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terça-feira, 30 de abril de 2019


Em minha frente somente a pista
Aquele desejo de ganhar ecoa por meus ouvidos
Lá fora a galera vibra torcendo
chamando meu nome
me dando força,
me tornando reconhecido.
Querendo que eu vença, que eu vença, que eu vença.
Talvez até existe outro motivo.
Aqui dentro sinto uma emoção
invadir meu peito
Afinal sou brasileiro
e não posso desistir, não é mesmo?
Estou fazendo o que é certo
O que eu quero
O que eu sempre sonhei fazer desde pequeno
e sei que ás vezes a vida não é fácil
Obstáculos sempre vão aparecer
Mas eu tenho coragem, eu tenho fé
e isso é que vale pra mim
As medalhas representam cada vitória conquistada
Mas meu coração é a prova da integridade
Que inspira muitos jovens a persistir
E quando ouço os barulhos dos motores
e a velocidade correr por esta pista afora
O único propósito que tenho na mente
é deixar minha marca registrada
de que sonhos precisam existir
e provar para todos que sou capaz de enfrentar
qualquer desafio que surgir.

Senna


*Em homenagem à memória de Ayrton Senna (21/03/1960 - 1/05/1994)

segunda-feira, 29 de abril de 2019



Ezequiel e Keyla aguardam na sala de espera quando a enfermeira traz a notícia maravilhosa.
- O seu neto acabou de nascer, senhor Ezequiel!
- Deus seja louvado! -Ele agradece, contente.
Keyla dá pulos de alegria.
Ezequiel telefona pra Téofilo e comunica o nascimento do neto, deixando todos felizes do outro lado da linha.
No quarto do hospital, a enfermeira entrega o bebê à Kathleen que ainda se sente emocionada.
- Aqui está ele! -Ela o envolve num lençol branco e põe nos braços da jovem, que se emociona.
- Meu filho! Como ele é bonito, perfeito!
- Ele tem sorte em ter uma mãe corajosa e forte como você. - Diz a cirurgiã ao lado, contente ao vê-la.
- Filho, eu prometo que vou cuidar muito bem de você. -Diz Kathleen, feliz da vida.

Sorridente

 Nesse ínterim, o telefone toca e D. Lurdes atende gentilmente.
- Alô, mãe! -Diz Fábio do outro lado da linha.
- Filho, quanta saudade! Como você está?
- Bem, mãe. E a senhora?
- Também, meu filho. Onde você está?
- Estou ainda em Alagoas, mãe.
- Você não mandou nenhuma notícia. Me deixou preocupada.
- Desculpe por não ter ligado antes. -Ele pede.
- Você é louco, filho. Você foi totalmente irresponsável pela situação de Kathleen.
- Mãe, a senhora sabe que eu não queria esse filho.
- É claro que eu sei oras, mas você devia pelo menos assumir a responsabilidade, né?
- Desculpa por ter deixado a senhora em maus lençóis com Ezequiel.
- Você devia ter evitado isso, filho. Mas eu não vou discutir mais esse assunto.
- Como a Kathleen está?
- Bem. Ela está no hospital agora e segundo me contaram agora há pouco, seu filho acabou de nascer.
- Que bom, mãe! Desejo sorte pra ela.
- Por que você não toma juízo agora e vem pra cá, pelo menos conhecer o seu filho.
- Acho que não seria uma atitude legal, mãe. Ezequiel está irado comigo.
- Ele não vai fazer nada contra você, meu filho. Ele só quer que você assuma o que fez. Apenas isso.
- Eu vou pensar, mãe. Eu vou ter que desligar agora. tenho uma festa pra ir.
- Filho, não esqueça de sua mãe! Pense no que eu te disse e vê se resolve logo esse pepino, que já estou farta dessa história.
- Tudo bem. Até! -Ele desliga. - E então vai rolar a festa mesmo na piscina? - Ele pergunta a um dos amigos que bebem cerveja e zoam na praia.
- Vai rolar sim e vai ter várias gatas!
- Tô dentro hein? Não esquece de me levar não. -Diz ele, sem sem preocupar com nada.

Um tempo se passa...
Na pequena cidade de São Lourenço - MG, Ezequiel traz as compras e encontra Vinícius chorando nos braços da mãe.
- Pai, ele está chorando muito. O que faço?
- Eu sei que é difícil, filha, mas você deve ser forte e preparada pra tudo o que vier.
- Se ao menos aquele traste estivesse aqui pra me ajudar. -Diz ela às lágrimas. - Filho, fica quieto! O que você quer, oras?
- Esqueça aquele safado, Kathleen! Ele jamais vai te procurar. Tente entender que ele não quer ser o pai dessa criança.
- Eu sei, pai, mas o meu filho não sabe.
- Por isso que eu acho melhor esquecer que ele existiu em sua vida. Por mim, o meu neto não vai conhecê-lo.
- Pai, ele tem direitos. Eu não posso negar que ele o veja. Sei que é chato, mas ele tem esse direito. Eu sei disso por que conheço uma amiga que também passou por isso.
- Esse problema já é seu, filha. Só não esqueça o que você está passando por causa dele. -Diz Ezequiel, saindo da cozinha.
Kathleen olha para o bebê e reflete sozinha.
- O que eu faço meu Deus?
E Vinícius não pára de chorar.

