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Leandro Elesbão

sábado, 7 de dezembro de 2019

Ouvi dizer que o Natal perdeu seu significado…
Que deu lugar ao consumismo,
Árvores de Natal
e Papai Noel
Mas eu prefiro lembrar que neste Natal,
Por conta dos empregos temporários,
Muitas pessoas puderam resgatar um pouco de sua dignidade.
E que por conta do dinheirinho extra que receberão
Muitos pais e mães de família poderão
Oferecer uma mesa mais farta aos seus filhos
Prefiro lembrar que
por conta das Campanhas de Solidariedade feitas nesta época
algumas crianças ganharão, sim, algum brinquedo.
E que você…
Você poderá dar Aquele Abraço nas pessoas que você gosta
Mas que “por falta de motivo” pra abraçar
Ficou contido até agora…
E, talvez, neste momento você perceba que,
Bem ou mal,
No Natal, o Amor está em toda parte!
Mas, se ainda assim, você não quiser celebrar nesta data
Não tem problema:
Quero te convidar a viver com o Espírito do Natal
Todos os teus dias!
Augusto Branco
Presentes

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Carlos se aproxima de Vívian.
- Vívian, você está bem? - Pergunta ele ao perceber que ela estava um pouco abatida.
- Amor, precisamos conversar e tem que ser agora. -Diz ela.
Marcos e Carlos se entreolham.
Carlos senta ao seu lado no palco, pergunta:
- Então, o que você tem de tão importante pra me dizer?
Marcos decide deixa-lo a sós e sai.
- Carlos, eu preciso que você não leve esse assunto como um fim do nosso relacionamento. -Diz ela, com lágrimas nos olhos.
- Vívian, o que está acontecendo, afinal? Eu estou estranhando a sua conversa.
- Eu não quero te magoar, Carlos, pois eu te amo muito. Você tem que acreditar no meu sentimento, pois é na base dele, que vou revelar uma coisa muito importante.
- Você pode ser direta, por favor!
- Eu não quero sair do clube, Carlos.
- Você não quer sair daqui?
- Não. Na verdade, eu não pretendo deixar o clube tão cedo. – Diz ela, deixando ele surpreso.
Carlos fica sem entender com a atitude de Vivian.
- Mas eu não te entendo. E a jovem que você está procurando pra pôr em seu lugar?
- Eu não procurei por ninguém ainda e não vou procurar.
- Vívian, e o nosso noivado? Você disse que largaria o clube pra viver do meu lado? Você mudou de idéia de repente. Não pode ser verdade! Isso não está acontecendo!
- Amor, eu te amo, mas eu não quero deixar o meu trabalho. Você sabe que eu gosto de dançar, que esse trabalho me faz bem, é tudo que eu sei fazer. São quatro anos da minha vida.
- E eu, Vívian, como fico nessa história? Você parou pra pensar em mim?

