kathleen, podemos conversar?
- Claro, mas que cara é essa? O que houve?
- Eu preciso saber de uma coisa e só você pode me dizer.
- Tudo bem. Então, fale!
- Você ama o Wellington? -Ele pergunta.
- Como? - Ela fica assustada, pois a pergunta bate no fundo da alma. - Eu não entendo, Hiroshi.
- É claro que você entende Kathleen. E não se finja de sonsa porque você não é. Você ama esse tal de Wellington ou não?
- Hiroshi, porque não conversamos sobre isso em outro lugar?
- Chega! Pára com isso, Kathleen! Eu quero a resposta! Olhe no meu rosto e diga que gosta dele de verdade.
Kathleen fica sem saída no ato e seu silêncio parecia dizer algo.
- Você o ama, não é? Como eu sou tão idiota em lhe perguntar uma coisa, que eu sei qual é a resposta. Talvez, isso prove a minha certeza! - Ele tira do bolso algumas fotos recentes e Kathleen fica indignada.
- Como isso foi parar aí?
- A pergunta certa é: como eu fui tão idiota em ter acreditado no seu amor?
- Hiroshi, eu não queria! Eu juro! - Diz ela, pegando as fotos.
- Fique com elas. São todas suas. - Diz ele.
- Por favor, Hiroshi! Eu te amo muito e o que rolou entre eu e o Wellington não foi nada sério. Eu não o amo como amo você!
- Pára de mentir pra si mesma! Chega! Será que você não percebe que está tudo terminado entre a gente.
- Não!! Não faz isso comigo! - Ela se angustia.
- Kathleen, eu jamais vou ganhar um lugar no seu coração. Sabe, eu devia ter seguido os conselhos do meu pai e não deveria ter me prendido a você. Bom, como as coisas não saíram conforme eu planejei, então segue sua vida Kathleen que eu seguirei a minha.
- Hiroshi...
Ele se afasta devagar.
Kathleen se lamenta sozinha com as fotos e culpa Wellington, pensativa.



Já na escola, os ensaios continuam sob a supervisão da professora, que ensina os estudantes a dançar. Cecília ensaia com Ariosvaldo e Daisy se sente enciumada. Mel fica na expectativa de que a sua melhor amiga se dê bem com o estudante.

Kathleen chega em casa aos prantos e Sheyla, que ajudava nos afazeres da casa, fica assustada com a amiga.
- O que houve contigo?
- Mamãe, por que está chorando? - Vinícius interfere.
Kathleen abraça o filho e diz, sofrida:
- Eu vou cuidar de você, meu filho. Eu jamais vou precisar de homem nenhum nessa vida.
- Amiga, por que está dizendo isso? - Sheyla fica assustada mais ainda.
- Os homens não prestam. Nenhum deles.
- Tudo bem, mas conte o que realmente houve contigo, mulher?
- Hiroshi não quer mais saber de mim e tudo por culpa do Wellington.
- Mas ele parecia tão legal e tão apaixonado. O que fez mudar de ideia?
- Eu traí ele, Sheyla. Deixei-me levar pelo Wellington e acabei perdendo o amor de Hiroshi. Foi isso que aconteceu!
- Eu sinto muito, amiga. E agora, o que você fará?
- Eu não quero mais ninguém nessa vida. Prefiro ficar sozinha com o meu filho, que eu ganho mais. Cansei de ser humilhada.
Sheyla consola a amiga e Vinícius comenta:
- Não, mãe! Deixa que eu cuido da senhora. - Aquelas palavras lhe traz um belo sorriso de ambas.