Ezequiel encontra D. Lurdes no portão.
- Vim falar com a Kathleen.
- Na cozinha. -Ele responde severo.
Kathleen encontra a mãe de Fábio na porta, encarada para o neto.
- Ele está bem? -Ela pergunta curiosa.
- Sim. Eu sou inexperiente demais pra isso. Ele não pára de chorar.
- Deixa eu pegá-lo! -Ela toma o neto nos braços. - Eu falei com o pai dele.
- Por favor, D. Lurdes, eu não quero que a senhora traga notícias sobre ele.
- Calma, Kathleen! Ele é o pai e têm direitos. Você sabe disso!
- Sim. Eu sei. -Ela responde.
- Ele pretende conhecer o menino.
- Só conhecer? - Ela se intriga.
- Não. Talvez, ele assuma a criança.
- Me desculpa, mas eu não quero que ele faça isso. Ele tem esse direito por lei, mas eu não quero.
- Você ainda gosta do meu filho?
- Não. O meu sentimento por ele acabou no momento em que ele me deixou na mão.
- Eu sinto muito que o meu filho tenha feito essa bobagem, mas eu conversei com ele e ele pretende mudar.
- D. Lurdes, eu não quero ter nenhum tipo de mágoa com o Fábio. Tudo o que eu quero é apagar ele da minha vida. Apenas isso! -Diz ela, determinada. - Meu filho vai crescer e não saberá de nada a respeito do pai.
- E eu Kathleen? Eu gosto muito do Vinícius. Sou avó dele e você não pode me impedir de vê-lo. -Diz ela séria.
Kathleen fica pensativa por alguns instantes e diz:
- Eu sinto muito, mas eu não quero que o seu filho se sinta obrigado a assumir algo que ele deixou bem claro no passado que não assumiria. Ele pode ver o Vinícius, mas eu não quero que ele assuma.
- Mas seu pai diz o contrário e eu concordo com ele. Fábio é o pai dessa criança. Ele deve assumir a responsabilidade sim. -Diz D. Lurdes sensata.


Semanas depois, Fábio reaparece no bairro e encontra Ezequiel, que fica bravo ao vê-lo.
- Finalmente, nós nos encontramos!
- Ezequiel, eu vim em paz!
- Eu não quero brigar com o pai do meu neto. Apenas quero dar um conselho: jamais procure a minha família de novo!
- Eu quero ver o Vinícius.
- Quem é você pra ter esse direito?
- Pai, deixa ele! - Interfere Kathleen. -Deixa ele ver o filho!
- Kathleen, que bom que você não sente mágoa de mim.
- Como você sabe, Fábio? Você não conhece o meu pensamento.
Kathleen pede pra ele entrar e ele aceita.
- Hei, Vinícius! Sou eu, o seu pai. -Ele diz ao menino que não entende nada no que ouve.
- Ele tem cinco meses! -Diz Kathleen.
- Ele é muito bonito. Você escolheu o nome?
- Sim. -Ela responde. -Acho que precisamos conversar!
- Claro. -Ele diz.
Bem afastado de todos, Kathleen tem a chance de reunir a família ao lado do ex, mas os seus planos não eram o que esperava.
- Você quer o Vinícius? -Ela se desespera.
- Isso mesmo. Eu voltei pra buscá-lo e entrarmos num acordo.
- Então, volte pra Alagoas sozinho, porque o meu filho não vai contigo.
- Kathleen, eu tenho uma ótima estabilidade. Eu posso dar boas condições pra Vinícius. Eu tenho meios de criá-lo.
- Eu não vou aceitar o seu acordo e ponto final. Eu estou cuidando muito bem do Vinícius sem a sua ajuda e você não vai tirá-lo de mim.
- Bem, você venceu por enquanto. Eu não vou desistir do meu filho.
- Nem eu, Fábio. -Diz ela, sem medo. - Você pode tentar de tudo, mas eu vou mover céus e terras pra garantir que o meu filho fique do meu lado. Eu sei que eu vou sofrer, mas estou decidida à enfrentar tudo com a cabeça erguida.
Fábio aceita aquela ousadia e sai porta afora.

Os meses foram passando e Kathleen foi aprendendo a difícil lição de criar um filho sozinho. Vinícius foi crescendo aprendendo com a mãe, o avô e a sobrinha. Fábio viajara pra Alagoas novamente e fez a sua vida. Antes, ele registrou o filho e seguiu seu destino ao lado da mãe, que também fora morar por lá.
Numa bela tarde, Kathleen passeia com o filho no supermercado, que agora tem cinco anos de idade. Kathleen tem vinte e quatro anos atualmente e Sheyla, uma amiga a acompanha no passeio.
- Kathleen, se você reencontrasse o seu antigo paquera, o que faria?
- Sheyla, não sonhe com isso! Faz muito tempo. Hoje, ele deve estar casado e com filhos.
- É apenas uma suposição. -Diz a loira jovem de vinte e sete anos, magra e olhos azuis claros.
- Tudo bem. Eu o cumprimentaria e contava o que foi a minha vida nos últimos tempos.
 - Não. Assim você exagera. O certo seria: eu cumprimentaria e perguntava o que faz da vida atualmente.
- Vamos voltar pra realidade, ok! Ele jamais me encontraria de novo. Talvez, ele nem se lembraria de mim. Nossas vidas mudaram muito desde o tempo da escola. -Diz ela, puxando o menino pelo braço e esbarrando num rapaz alto moreno e de óculos escuros, na porta do supermercado. -Desculpa, moço! -Ela fixa seus olhos aos dele. -Você?
O rapaz a encara fixamente, desconhecendo-na.

Que incrível


Próximo Capítulo: 03/05 (20hs)

domingo, 28 de abril de 2019

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Fotos se envelhecem,
Cartas se perdem,
Objetos se quebram,
Mas o amor não desaparece.
Quadros se empoeiram
Roupas se desbotam
Flores murcham
E lágrimas secam
Mas o coração não apodrece.
E tudo se torna preto e branco
Misturado ao cinza, ao pó
Quando não te vejo nos olhos
E nem sinto teu calor.
Mas um dia a vida muda
As cores brilham
E tudo volta pro lugar
O que era cinzento ficou azul
E seus olhos, refletiu luz.
As fotos se tornaram nítidas
O pó que havia, o vento soprou
A flor murcha se tornou viva
E eu senti teu calor.