Cansei

- Tenta entender, Carlos!
- Eu sou tolo em achar que você deixaria essa vida pra se casar comigo. Como eu sou burro, meu Deus! Como eu acreditei em você!
- Carlos, eu não queria terminar, mas eu largar o clube, sinto muito, isso nunca vai acontecer.
- Minha mãe estava certa. Você jamais sairia daqui mesmo. Fica se exibindo pra todos os homens dessa cidade.
- E se fosse o contrário, Carlos? Se você gostasse muito de uma profissão e não quisesse sair dela pra viver ao lado de uma mulher, como você reagiria? O que você faria, Carlos? Você largaria seu trabalho por mim? Aqui é a minha vida e eu sou feliz por estar aqui.
- É claro que eu largaria, Vívian. Só que nosso caso é outro. Você vai se casar comigo, pôxa. Eu não vou permitir que mulher minha fique dançando num clube só pra divertir os caras da cidade. Isso é uma ofensa!
- Você sempre vê algo de errado em mim. Carlos, não se esqueça que foi nesse clube que nós nos conhecemos. Foi aqui que as nossas vidas se encontraram pela primeira vez.
- Eu me lembro disso, Vívian.
- Então, por que a paranóia? É o meu trabalho! É a minha vida! É a minha carreira que está em jogo.
- Eu preciso pensar, Vívian. Eu preciso refletir bem sobre nós dois. Preciso pensar no que fazer a partir de hoje.
- Eu lhe disse. Eu não queria me afastar de você mas se o problema continuar sendo o meu trabalho, aí fica difícil ficarmos juntos.
- Você quer terminar? Está certa disso?
- No fundo não quero, Carlos. Você sabe que eu te amo, mas...
- Então, me deixa pensar. Só isso! -Ele sai, de cabeça baixa e a deixa sozinha por alguns instantes.
Vívian levanta a cabeça e sente um alívio.
De repente, Marcos volta.
- E então?
- Como é difícil fazê-lo entender.
- Não fique assim. Vocês dois vão se acertar.-Diz ele, colocando sua mão em seu ombro.
- Tomara. Carlos é muito cabeça dura. Jamais me entenderia.


Nesse momento, Martha decide seguir o conselho de Dulce e vai na casa de uma vidente, conhecida de sua empregada. Ela pede a Dulce pra não comentar o assunto com ninguém da casa e ela obedece. Ao chegar lá, a senhora á encontra e pede pra sentar-se um pouco.
- Eu estou aqui porque preciso de respostas.
- Eu sei. Você quer encontrar seu filho desaparecido.
- Sim. Eu quero muito encontrá-lo. Bom, antes, gostaria de lhe dizer que não acredito muito em previsões. Eu só cheguei aqui porque definitivamente sinto que a minha esperança está no meu limite.
- Eu entendo, Martha. Eu sei que você sente muita saudade do seu filho. Eu posso ajudá-la. Eu jamais brinco com coisa séria. Meu trabalho é digno e verdadeiro.
- Obrigada! Eu estou cansada de alarmes falsos.
- Bem, agora eu sinto que o seu filho está próximo, bem próximo. – Diz ela, pegando uma carta na mesa.
Martha a encara com olhos arregalados.
- Ele está próximo, bem próximo do que a senhora imagina.


Atenção: Para dar continuidade a leitura de "Perdidos de Saudade", a obra está disponibilizada nos seguintes links:



segunda-feira, 2 de dezembro de 2019


Beatriz a segura por trás e diz:
- Minha irmã não faça isso!
- Eu te odeio. – Mateus diz a mãe, ocultando o seu rosto. - Nunca mais eu quero te ver.
- Desculpa, filho! Você provocou isso.- Responde Betina.
- Fora da minha frente! -Ele grita.
Beatriz leva a irmã pra fora e deixa Mateus no quarto.
- Eu odeio a senhora. Eu odeio. -Ele fala alto, com as mãos tapando seus ouvidos.
Beatriz fica tensa com aquela situação e Betina fica cheio de raiva.

Nesse momento, um pressentimento bate no coração de Martha que desperta de um cochilo.
- Ah, o que houve?
- Senhora, está tudo bem? - Pergunta a empregada Dulce.
- Sim. Eu acabei dormindo.
- Eu vi. Não quis assustá-la.
- Não me assustou. O que está fazendo?
- Eu decidi fazer o bolo que a senhora mandou.
- Me esqueci completamente.
- Tem certeza que a senhora está bem mesmo?
- Sim, eu estou. A discussão com a minha mãe me deixou bastante confusa.