Dias depois, a festa do rei e da rainha da primavera acontece. Todos os alunos dançam com o som alto da festa. Ariosvaldo e Daisy curtem a noite e Cecília respira fundo. De repente, a professora inicia a formação dos casais e os estudantes procuram seus pares. A música lenta começa a rolar.
Ariosvaldo e Cecília se posicionam de frente ao outro e começa dar os primeiros passos no chão. Cecília se alegra por dentro ao dançar pela primeira vez com o rapaz em uma festa da escola, pois nunca teve essa oportunidade.
- Eu não sabia que você dançava tão bem. -Diz ela.
- Nem eu jamais imaginei que estaria dançando. Nunca fiz isso com ninguém.
Daisy percebe de longe a aproximação.
- Você é um cara legal. Quero ser pra sempre a sua amiga!
- Você também é legal, Cecília! É a menina mais simpática que eu havia conhecido.
- É uma pena que nós dois nos distanciamos um pouco.
- É melhor essa distância. Eu estou com a Daisy e não quero estragar o que está sendo bom pra mim.
- Eu entendo perfeitamente.
- Mas a nossa amizade continua firme e forte.
- Ainda bem, né? Eu me sentiria culpada se tivesse perdido até isso. Já lhe causei tantas mágoas no passado.
- Não quero falar sobre isso.
- Mas eu cometi, Ariosvaldo! Eu fui tola em não ter percebido o quanto você é uma pessoa bacana, verdadeira. Eu te perdi porque fui burra, insana, uma completa idiota.
- Cecília, você não está bem. Acho melhor pararmos por aqui.
- Espere! Desculpa por ter falado tudo isso. Mas eu precisava dizer o que estou sentindo por dentro.
- Por que se importa comigo agora? - Ele se afasta um pouco. - Antes, me jogava na cara que não se importava com o que eu fazia e o que eu deixava de fazer. Agora mudou a sua opinião. O que houve hein? Cansou de ser a queridinha da turma, a nota dez da escola? Cansou de ser a estudante CDF que passava em todas as matérias?
- Eu mudei como você mudou, Ariosvaldo! Antes, eu era uma garota mimada, sim. Popular da escola. Mas hoje eu sou diferente, eu penso diferente. Eu estou disposta a corrigir todos os meus erros. Eu sou humana, poxa! Quem não erra nessa vida?
Daisy percebe Ariosvaldo está um pouco diferente com ela.
- Cecília, eu não me importo com a sua mudança.
- Eu não acredito nisso, Ariosvaldo! Eu sei que ainda existe um coração aí dentro que ainda bate pela minha pessoa. Você que não quer reconhecer a paixão que ainda sente no seu íntimo.
De repente, as luzes se apagam e a música pára. Cecília aproveita o escuro e tasca um beijo em Ariosvaldo que se rende. Daisy liga a lanterna do seu celular e flagra os dois. As luzes voltam.


Surpresinha

- Você está a fim de roubar o meu namorado, Cecília? - Ela se zanga, fazendo todos pararem.
Cecília fica imóvel e Ariosvaldo não responde palavra alguma.



Atenção: Para dar continuidade a leitura de "Encontros Casuais", a obra está disponibilizada nos seguintes links:



segunda-feira, 17 de junho de 2019


Sempre observando tudo ao seu redor com um sentimento de repulsa e nariz empinado, Estela pergunta:
- Bom, eu posso entrar? – Diz parada na porta da casa de Kathleen, que fica insegura com a sua visita.
- Claro. Fique à vontade.  -Ela responde, deixando-a entrar.
- É uma bela casa. Simples e bem bonitinha. -Cercando os olhos ao redor da casa, ela observa o menino sentado no sofá com alguns brinquedos em volta. - Seu filho?
- Sim.  Ele se chama Vinícius. E minha casa é simples mesmo. Só me desculpe a bagunça. Eu não estou acostumada a receber visitas tão finas como você em minha casa. - Ela responde a sua pergunta gentilmente.
- Kathleen, eu vou direto ao ponto. Sem rodeios.
- Sim. Diga! -Ela tenta se manter calma.
- O motivo de eu estar aqui em sua casa é referente ao Wellington.
- Bem, eu não entendo o que quer dizer.
- Você vai começar a entender melhor o assunto depois que me ouvir. Podemos conversar?
- Sim. Sente-se que eu vou preparar algo. -Ela tenta não desviar o assunto e decide ir pra cozinha.
- Não será necessário querida. Eu serei bem rápida e clara. - Ela a detém por um segundo.
- Tá bom! Diga o que queres!
- Eu gostaria de lhe avisar para não se enganar com o Wellington. Ele é charmoso, boa pinta, mas no fundo adora se aproveitar de jovens inocentes como você. -Ela responde, objetiva.


Discussão

- Por que está me falando isso, Estela?  Eu não tenho nada com o seu namorado.
- Eu apenas estou te alertando, Kathleen. Quero ser a sua amiga.
- Desculpe, mas eu preciso cuidar do meu filho e não estou a fim de amizades.
- Entendo. Só espero que o Wellington não lhe faça sofrer, porque eu estou farta de ser enganada por ele. E pense direitinho no que eu te disse: você pode achar que ele é a pessoa certa, ideal pra cuidar do seu filho e da sua casa simplesinha mas eu te garanto: Ele não é, Kathleen! Ele é um homem cheio de defeitos como qualquer pessoa no mundo. Enfim, ele não é o príncipe encantado que você espera, não!
- Estela, eu não entendo a sua visita em minha casa. Por que você acha que eu tenho algo a ver com esse assunto?
- Querida, não se engane a si mesma. Eu sei reconhecer quem está encantada por alguém. Está escrito na sua testa que você gosta do Wellington, mas como você pode ver, eu também estou na luta.  Eu era como você, Kathleen, coitadinha, inocente. Eu fui e não sou mais. Eu só te aviso uma coisa: fique longe dele, porque senão, você vai se ver comigo. Wellington tem dona e só eu sei cuidar dele direitinho. -Diz Estela, saindo da porta afora. - Espero que você reflita em tudo que lhe disse. Eu não gosto de perder Kathleen. Eu não sou mulher pra perder nada. Wellington pode fazer qualquer uma de trouxa, mas eu sei jogar o meu jogo direitinho e pode ter certeza: com ele ninguém fica! Até mais!
Kathleen engole a seco cada palavra e fecha a porta transtornada.