Momento de Reflexão

segunda-feira, 15 de abril de 2019


Suzi acende um cigarro de dentro do carro e depois, retoca a maquiagem. Em alguns minutos, ela sai e vai até o galpão antigo e encontra alguns seguranças na portaria. Um deles a reconhece de longe
- É a Suzi! Deixa entrar! - Ele ordena aos companheiros que fazem a segurança do local.
Suzi agradece com um olhar sedutor e um deles comenta ao próximo:
- Como essa mulher é gostosa, hein?
Ao chegar perto da entrada do escritório, Suzi abre a porta e o desconhecido a cumprimenta.
- Ora, ora! Quem está aqui! É a minha princesa Suzi. A razão da minha vida! - Ele beija sua mão.
- Vamos parar de brincar um pouco e falar sério agora.
- Hum. E o que você quer conversar, gata?
- Eu quero saber o que você fez com o Mathew.
- Caramba! Você só veio aqui por causa do policial? Eu não estou acreditando nisso, Suzi!
- Me diga a verdade! Diga que Mathew está bem!
- Quer saber mesmo a verdade? Ele está bem, sim! Não fizemos nada com o seu amado. O nosso plano está saindo muito bem, Suzi! Agora tenho um trabalho pra você!
- Olha, eu não vou mais fazer trabalho nenhum pra você. Você já tem o Matt, conforme combinamos. Não faço mais parte do seu grupo.
- Você está me dispensando, Suzi? Olha que posso fazer com que Matt descubra a verdade sobre você.
- Isso é uma ameaça? Porque se for, saiba que eu já contei á Matt que sou prostituta. Não tenho mais nada a esconder.
- É mesmo, Suzi? E aquele outro segredo que tínhamos? Matt não vai gostar nadinha de saber que a amante tem ficha criminal na polícia e que ela sabe mentir tão bem, a ponto de manipular quem cerca. É o caso do roubo no supermercado, ou pelo menos, a tentativa de roubo, no qual a heroína salva a mulher do príncipe.
- Você não deve estar falando sério. Nós tínhamos um acordo. Matt jamais iria saber disso. Você prometeu!
- Eu sinto muito, mas eu mudei minhas táticas. Se você pensa em cair fora do jogo agora, saiba que não é uma boa hora. Bom, você decide, Suzi?
- Eu te odeio, viu? - Diz Suzi, irritada.
- Aceite o trabalho que vou te propor e não me decepcione ou o seu segredo será escancarado pra cidade inteira. A polícia vai gostar de saber que você matou um cara, Suzi!
Suzi fica sem palavras e senta-se na cadeira. O desconhecido toca seu rosto e ela o encara fixamente.
- Você é tão bonita com essa expressão irritada!
De repente, ela cospe em seu rosto, que fica surpreso com tal ato. Ele se enche de fúria por dentro e lhe dá um soco no rosto.
- Nunca mais faça isso ou eu acabo com você, vagaba! - Diz ele, a deixando com marca no rosto.


Não me Provoque

Enquanto isso, Mathew fica pensativo com tudo que o tal homem disse a respeito de Smith e de Regina. Ele chega à conclusão de que deve sair dali o mais rápido possível e tentar descobrir a verdade sozinho pra ter certeza de que tudo que soube é verdadeiramente um fato lógico ou um simples engodo pra que ele não consiga resolver o caso em imediato.
De repente, ele ouve vozes vindo do escritório e escuta a voz de Suzi com o desconhecido.
- Não pode ser! Eu estou reconhecendo essa voz feminina. É a Suzi!

Já Smith fica preocupado em não receber a ligação de Matt e decide entrar em ação. Ao cercar todo o velho depósito, ele não o encontra e fica confuso.
- O que aconteceu com o Matt? Ele não está aqui!
Um dos policiais comenta:
- Senhor, o Matt não está em lugar nenhum. Algo deve ter acontecido a ele.
- Isso não pode acontecer. Vasculhe tudo! Matt tem que ser encontrado.
- Sim, senhor! - Diz um dos policiais.
Smith decide fazer uma ligação e avisa:
- O Matt desapareceu com o dinheiro. Fiquem alerta! - E desliga.

O desconhecido esquece a arma sob a mesa e vai no banheiro. Suzi aproveita a oportunidade que desejava ter.
- Vamos ver quem é o mais esperto aqui, otário!
Ela pega a arma da mesa e aponta em direção a porta do banheiro. O tal homem ao sair se surpreende ao ver o seu próprio revólver apontado em sua direção.
- Suzi, o que pensa que está fazendo?
- Estou fazendo o que deveria ter feito há muito tempo.
- Você não pode me matar. Você sabe disso tanto quanto eu! Eu ainda sou útil pra você.
- É claro que eu não posso te matar. Não ainda, mas vai chegar o dia em que não haverá mais nenhum motivo de deixá-lo vivo. Você sabe disso tanto quanto eu! Agora, me leve até o Matt!
- Você é uma safada, uma ordinária!
- Eu aprendi com você, meu amor! Agora, vá antes que eu perca a paciência e exploda seus miolos. - Diz ela, com a mão sob o gatilho.
O desconhecido leva Suzi até a sala onde Matt se encontra e os dois ficam frente a frente.
- Suzi? O que está fazendo aqui? - Se intriga Matt.
- Oi, Matt! É um prazer revê-lo, mas estou ocupada agora. Se puder fazer tudo que digo, vai me ajudar muito!
Matt consente e Suzi ordena que o desamarre.
O desconhecido desamarra Matt aos poucos, com uma expressão irada e Suzi olha para os lados, tentando ver se vinha alguém.  Depois de desamarrado, Matt se liberta de algumas cordas que ainda o envolvia e Suzi pede para o policial ficar próximo dela. Ele obedece.
- Suzi, eu preciso que ele me responda uma coisa importante. - Diz Matt, sensato.
- Tudo bem! - Diz ela. - Só não demore muito.
- Eu quero saber da Brendha. Onde ela está? - Ele interroga o tal homem.
- Eu não vou responder pergunta alguma. - Diz ele, irado.
- Você vai responder, sim antes que eu acabe com a sua vida nesta sala. - Diz ela, cheia de raiva com a arma na mão.
- Eu não vou falar porcaria nenhuma. Se quiser, pode me matar!-Diz ele.
Matt vira-se á Suzi e a encara. Depois, vira-se a ele e lhe dá um murro em seu tórax, que o faz cair no chão, se contorcendo de dor.
- Ui! Essa doeu até em mim! - Diz ela.
- Suzi, o que pretende fazer com ele? - Pergunta Matt, se afastando. - Ele pode ser útil. Ele sabe onde está Christine e o meu filho e a Brendha também. E sabe de umas paradas que ainda me confundem as ideias.
- Matt, você é um tolo em achar que a Suzi é de confiança. Ela também esconde algo de você. - Diz o homem, atrapalhando a conversa.
Nessa hora, Matt e Suzi se entreolham.
- Então, vai falar ou não desgraçado! - Diz ela, irritada, mudando um pouco o assunto.
- Vocês venceram! - Ele grita bravo.
Quando ele ia falar, ouvem-se rajadas de tiros e os dois são obrigados a cair fora dali o mais rápido possível.
- Vamos mantê-lo aqui dentro. E não se preocupe, meu amor! Apenas confie em mim. - Diz ela, correndo pra porta e trancando-o por dentro.
- Sua vagabunda! Me tira daqui! - Ele começa a gritar furioso de raiva. - Saibam que não vão escapar de mim, seus otários!
Suzi e Matt fogem correndo do escritório e os capangas decidem segui-lo por todo o galpão abandonado. Com a arma apontada em sua direção, o segurança libera acesso pra Suzi e Matt passarem. Depois, eles entram no carro e fogem apressadamente.
- Você é louca, Suzi! Agora percebi o quanto você é louca. - Diz Matt, aliviado por ter se livrado da prisão.
- Você ainda não me viu louca, Matt! - Diz Suzi, acelerando o carro.
- Posso saber por que está envolvida nisso e porque devo confiar em você?
- Claro, meu amor! Eu vou te contar tudo. Prometo! Agora, se você não confiar em mim, em quem você confiaria?
- Acho bom mesmo, Suzi, porque já estou farto de ser enganado.- Diz Matt, revoltado e observando as fotos em que estava Smith nos dias dos crimes. - Agora, o que me preocupa é a Brendha.
- Fica tranqüilo, Matt! - Diz Suzi. - Você vai achá-la!



Nesse ínterim, Smith folheia alguns documentos quando o telefone toca.
- Oi, é o Sr. Smith falando! O que descobriu?
- Senhor, até agora nem sinal do Mathew. - Diz um dos policiais.
- Tudo bem. Continue na posição e me avise se o virem.
De repente, o telefone celular toca e ele vê no visor. É uma chamada de Mathew.
- Espera um instante! - Ele deixa o telefone fora do gancho e atende o celular. - Mathew, onde está, meu rapaz?
- Sr. Smith, o plano não deu certo. Tive problemas na operação, mas está tudo bem agora. - Ele revela.
- Mas onde você estava? - Pergunta Smith, preocupado.
- Eu fui deixado num terreno baldio e me levaram toda a grana. Consegui encontrar o celular por sorte e por isso, estou te ligando. - Ele resolve mentir, sob o olhar fixo de Suzi no volante.
Suzi que estava ao seu lado fica atenta na conversa do rapaz com o delegado, mas não desvia a atenção do volante.
- Quer que eu mande alguém pra te buscar?
- Não será necessário. Eu consegui uma carona e estou indo pra delegacia agora. Alguma informação nova por aí?
- Bom, por enquanto nada. Mas é bom saber que você está vivo e que está bem. E agora, quais são as chances de pegar esse bandido?
- Senhor Smith, vamos continuar com o plano da festa de Justine. Se estivermos certos desde o início, o criminoso vai atacar outra vez e desta vez, será quem imaginamos. - Diz Matt.


Sei o que Fazer

- Ok! - Diz o delegado, consentindo.
Ao desligar o telefone, Matt diz á Suzi:
- Vamos ver até aonde vai esse jogo?
- Mas você tem certeza de que o seu chefe está envolvido?
- Eu não sei de mais nada, Suzi! Eu não sei nem se devo confiar em alguém.
- Matt, não diga isso! Você sabe que estou do seu lado. Até te salvei.
- Mas um mistério pra mim, Suzi! Porque está nesse jogo e porque me salvou? Eu só queria pelo menos entender isso.
- Não se preocupe, Matt! Você vai entender tudo. - Diz Suzi, confiante. - Agora, vamos até a Brendha!
Ao chegarem no local, os dois ficam desolados ao perceber que a menina sumira novamente e que mais uma vez, não conseguiram encontrá-la.
- Nada por aqui! - Diz ele, se lamentando.
- Tenha calma meu amor! Vamos fazer o jogo deles.- Diz Suzi, determinada.
- Tem algum plano em mente?
- Acho que sim! - Diz ela, séria.