Alguns dias depois, Ariosvaldo chega à casa de Daisy e a leva até à festa de aniversário de um amigo seu chamado Pietro.  Chegando por lá, Pietro, o aniversariante os cumprimentam, quando Cecília também resolve aparecer.
- Parabéns!  -Ela chega, o cumprimentando na frente de todos.
- Obrigado por vir, Cecília! E a Mel? Ela não vem?
- Sim. Ela deve estar chegando por aí.  -De repente, ela observa o casal ao lado e resolve cumprimentar também.  -- Oi, Daisy! Oi, Ariosvaldo!
- Oi, Cecília! - Só ele responde, deixando Daisy do seu lado, enciumada.
Cecília sai devagar e Daisy decide interrogar Ariosvaldo.
- Por que ela está aqui?
- Ela foi convidada pelo Pietro também. Esqueceu que os dois já foram namorados?
- Não, Ariosvaldo. -Diz ela chateada.
- O que está havendo meu amor? Eu não tenho culpa que ela está nessa festa também.
- Eu sei disso. Eu só acho que não gosto do jeito como ela olha pra você.
- Você é muito boba sabia?
- Eu boba né? Ariosvaldo, vai ver o seu destino é ela e não eu.
- Se você voltar a repetir isso, eu saio, ok!  -Ele muda.
- Desculpe.  -Ela pede, envergonhada. -Eu não quero que você mude comigo. Eu estou feliz e quero continuar assim.
- Que bom né? -Ele responde, sério lhe afagando os cabelos negros.
Daisy aproveita o embalo da música e o beija nos lábios, tentando fazer aquela pequena discussão ser esquecida no ato.

Cecília se sente sozinha na festa e Mel percebe, ao chegar ao local.
- Parece que a festa não está nada boa pra você, hein?
- E não está mesmo.  -Ela revela, descontente.
- Por que está triste?
- Por que eu só faço bobagens, Mel.
- É o Ariosvaldo, não é?
- Poxa, está tão visível assim?
- Cecília, minha amiga. - Ela a abraça carinhosamente. - Por que você não muda a sua atitude hoje? Vá se divertir, encontrar alguns carinhas bacanas. Desencalha dessa ideia de reconquistar quem já está perdido, ora. Vai lá falar com o Pietro novamente! Vocês podem se acertar de novo.
- Tem razão. Eu sou uma tola mesma por achar que ainda posso conseguir algo com o Ariosvaldo. Mas não quero mais nada com o Pietro. Eu não estou mais a fim dele como estava antes.
- Você merece ser feliz, Cecília.
- Mel, eu cometi um erro com o Ariosvaldo. Jamais enxerguei a pessoa bacana, sincera nele. Aliás, eu me diverti com o sentimento dele. Eu deixei que ele sofresse por minha pessoa. Sinceramente, tenho raiva de mim mesma.
- O leite está derramado, Cecília. Não tem mais nada a fazer. Você mesma causou isso tudo. Não teve um dia na escola que ele te cercava, te mandava cartas que por sinal eu acho que foram parar no lixo…
- Não amiga! Eu guardei cada uma delas, mas nunca contei pra ninguém.
- Cecília, porque você brincou com o sentimento dele então? Você foi egoísta consigo mesma!
- Eu sei disso, amiga.  Eu sei que o amor dele, eu já não tenho mais mesmo. Eu perdi essa chance. Hoje eu estou reconhecendo isso!
- Então, por que não muda esse rosto e levante-se pra vida? - Aconselha Mel, disposta a ajudá-la no que for pra tirá-la daquele sentimento ruím. - Escute aqui: promete que não vai atrapalhar o relacionamento dele com a Daisy?
- Não amiga. Jamais me passou pela cabeça isso! Eu quero que eles sejam felizes. Obrigada por ser minha amiga de verdade viu? - Ela agradece, contente.
Mel a abraça carinhosamente.