Dias se passam e Suzi resolve fazer uma ligação anônima. Em seguida, alguém atende do outro lado da linha.
- Então, você quer mesmo fazer isso?
- Sim. Eu quero! - Ela responde, determinada.
- Está entrando numa área arriscada moça.
- Eu já estou envolvida. Não tenho escapatória.
- Ótimo! Aguarde meu contato que brevemente estarei te ligando novamente.
- Obrigada! Você não sabe o favor que me presta.
- Preciso te fazer uma pergunta antes que desligue.
- Diga! - Diz ela, já ciente do que deveria ser.
- Tem algum motivo pessoal pra me pedir isso? Suzi, você sabe que a conheço bem.
- Se eu dissesse que não, estaria mentindo.
- Entendi. Enfim, se cuida ok! Tenho muito carinho por você.
- Obrigada! Aguardo contato! - Diz Suzi, desligando. - Agora, Matt vai perceber o quanto eu sou de confiança pra ele.

Na delegacia, Sr. Smith pensa em tudo que Matt lhe disse sobre o fato de ter sido abandonado e ter perdido toda a grana que havia arrecadado para a liberdade da menina.
- Alguma coisa não está certa. - Diz ele, pensativo sobre a mesa.
De repente, Matt surge no escritório e o encontra.
- Como anda os preparativos pra festa de Justine?
- Até agora, tudo está indo bem. Matt, me responda algo?
- Sim. - Ele diz, pegando um café.
- Você chegou a reconhecer algum dos bandidos que o deixaram neste tal terreno baldio?
- Não senhor, porque eu praticamente caí numa cilada organizada por eles.
- Hum. Entendi! Mas você, Matt um cara super corajoso, equilibrado, cair numa cilada?
- O que está insinuando?
- Você vacilou legal, Matt! Onde estava com a cabeça? Só podia ser naquela mulher de novo né?


Preciso descobrir a Verdade

- Sr. Smith, eu caí naquela cilada totalmente de propósito. Não houve vacilo! Apenas deixei-me levar todo o dinheiro. Foi uma simples jogada de mestre.
- Sabe o que eu acho, Matt? Você está sabendo de algo e não quer contar-me. Alguma coisa aconteceu neste depósito.
- Sr. Smith, por acaso está desconfiando da minha pessoa? Você acha que eu iria mentir justamente para o senhor que cuidou de mim durante esse tempo todo, que me ensinou como se comportar como um policial honesto e corajoso? – Questiona Matt - Não me conhece?
Smith fica pensativo com as palavras do policial e diz:
- Desculpa, Matt! Eu confio em você, meu amigo e sei que não mentiria pra mim.
Matt se sente aliviado por dentro e responde:
- Então, está preparado pra pegarmos de vez esse criminoso?
- Com certeza, meu amigo! - Diz ele, apertando a sua mão.

Suzi consegue encontrar o paradeiro de Brendha e a jovem decide ligar para Matt. Sem hesitar, ele reúne alguns policiais e vão para o endereço marcado. Smith acredita que pode ser outro alarme falso.
Chegando no local, Matt reconhece alguns comparsas do tal desconhecido que falou com ele naquele galpão abandonado e dá sinal pra avançarem. Ele entra escondido num antigo prédio, onde parecia ser um cárcere privado e luta com alguns homens a mão armada. As frotas policiais circundam a área e conseguem prender alguns homens que faziam a segurança do local. Matt finalmente encontra Brendha, que estava toda amarrada e amordaçada. Ele retira as cordas que a prendem e depois, a abraça fortemente, trazendo conforto e esperança.
- Obrigada! - Diz ela, agradecendo aos prantos, tentando conter a emoção de que foi salva daquela prisão.
- Não precisa agradecer, Brendha! Eu estou aqui e nada vai lhe acontecer de mal agora. Fica calma! - Diz ele, determinado a levá-la pra bem longe dali.
Horas depois, o delegado brinda por Brendha estar viva e Matt fica feliz que conseguiu salvá-la das mãos dos bandidos.
Já o desconhecido homem pra quem Suzi trabalha, fica irritado ao saber do acontecimento e promete fazer vingança. De repente, o telefone toca e ele atende num só toque.
- O que você quer, sua cadela, safada?
- Eu vim te dizer que o seu plano falhou, meu amor!
- Vagabunda! Por que você arruinou meus planos?
- Simples. Porque eu não sou mais a sua mulher, o seu objeto sexual, o seu ursinho de dormir. Eu me tornei uma pessoa de princípios e eu estou disposta a mudar pra melhor. Não quero mais ser sua escrava!
- Você acha que Matt vai viver ao seu lado pra sempre? Está enganada, Suzi! Quando ele descobrir quem é você de verdade, pode esperar! Seus dias estarão contados. Ah e não se esqueça querida: eu ainda tenho a família de Matt comigo!
- Eu não tenho medo de ameaças e nem do que pode acontecer comigo. Se Matt descobrir a verdade, tudo certo! Mas é bem provável que ele descubra uma coisa antes e você sabe perfeitamente o que é. Você arruinou o passado de Matt. Quanto a família dele, se prepare porque ele não vai deixar barato.
- Eu o quê? Está brincando comigo! Eu não tenho nada a ver com o passado do seu namoradinho. - Diz ele, resmungando.
- Tem certeza? Porque conforme eu descobri pelos meus contatos, você causou a morte de pessoas inocentes no passado. Matt, por incrível que pareça, jamais perdoaria que os seus pais foram cruelmente assassinados e que o assassino está bem perto do que ele possa imaginar.
- Você andou se informando demais ao meu respeito e isso não é bom, minha cara! - Diz ele, sendo ameaçador.
- Fazer o quê, meu amor? Eu aprendi com a vida e você me ensinou muita coisa. Mas chegou a hora de você saber que eu sei me cuidar sozinha e que aquela garota inexperiente, hoje se tornou uma mulher determinada e que vai fazer de tudo pra ser feliz e escrever a sua própria história, sem que ninguém impeça isso! - Ela termina o assunto e desliga o telefone, fazendo com que ele fique furioso de raiva.


Atenção: Para dar continuidade a leitura de "Atração Fatal", a obra está disponibilizada na Amazon e Plataforma Wattpad:


domingo, 14 de abril de 2019

sábado, 13 de abril de 2019


Diante da porta está Christine com a chave na mão disposta a abrir o apartamento de sua Rival. Cenas de Matt e Suzi viram retrospectivas em sua mente. Mas nada a impede de continuar firme em sua decisão e desmascarar os dois amantes de uma vez por todas. Ela abre a porta com cuidado para não fazer barulho e ouve vozes, que saem do quarto. Com passos leves, ela se dirige até o quarto e assiste a cena que seus olhos jamais queriam ter visto. Suzi estava se sentindo nas nuvens ao lado de Mathew que também parecia à vontade. Christine se sentiu mal, completamente no chão e sua mente só dizia uma coisa: que entrasse naquele quarto e despejasse tudo o que estava se sentindo. Ela tentou se manter calma naquele momento e nem mesmo as lágrimas que caíam dos seus olhos, a faziam desistir de sair dali. Afinal porque desistir? Não adiantaria fechar simplesmente os olhos pro que estava ocorrendo em sua vida e ir pra casa, fazer as tarefas do dia-a-dia e dizer a mesma ladainha pro filho de que o pai estava trabalhando e logo, estará de volta. E toda aquela raiva se transformou em verdadeira fúria. Com os nervos à flor da pele, ela não hesitara. Apenas deixou-se levar pela sua atitude de mulher traída e com ódio dos dois, entrou naquele cômodo.
- Sua salafrária, bandida! Como você pode fazer isso comigo? Vagabunda! - Entra Christine, irada com a cena que vê, sem se importar de que eles estavam totalmente nus naquele quarto.
Suzi e Matt ficam perplexos ao encontrá-la ali naquele exato momento.
- Christine, eu posso explicar tudo. - Diz Matt, tentando controlá-la.
- Cala a boca, Matt! - Ela lhe dá um tapa no rosto e o empurra contra o chão, fazendo-o bater com a cabeça na parede.
Suzi decide partir pra cima de Christine e as duas caem na briga.
- Sua ordinária! - Ela soca a face de Suzi e a joga no chão, lhe dando murros e puxando seus cabelos.
Matt fica desesperado e tenta afastar as duas, segurando a esposa.
- Me solta que eu quero acabar com a vida dessa mulher! - Diz Christine, furiosa.
Suzi se levanta do chão brava e Matt pede pra Christine ir embora, controlando Suzi com o braço esquerdo e impedindo-na de avançar sobre a mulher.
- Pode ficar tranqüilo, Matt! Eu vou embora. Eu não tenho mais nada pra fazer aqui neste lugar. Ah, e antes que eu me esqueça: fique com ela, Matt! Sei que ela vai te fazer mais feliz do que eu, porque vocês dois realmente se merecem. - Diz Christine, com um olhar sério e totalmente descomposta.
Suzi a encara com um olhar sério e Matt fica sem palavras.
- Nunca mais quero ver a sua cara, bandida! Safada! - Ela diz à rival e sai porta afora. - Fingia ser minha amiga, mas no fim não passava de uma cobra apenas. Eu te odeio, Suzi! Sua ladra de maridos! - Diz ela, saindo porta afora imediatamente.
Suzi deixa Matt por alguns segundos e segue Christine, dizendo:
- Vai embora mesmo! Eu não tenho culpa se o teu marido me deseja. Ele sente mais prazer comigo do que com você.
Christine volta a encará-la novamente com um olhar ameaçador e Matt tenta colocar Suzi pra dentro.
- Parem as duas com isso! Christine, desculpa...
- Vocês dois me dão nojo! – Diz Christine, pegando o elevador depressa.
Matt decide ir atrás de Christine e Suzi o impede.
- Já não basta o que ela causou aqui, Matt? Por que vai atrás dela?
- Porque ela ainda é a minha mulher. - Diz Matt, revoltado e saindo porta afora também.
Suzi se lamenta com tais palavras.


Acabou

Dias se passam e o delegado recebe o telefonema do desconhecido seqüestrador de Brendha, marcando o encontro para tal horário a fim de negociar a troca do dinheiro pela menina. Matt é comunicado do encontro e decide se preparar pra agir. Já Christine decide pedir a separação e pensa em levar o filho Renan pra casa de uma irmã que mora em outra região próxima dali. Embora não concorde Matt não consegue impedir a atitude da esposa e promete que não desistirá de seu próprio filho. Christine e Renan decidem pegar o ônibus na estação.
- Tem certeza de que quer mesmo fazer isso? - Questiona Matt.
- Eu preciso, Matt! Vai ser necessário nos afastarmos um pouco.- Diz Christine. - Espero que você fique bem!
- Eu vou sentir muito a sua falta. Você e a do nosso filho!
- Matt, por favor, chega de lamentações! Você não vai se afastar do seu filho por muito tempo. Eu vou permitir que o visite. Renan precisa de um pai, mesmo que ele seja ausente. - Diz ela, rígida.
- Por que está sendo tão dura comigo? Eu já não lhe pedi desculpas por tudo que lhe causei?
- Desculpas não é o suficiente. Você deveria saber disso, Matt! Mas não quero discutir com você sobre esse assunto de novo.