Triste Olhar

Enquanto isso, Hiroshi diz a Kathleen que vai viajar para o Japão amanhã bem cedo e os dois decidem aproveitar o dia juntos. Estela pede ao detetive para lhe informar sobre o namorado novo da jovem, que anda desviando a atenção de Wellington e ela descobre que o turista é japonês, vindo do exterior.  Já Wellington decide procurar Kathleen novamente, mas um telefonema o impede de sair.
- Alô!
- Oi, Wellington!  Sou eu, Estela!
- Oi, Estela! Tudo bem?
- Tudo. Eu estou te incomodando?
- Não. Eu apenas iria sair um pouco. Mas não tem problema.  Diga-me o que quer?
- Eu só liguei pra te pedir desculpas. Eu fui muito grossa com você e não foi legal a nossa conversa. Você me perdoa?
- Claro. Eu também fui grosso contigo.
- Wellington, vamos tentar sermos apenas amigos?
- Amigos? - Ele se encabula. - Claro!
- Ótimo, porque eu achei que eu tinha perdido até isso.
- Não. Você não perdeu a nossa amizade.
- Eu entendo os seus motivos agora. Eu refleti muito sobre a nossa relação e acho que fizemos a coisa certa, embora, eu ainda tenho esperança de que ficaremos juntos outra vez.
- Estela, não dá mais. Esqueça essa esperança.
- Claro!  Você ama outra pessoa, não é mesmo?
- Sim. Agora, eu estou convicto disso.
- É uma pena, Wellington! Eu te desejo sorte nessa sua nova iniciativa.
- Obrigado, Estela!
- Bye! - Ela desliga o telefone e pensa com seus botões. - Você ainda vai ser meu, nem que eu tenha que acabar com a vida dessa mulherzinha.

No dia seguinte, Hiroshi parte rumo ao seu país e deixa Kathleen desolada com a sua partida.
De volta pra casa, ela encontra o pai Ezequiel acompanhado de Yoná que a apresenta.
- Essa é a Kathleen, minha filha!
- Prazer em conhecê-la! Sou Yoná.  - A gentil mulher revela.
Kathleen fica feliz pelo pai ter arranjado uma pessoa em sua vida.
Ezequiel aproveita e apresenta o neto a sua amada também, fazendo Keyla da cozinha, sorrir à toa.

Na escola, a professora de educação física decide fazer um concurso de dança que vai eleger a rainha e o rei da primavera e organiza os sorteios de pares. Ela anuncia o primeiro casal que vai participar da festa e todos ficam na expectativa.
- O primeiro nome que vai ser contemplado é Cecília! -Ela ecoa em voz alta, fazendo a jovem sorrir alegremente.  - E o rapaz que vai dançar com ela será...
Os meninos ficam ansiosos pra ouvir a resposta.
- Ariosvaldooo! - Ela revela.
Ariosvaldo não esperava por isso, mas também não fica triste, aliás, ele desejava muito um dia dançar com o seu grande amor, porém ele está num beco sem saída, pois Daisy não gostou muito dessa decisão.
- Parece que você tirou a sorte grande! - Ela diz, distante dos outros.
- Daisy, não fica chateada. Foi apenas um sorteio.
- Eu sei, mas tinha que ser justamente com ela.
- Daisy, você confia em mim?
- Sim. Por que essa pergunta?
- Por que às vezes, eu sinto que você não confia em mim.
- Desculpa!
- Tudo bem! Eu vou dançar com a Cecília, mas não vai passar disso, tá legal!

Mel se aproxima de Cecília e diz:
- Essa é a sua chance! Parece que o destino está ao seu favor.
- Mesmo assim, eu não quero!
- Como assim? - Ela se surpreende com a resposta.
- É isso mesmo que você ouviu! Eu não quero me aproveitar de uma situação que não tem nada a ver comigo.