Matt abaixa a cabeça e abraça o filho Renan.
- Pai, eu não quero ir embora sem você!
- Eu vou estar sempre por perto, meu filho! Assim que meu trabalho terminar, eu vou te visitar na casa da sua tia. Eu prometo!- Diz Matt, triste.
- Pai, eu te amo! - Diz Renan, com lágrimas nos olhos e abraçando fortemente Matt.
- Eu também, meu filho! Eu também te amo muito, viu? Você é tudo na minha vida. Promete uma coisa para o seu pai?
- Sim, pai! - Diz Renan, atento, se afastando um pouco.
- Promete que vai cuidar de sua mãe? Ela precisa de você, meu filho!
- Prometo, pai! Prometo, sim! - Diz Renan, entristecido.
- Bom garoto! Agora, você precisa ir antes que perca o ônibus. E lembre-se: seu pai te ama muito e nunca vai te abandonar.
Christine interfere a conversa dos dois e diz a Renan:
- Filho, o ônibus chegou! Precisamos ir agora!
Matt acena pra Renan, que acompanha a mãe até a porta do ônibus.
- Christine, saiba que eu não vou desistir do Renan. - Diz o policial, determinado.
- Eu sei disso, Matt! Mas não se preocupe: nosso filho estará bem e você poderá visitá-lo sempre que possível. - Diz ela, entrando com o filho no ônibus, que se prepara pra partir.
Os olhos de Renan se enchem de lágrimas diante da janela do veículo que aos poucos se distancia.
De repente, o telefone toca e Matt atende.
- Matt, é Smith! Está pronto pra ir ao encontro?
- Ah, claro! Eu já vou agora pra lá, Sr. Smith!
- E quanto á Christine e Renan? - Ele pergunta. - Eles realmente foram embora da cidade?
- Sim, Sr. Smith! É difícil te falar isso, mas eu vou sentir muito a falta deles. - Diz Matt, triste. - Mas o que posso fazer né?
- É verdade, Matt! O que podia fazer? E agora, como será a sua vida sem a Christine e o Renan?
- A vida continua, Sr. Smith e agora, eu estou determinado a terminar de uma vez por todas com esse caso da Regina Winston.- Diz Matt, equilibrado e convicto de que vai resolver logo o crime que anda deixando todos preocupados e temidos.
Sem perceber, alguém o observa disfarçadamente.

Enquanto isso, Suzi liga para o desconhecido e comunica-lhe que Christine está fora da cidade com o filho, o qual o caminho estará livre pra ela e o policial Mathew. O desconhecido avisa que a prostituta deve continuar seguindo o plano normalmente, pois em poucas horas, ele conhecerá o policial de perto e que fará suas negociações.
- O que você está planejando com este encontro? - Pergunta Suzi, curiosa.
- Eu vou entregar a ele todas as respostas que ele procura. A morte de Regina, a morte de Anderson, Dinorah e D. Juliet.
- Então, você está por trás do caso de Regina Winston? Muito interessante!
O desconhecido sorri e continua.
- Suzi, existem muitos segredos envolvidos neste caso. Você nem imagina!
A jovem fica com uma expressão séria no telefone.


Como assim?

Horas depois, Matt chega numa estação ferroviária abandonada, local marcado pelo seqüestrador e em uma de suas mãos, ele carrega uma mochila em que está armazenado o dinheiro que fora pedido em troca da liberdade de Brendha. Afastado dali, Sr. Smith espera o sinal do policial pra agir. Matt se preocupa, mas também não demonstra receio. Agora era tudo ou nada e ele tinha que correr esse risco. Enquanto isso, alguém chega de carro e estaciona numa esquina ao lado.
- Que demora! O que será que ele está aprontando? - Pensa Matt, sério.
De repente, ele decide gritar.
- Olá!!!!!! Alguém está aí? Eu acabei de chegar. Por favor, me responda!
Depois de alguns minutos sem resposta, Matt decide se sentar num banco de madeira e resolve esperar um pouco mais. Sempre atento ao relógio, ele já estava se cansando de esperar.
- O que será que está havendo com Matt? Ele está demorando muito a dar o sinal pra gente avançar. - Diz Sr. Smith á um dos oficiais que o acompanham na operação.
- Pode ser que ele esteja em perigo, senhor! - Responde um dos policiais que estava por perto.
Sr. Smith fica pensativo.
Matt decide cancelar a operação e sem esperanças de que vai encontrar Brendha por ali com os bandidos, ele decide se preparar pra ir embora, quando um desconhecido o chama pelo nome.
Matt vira-se pra responder.
- Pediram pra eu levá-lo até eles. - Diz um homem forte e alto.
- Ótimo!  E como vou saber que Brendha está bem?- Pergunta Matt.
- Não se preocupe! Você já vai encontrá-la. Me acompanhe! - Diz o homem, deixando-o ir na frente.
Matt segue até um velho depósito e o homem o manda abrir a porta. Ele obedece e ao abrir a porta, ele encontra as paredes marcadas com os nomes das vítimas mortas inocentemente: Regina, Dinorah e Juliet. A surpresa maior foi quando ele leu a seguinte frase: Os próximos são Justine, Olivier e Christine. Quando ele ia se virar pra falar com o tal desconhecido, um golpe é acertado em sua nuca, que o faz cair fortemente ao chão.