Nesse ínterim, Irineu diz a Nair que jamais esquecera do passado que viveu com ela e Rubi ouve da escada.
- Você precisa entender que amo meu marido e sou fiel a ele.
- Eu tento entender o seu lado Nair, mas eu não consigo te esquecer. Poxa, eu ainda sinto saudades daqueles velhos tempos.
- Você está me complicando Irineu! Eu tenho uma família agora e você precisa encontrar uma pessoa que lhe faça feliz e que corresponda ao seu sentimento. Esquece o passado pelo amor de Deus!
Rubi ouve o diálogo e fica chocada.
- Eu não acredito no que meus ouvidos ouvem. - Ela fica pasma.
De repente, Teófilo chega e encontra Irineu e Nair na sala.
- O que ele faz aqui?
- Teófilo, já conversamos.  -Diz Nair.
- Eu quero ele fora da minha casa.
- Irineu só sai daqui se eu permitir.
- Ah, é! Então, você está fora também!
- O que? Eu não entendi!
- Nair, eu quero você e o seu primo fora dessa casa agora.
- Teófilo, que loucura é essa? - Se intriga Irineu.  - Não pode mandar sua mulher ir embora assim.
- Irineu, você fica quieto, ok!
- Eu não vou sair daqui, Teófilo!  - Se ira Nair.  - Eu tenho meus direitos.
- Irineu, fora da minha casa!  -Diz Teófilo, nervoso.
- Teófilo, eu não sabia que você se tornaria uma pessoa ruím. - Diz Irineu saindo da porta afora.
Nair decide segui-lo e Teófilo senta no sofá. Rubi se diverte com a situação.
- Irineu, me desculpa!  -Diz Nair, preocupada.
- Nair, eu é que peço desculpas. Eu não devia ter entrado na sua casa. Eu sou o culpado por causar essa situação toda.
- Não!  Eu não quero que você se sinta desse jeito. Teófilo é rude, ignorante, mas se levar ele numa boa, ele é uma pessoa legal.
- Nair, não me tente convencer de que tudo ficará bem entre nós.  Seu marido me odeia. Isso é fato. Não vai mudar.
- Mesmo assim, eu peço desculpas.
- Nair, você não tem culpa do que aconteceu aqui.
- Irineu, pra onde você vai agora?
- Quem sabe, pra um hotel próximo daqui. Não se preocupe, eu ficarei bem.
Nair abraça Irineu e diz:
- Eu espero que você não fique chateado comigo.
- Mas que loucura é essa?  Nair, espero que você seja feliz e que preserve o seu casamento. Eu me sentiria um idiota completo se você sair dessa casa e se separasse do Teófilo.
Nair entende aquelas palavras e se lamenta.
Irineu sai e Rubi olha da janela.
- E aí, Nair? Não vai sair dessa casa, não?
- É impressionante o seu cinismo.  Mas como você me perguntou, eu não vou sair daqui, não! Você pode comprar uma dúzia de ramalhetes, mas nenhuma delas irá acabar com o meu casamento.
- Ramalhetes? Você está doida.
- Pensa que eu não sei, Rubi. Seu pai é um cego. Quando ele realmente enxergar a filha que tem, jamais lhe perdoará. Você será banida dessa casa e dessa família e eu não vou estender a minha mão pra te ajudar.  -Diz Nair, entrando de novo em casa.

Wellington reencontra Kathleen na praça e Sheyla decide passear com Vinícius, deixando a sós.
- Por que voltou a me ver?
- Por que eu senti a tua falta.
- Wellington, será que não entendeu ainda que eu não estou a fim de ficar contigo?
- Sem você na minha vida, nada faria sentido!  -Ele diz, se aproximando rapidamente e a beijando nos lábios.


Juntinhos

Sheyla e Vinícius ficam surpresos com a cena dos dois e o detetive tira fotos do casal disfarçadamente.

O detetive traz fotos de Kathleen com Wellington aos beijos a Estela que fica feliz.
- Obrigado, Matias! Chegou a hora de eu conhecer os japoneses.
- Bom, o meu serviço está feito! Agora é contigo!
- Eu sei disso! Mas não pense que terminou. O seu serviço ainda continua a minha disposição.
- Certamente, senhorita Estela!
- Agora, me dê licença! Tenho que fazer uma ligação.
O detetive sai e Estela disca o número.
- Alô! Eu gostaria de uma passagem para Tókio! Sim. Primeira classe. Não! É importantíssimo que eu faça essa viagem ainda essa semana. Ok!  - E ela reserva uma passagem em seu nome. - Já que Kathleen está tirando Wellington de mim, então o japonês precisa saber disso não é mesmo? Você está na minha mão Kathleen! - Ela reflete sozinha.

Ezequiel caminha com Yoná pela praça.
- Será que seus filhos me aceitariam?
- Que bobagem, Ezequiel! É claro que eles te aceitam.
- Eu fico inseguro com essa situação.
- Você me ama ou não?
- Mas que pergunta? É claro que eu te amo.
- Então, não se preocupe! Tudo vai dar certo!
Ezequiel sorri meio sem jeito e a abraça carinhosamente.

Enquanto isso, Nair tenta conversar com Teófilo e os dois se desentendem mais ainda. Arthur ouve a discussão e decide falar com a Rubi.
- Por que você nos odeia tanto?
- Arthur, me deixa em paz, tá legal!
- Você vai se arrepender do que está fazendo.
- Vai embora! Saia daqui, seu doente! - Ela o empurra da porta afora.
Arthur sofre com aquela humilhação e Nair sai do quarto.
- O que você fez com ele, Rubi?
- Nair, não torra a minha paciência.
Nair dá um tapa na face de Rubi, que vira. Teófilo segura Nair por trás.
- Isso é pra você nunca mexer com o meu filho.
- Você não podia ter feito isso. Você não é a minha mãe. - Grita Rubi.
- Sim.  Eu não sou.  Eu fico grata por não ser a sua mãe, porque se eu fosse, você não estaria desse jeito, Rubi. - Diz Nair, brava.
Teófilo fica perplexo com Rubi.
- Não grita com ela, Rubi! Será que não tem respeito nessa casa? Por que brigar com o Arthur? Ele é diferente sim, mas é normal como todos nós. Ele não tem culpa de ter nascido autista. - Declara Teófilo bravo, fazendo Nair se lamentar e Arthur sofrer ainda mais.
- Eu odeio todos vocês!  - Ela entra no quarto e bate a porta.
- Filho, você está bem? - Ela pergunta a Arthur que chora.  - Vai ficar tudo bem! Eu prometo!  Nem que eu tenha que sair dessa casa, mas vai ficar tudo bem.
Teófilo encara Nair e sai do quarto.

Nesse instante, Irineu decide passar num bar próximo pra beber um copo de cerveja quando Simone pede um copo também.
- Oi, você mora por aqui?
- Sim. Eu moro. E você?
- Não. Eu sou de Porto Alegre. Estou a passeio. Vim visitar a minha prima que mora aqui.
- E qual é o nome dela? Talvez eu a conheça!
- Nair. Ela é esposa de Teófilo.
- Ah, claro!  Eu a conheço bem.  - Diz Simone, alegremente.

A partir daquele momento, Irineu começou a achar que não havia motivos pra voltar pra Porto Alegre, pois seu coração marcara uma meta diferente.


Próximo Capítulo: 21/06 (20hs)

domingo, 16 de junho de 2019

sexta-feira, 14 de junho de 2019


Rubi pensa num jeito de pôr Nair contra Teófilo outra vez, dessa vez, colocando o primo dela, Irineu, no meio da situação, já que ela descobrira um fato novo na família da madrasta. Irineu era apaixonado por Nair, quando ela conhecera Teófilo. Esse era um dos motivos que o deixava enciumado, quando a encontrava com o primo num momento de diálogo. A adolescente descobrira através de uma simples conversa dos dois na cozinha, o que aparentemente parecia normal. Irineu contava a Nair das lembranças que tinha nos tempos da juventude, que pescava com o pai na rede e que sonhava em construir uma família. Às vezes, ele até brincava que iria se casar com ela um dia, se fosse possível que isso aconteceria. Nair não se importava muito com essas piadas de Irineu e sempre ficava na dela. Com isso, ele não parava de cercá-la o tempo todo, mandando cartas de amor, declarações ao pé da letra e presentinhos. Isso acontecia bem antes dela conhecer Teófilo, que hoje era o seu atual marido. Depois de anos, Irineu casou-se e esqueceu a prima um pouco. Tivera dois filhos, mas se separou no ano seguinte. Foram dois anos de relacionamento. Nair casou-se também e tivera um filho único. Arthur. Teófilo já era um homem divorciado na época e a única filha que tinha era a Rubi, no qual ficou com ele até os tempos atuais. A mãe de Rubi foi embora e nunca mais deu notícias. Hoje, as coisas mudaram um pouco, mas a vida permanece. Mas quanto á Irineu e Nair. Ele ainda sente algo por ela, mas esse sentimento tão desejado da parte dele não pode ser correspondido. Caso contrário, a casa cai pra Nair de vez!
- Pai, sabe quem veio aqui visitar a Nair? - Rubi decide fazer uma intriga, ao ver o seu pai chegar em casa.
- Não. Quem esteve aqui? -Ele fica curioso.
- O Irineu, primo dela. -Ela responde, com ar de cinismo.
Teófilo se encabula.

Daisy encontra Cecília no fim da aula e decide conversar com ela.
- O que você quer com o Ariosvaldo, hein?
- Eu. Eu não quero nada com ele.
- Tem certeza? -Ela pergunta.
- Mas é claro. Eu sou amiga dele. Por que até nisso não posso ser?
- Não é isso que eu vejo Cecília!
- Daisy, eu não vou me afastar do Ariosvaldo por causa de ninguém.
- Ok! Eu não vou deixar você entrar no caminho dele entendeu? Ariosvaldo está comigo agora e você perdeu! -Ela sai, deixando-a descontente.