Mais tarde, Matt desperta e se sente confuso ao ver que estava numa grande sala toda iluminada, com as mãos amarradas por trás da cadeira e seu corpo quase despido envolto por correntes fortes e presas. De repente, a porta se abre e surge um homem negro com boné e roupa de marca famosa e com um cigarro na boca. Ele tira os óculos pretos e encara fixamente o policial, que pergunta:
- Onde estou e o que vai fazer comigo? - Diz Matt, sentindo dores em sua nuca.
- Não se preocupe! Você está seguro conosco. Só não posso te falar ainda onde você está porque temos muito a conversar.
- Eu quero saber da Brendha. Como ela está?
- Vai bem, Mathew. - Ele responde.
- Posso saber o que você quer de mim?
- Claro. Você se lembra do velho depósito e das marcações na parede?
- Como eu poderia esquecer. Me diga: você também pegou Christine e o meu filho?
- Policial Mathew, eu costumo responder perguntas ordenadamente. Então, eu vou te responder a primeira pergunta que fez: O que eu vou fazer com você, exato?
- Se for assim, tudo bem! Exato! - Consente o policial.
- Bom, o que eu vou fazer com você é o seguinte: eu lhe trouxe aqui porque quero ajudá-lo a desvendar todo o mistério que envolve o caso Regina Winston e também particularmente a sua vida.
- Minha vida? Onde eu e a minha família entramos nesse assunto da Regina?
- Simples. Você, Matt é a chave principal do caso Regina Winston! Vou ser mais específico, caso não esteja entendendo. A sua relação com este caso não é nada incomum. O fato, policial Mathew é que existe uma relação muito forte entre você e a família de Regina. Você não sabe, Matt mas Regina o adotara como um filho secreto. Feliciano e nenhum de seus amigos sabiam desse fato e a única que guardava esse segredo era a sua tia Juliet, que sempre deu um jeito de te sustentar ás escondidas.
- Quer dizer que Regina era como se fosse uma mãe pra mim e Juliet sabia disso? Cara, você deve estar doido! Eu não faço parte da família Winston.
Ele dá um sorriso largo e mexe com a cabeça, dando a entender que ele não sabia nada a respeito desse fato.
- As coisas não parecem ser o que são Matt. Regina te conheceu na rua logo depois que seus pais vieram a falecer. Você não se lembra?
Mathew fica sério por alguns instantes e relembra cenas do passado.
“- Oi, tudo bem? - Pergunta uma gentil mulher a ele, que se sentia triste e desamparado. - Você quer ir pra casa? Onde você mora, meu bem?
- Eu não tenho pra onde ir, senhora. - Ele respondeu, inocentemente.
- Entendi. E os seus pais, querido? Onde eles estão?
Houve um momento de prantos e ela abraçou-lhe fortemente.
- Não se preocupe, querido! Eu vou te levar para um lugar tranqüilo, longe das ruas onde você possa ser feliz, ok! - Diz ela, o pegando pela mão. - Não tenha medo, meu bem! Você vai ficar bem.”
Matt desperta das lembranças e encara o desconhecido fixamente.
- Lembrou-se agora como tudo começou?
- Não entendo. Se Regina me adotara como um filho, porque eu fui cuidado pelo Sr. Smith durante a minha adolescência?
- Regina conseguiu um lar de adoção pra você, Matt! Você viveu um tempo numa casa de abrigo e depois que completou maioridade, conheceu o delegado, a qual lhe deu um emprego e te ajudou a ingressar na carreira da polícia. Pelo menos disso você deve se lembrar muito bem, né?
- Com certeza, só não sabia que Regina tinha me ajudado na época.
- Ela te ajudou sim Matt, mas ela nunca quis se identificar pra você porque Feliciano na época estava de compromisso marcado com ela e ele não gostava de crianças. Regina fora uma mãe pra você! Tanto que quando você saiu do abrigo e foi morar com o Smith, ela ficou péssima e decidiu seguir a sua vida, ou seja, cumpriu seu papel de boa samaritana.
- Eu não sabia disso! Quem é você, afinal e qual é o seu interesse nesta história?
Ele sorri um pouco e continua:
- Mathew, você não quer saber as respostas que tanto procura? Bem, eu posso te levar até elas.
- Ainda não entendi a sua jogada.
- Sabemos que você foi o protegido de Regina durante a sua infância. De início, tudo certo! Mas o que houve depois, você nem sonha ter acontecido. Matt, existem mais coisas que vão deixar você perplexo e que se eu contar-lhe, não teria graça. Então, vou te deixar ver para que você saiba quem é quem nesta vida.
- O que afinal está dizendo, seu idiota? Pára de enrolar e fala logo. - Questiona Matt, confuso.
Ele pede pra que tragam uma pasta e um dos comparsas o entrega em mãos.
Abrindo a pasta, ele tira algumas fotografias e mostra a Matt.
- Essas fotos foram tiradas no dia da morte de Dinorah.
Matt fica surpreso ao ver a fotografia e ele continua.
- Reconhece essa pessoa que está saindo do carro uma hora antes de Dinorah sair do apartamento? - Pergunta o desconhecido.
- Reconheço, sim! É o delegado, pra quem eu trabalho. Por quê?
- Simples, meu caro rapaz. Por que será que o delegado estava naquela noite e naquele mesmo endereço onde estava Dinorah? Você seria capaz de raciocinar, Matt?
- Isso é loucura! O delegado estava apenas verificando o local. Ele não estava ali por acaso. Essa foto não prova nada!
- Certo e o que você me diz sobre essas aqui? - Ele joga todas as fotos na mesa, onde aparece o delegado em todas elas.
- Isso é um absurdo! Totalmente inaceitável!
- Tão inaceitável que a polícia não conseguiu proteger as vítimas dos homicídios né? Que descaso tolo!
Matt fica confuso ao ver as cenas dos crimes, mas volta a fazer a sua pergunta que ficou despercebida no início da conversa:
- Você me disse a sua jogada, mas quero saber da Christine e do meu filho Renan? O que fez com eles?
O desconhecido encara o policial friamente e diz:
- Essa resposta você terá em breve, meu caro!
-  Não façam nada com eles! Entendeu? Se acontecer algo com os dois, eu lhe mato!
-  Você não está em condições de ameaçar ninguém agora, Matt! E quer saber de um fato curioso: como um pai de família resolve trair a esposa com a amiga dela e ao mesmo tempo, investigar o caso de Regina? Você é um sujeito bem esperto e admiro isso sabia.
-  Você anda me espionando?
- Sim, Matt! Eu sei quem é a mulher que cruzou o seu caminho. Eu sei dos encontros que você teve com ela. Eu sei do flagra de Christine. Eu sei tudo sobre você! – Diz o desconhecido, olhando seriamente nos olhos de Matt.


Próximo Capítulo: 15/04 (20hs)

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