Ezequiel reencontra Yoná caminhando pela praça e os dois decidem parar pra conversar um pouco. De repente, Keyla aparece de surpresa e o chama.
- Pai!
Ezequiel vira-se e encontra a filha que se surpreende ao ver Yoná por detrás de suas costas.
- Você tem uma filha? -Pergunta Yoná surpresa com a cena.
- Sim. -Ele responde, meio constrangido.
Keyla decide cumprimentá-la em frente ao pai.
- Oi. Meu nome é Keyla.
- Prazer em conhecê-la. Sou Yoná. -Ela diz, gentil.
- Bom, eu já vou indo. -Disfarça a jovem.
- Filha, o que você queria falar comigo? -Interrompe Ezequiel.
- Nada importante, meu pai. Bom, até logo, Yoná!- Ela se despede e sai devagar.
Yoná sorri com a cena e Ezequiel a encara.
- Desculpe por não ter lhe dito.
- Não precisa se desculpar, pois também eu não lhe disse algo.
- O que eu ainda não sei de você, Yoná?
- Eu também, Ezequiel. Tenho uma de quinze e outro de dezessete anos. -Ela responde.
- Oh, eu não imaginava.
- Pois é. Eu também não imaginava como seria a sua reação quanto a isso. E você? Quantos filhos têm?
- Eu tenho dois também e pra completar o clã da família, tenho um neto.
- Que bom Ezequiel! Mas você não mentiu sobre o seu casamento, não né? -Ela decide arriscar a pergunta.
- Não. Eu não menti. Eu sou divorciado, Yoná!
Depois de ouvir aquela resposta, seu coração se aliviou por dentro.


Lazer

Wellington percebe que Kathleen está sozinha em casa novamente e decide bater a porta de sua casa.
- Oi! Que bom te ver de novo! -Ela se surpreende ao atendê-lo.
- Pra mim, é maravilhoso te encontrar. Alguém em casa?
- Não. Eu estou com o Vinícius. Meu pai deu uma saída e minha irmã também.
- E o seu namorado?
- Ele foi para o hotel. Por quê?
- Por nada. Apenas perguntei.
- Wellington, como você pode perceber, eu estou um pouco ocupada. Se você quiser conversar, vai ter que esperar um pouco até eu ajeitar as coisas, ok? Minha casa tá tão bagunçada. Não repara não tá!
- Tudo bem, Kathleen. Mas a minha visita aqui é bem rápida.
- Bom, se é assim!
Wellington pega na mão de Kathleen que fica séria e preocupada.
- Bom, pra início de conversa, eu não vim a Minas a toa não. Eu vim por um motivo forte, um motivo que explica toda a minha angústia, que me tira totalmente do sério. Eu não aguento mais viver pensando se um dia eu lhe perderia de verdade, porque não é isso que eu quero. Eu posso ser do tipo de cara que curte, que não namora sério e que enrola qualquer uma, mas de uma coisa pode ter certeza. Eu tenho sentimento como qualquer pessoa. Eu sei a hora certa de agir, o momento certo de me declarar, enfim, eu sei reconhecer quando eu estou certo da minha decisão.  -Ele pára um pouco e suspira, deixando ela totalmente confusa e séria.
- Wellington, o que está tentando fazer?
- Eu preciso te falar. Se não for agora, nunca mais será.
Kathleen afasta suas mãos das dele e fica trêmula. Ele continua.
- Agora, nesse exato momento, eu sei o que eu mais quero pra minha vida. Não se trata do meu envolvimento com a Estela, da minha curtição com outras meninas, mas sim, de você, Kathleen, que me fez perceber que a vida não é feita apenas pra se curtir, mas pra aproveitar, enquanto estamos vivos.
- Wellington... -Ela ia dizer algumas palavras, mas ele a detém.
- Não fale nada. Por favor! Me deixa tomar coragem pra dizer que eu não sei viver sem a sua presença. -Ele se aproxima e a beija nos lábios levemente.


Beijo

Kathleen se rende ao fascinante beijo do rapaz e não demora muito cair a ficha de que ela está realmente encantada pelo fato de ele ter se declarado a ela naquela hora, naquele exato dia, em que sua família estava ausente de casa.
Mas por um segundo, a magia termina..........
Ela se afasta dele rapidamente, pensando em Hiroshi, que certamente não lhe saíra de sua mente.
- Eu não estou entendendo qual é a sua, Wellington. Acho melhor a gente parar por aqui. -Ela desvia o assunto.
- Desde o dia em que te vi, eu não deixei de pensá-la em um só momento. Eu voltei pra te ver de novo.
- Não! Você não pode fazer isso comigo. Não agora que estou namorando. Você não tem esse direito.
- Tenho sim, Kathleen, por que eu te amo. Por que eu sempre te amei desde o primário, desde a nossa infância. Eu nunca tive coragem de lhe dizer isso pessoalmente e agora, percebo o quanto fui errado em ter lhe deixado escapar de mim durante todo esse tempo.
- Wellington, não faça isso! Você tem uma vida diferente da minha. Eu não sou importante no seu mundo.
- Você está enganada, Kathleen. Não importa o meu mundo, a minha vida. O que importa é você! -Ele se aproxima novamente e a beija nos lábios de novo.
Dessa vez, Kathleen percebe que aquele sentimento preso em seu coração se liberta e vira totalmente a sua cabeça, incluindo todos os pensamentos do passado, quando ela fazia planos pra se casar com ele na plena adolescência.
“- Você promete que vai se casar comigo? -Ele perguntara a ela há um tempo atrás brincando.
- Sim. Eu me caso com você, sim, Wellington. -Ela respondera em imediato sorrindo.
Ele pegara em sua mão e beijara delicadamente.”
Aquela cena ficaria guardada em suas lembranças eternamente.
Hoje, aquela lembrança esquecida permanecia viva e tinha uma grande influência em fazer com que aquele encontro se tornasse forte outra vez.



De repente, o detetive contratado por Estela vê a cena dos dois na porta da casa da jovem e tira algumas fotos pra levá-las a sua contratante. Ao cair nas mãos da Estela, a sua raiva aumenta em imediato.
- Vocês dois vão me pagar bem caro. -Ela responde, furiosa.
- E agora, o que a senhorita irá fazer? -Ele pergunta.
- Bem, eu vou ter que usar a minha arma contra essa mulher. Eu vou contar com o seu sigilo total sobre esse assunto.
- Tudo bem, mas vê se não complica o meu lado, ok?
- Não se preocupe. Eu sou consciente do que faço. Aqui estão os seus honorários. Obrigada por mostrar a sua dedicação a esse trabalho! -Ela lhe agradece.
O detetive se retira de carro e ela fica pensativa com as fotos nas mãos.
- É, Estela! Chegou a hora de mostrar que você não joga pra perder.

Kathleen se afasta outra vez de Wellington que fica intrigado.
- Acho melhor você ir embora agora!
- Kathleen, eu te amo. Por que me trata assim?
- Preciso que me esqueça. Eu estou feliz com Hiroshi e com o meu filho.
- Não te entendo. Você retribuiu o meu sentimento. Como pode se enganar desse jeito?
- Wellington, por favor, me deixa seguir a minha vida em paz!
- Eu tinha que fazer isso. Eu tinha que te provar que não sou feliz sem você.
- Vá embora! Me esquece! -Ela escancara a porta. -Eu amo Hiroshi. Eu quero ser feliz ao lado dele.
- Você me magoa dizendo essas palavras. Acho melhor eu ir mesmo. -Ele sai porta afora, desconsolado.
Kathleen percebe que cometera um grande erro, mas não volta atrás.

Nair arruma a mesa quando Teófilo a encontra.
- Nair, precisamos conversar.
- Qual é o problema agora?
- Por que Irineu estava aqui em casa?
- Ora essa. Irineu é meu primo e veio me visitar.
- Eu sei que ele é o seu primo, mas eu não permito que ele frequente essa casa sem a minha presença.
- Eu não vou afastar o meu primo por causa de um capricho seu. Se você não permite, eu permito.
- Por que está tão interessada que o seu primo fique?
- Como eu lhe disse, é o meu primo. Faz parte da minha família.
- Claro. Ele achava que você também era da família, quando começou a cercá-la com aquele papo de estar apaixonado?
- O que está insinuando, Teófilo? Aquilo foi passado.
- Sim, foi passado, mas pode voltar ao presente, se você deixar.
- Irineu é apenas meu primo. Ele esqueceu aquela história.
- Agora quer que eu acredite nisso?
- Você está me ofendendo. Acho melhor eu cuidar das minhas roupas, senão eu perco o meu tempo.
- Eu só quero que você escreva no seu caderninho: enquanto eu viver, Irineu não põe os pés aqui dentro. -Ele se ira.

Estela bate a porta de Kathleen, que atende gentilmente.
- Oi, posso ajudar? -Pergunta ela.
- Oi. Procuro por Kathleen.
- Sim. Sou eu mesma.
- Ah, é você? -Ela se surpreende ao vê-la e tira os óculos do rosto. - Meu nome é Estela Grimaldi. Sou a namorada e futura noiva de Wellington Campos Rodrigues.
Kathleen se assusta com a jovem.



Próximo Capítulo: 17/06 (20hs)

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