Pensamento

- Senhora, eu conheço uma pessoa que pode lhe ajudar á procurar seu filho.
- Quem? - Ela tira um café pra beber.
- Se a senhora acreditasse, eu a indicava.
- Não vai me dizer da vidente outra vez, né?
- Mas é dela mesma que eu estou falando.
- Eu já te disse que eu não acredito nessas previsões.
- Senhora, tenta. Talvez ela a ajude. Quem sabe o seu filho não está perto daqui.
- Tudo bem! Mas eu vou pensar no assunto, ok!
- Pensa com carinho, senhora. Ela resolverá tudo.
- Mesmo assim, não acredito em previsões, mas quem sabe, um dia, eu não posso acreditar, né? -Diz Martha, tomando um gole de café.
Mariana chega do hospital irada, fechando a porta com toda a força e Martha a estranha. A empregada fica assustada.
- Oh meu padre Cícero, o que houve com essa menina benza Deus? -Diz a empregada.
- O que houve? - Pergunta Martha.
- Aquela infeliz da Sandra outra vez!-Responde Mariana.
- Acho que você entrou num grande problema, filha.
- Mas isso não vai ficar assim, não. Eu vou fazer de tudo pra não perder o meu emprego na clínica. -Diz Mariana, que se recolhe aos braços da mãe.
- Fica tranquila filha! Tudo vai dar certo. -Diz Martha passando a mão em seus cabelos.

Adalberto encontra Vera em seu escritório.
- Você ainda por aqui? Pensei que estivesse em casa.
- Adalberto, eu preciso de um favor seu.
- Fale, Vera!
- Eu quero que você comece a jogar pesado contra Rubens.
- O que foi que ele fez agora?
- Ele não fez, mas se você der bobeira, ele vai fazer.
- O que está dizendo?
- Adalberto, meu genro. Abra os olhos com Rubens, pois ele está de olho no seu bem mais precioso.
- Vera, você está achando que ele quer pegar a minha mulher?
Vera sorri escancaradamente e diz:
- Por que? Você não acha o mesmo que eu? Eles foram namorados no início.
- Foi bem antes do meu casamento. Não devem ter nenhum sentimento oposto do que uma simples amizade.
- Então, por que ele voltou a freqüentar a minha casa de novo? - Pergunta ela, deixando ele sério.
Adalberto soca a mão contra a parede e olha para Vera sério.
- Você a viu com ela? - Pergunta ele.
- Não. Mas eu sinto que ela ainda gosta dele.
- Não é possível! Martha é minha mulher e me deve respeito. Ela jamais voltaria a pensar nessa hipótese outra vez.
- Deixa de ser idiota Adalberto! Rubens e minha filha já tiveram um caso no começo. Ela nunca esqueceu ele e vice versa. Minha filha se casou com você sem sentimento algum. - Diz Vera falando alto e deixando ele transtornado.

Augusta ouve boatos dos vizinhos sobre a visita do prefeito na sua rua e decide perguntar.
- Mas ele vem mesmo?
- É claro, amiga. Ele vai fazer uma visita naquela Pestalozzi que abriram perto daqui.
- Então é a minha chance. Eu vou falar com ele sobre a minha casa, que está rachando e sofrendo com alagamentos.
- Augusta, ele vai vir aqui por outro motivo.
- Não importa. Eu vou pedir uma casa nova á ele. -Diz a ansiosa mulher, esperançosa e crente de que vai conseguir algo com ele.
Os vizinhos se entreolham quietos.

Enquanto isso, Beth faz o almoço quando Vívian chega.
- O seu filho está?
- Não. Ele acabou de sair. Mas foi bom você ter vindo. Quer almoçar comigo?
- Não. Obrigada. Eu só vim falar com o Carlos.
- Vívian, também queria falar contigo.
- Sim. Diga! - Ela senta ao seu lado.
- Não está na hora de você deixar o clube?
- Como assim, Beth?
- Veja bem. O meu filho não concorda com o seu trabalho. Eu vejo nos olhos dele o quanto sofre por ver a noiva dançando pra outros homens.

Centrada

- É o meu trabalho, Beth.
- Existem outras oportunidades melhores. Você poderia ser uma secretária, uma auxiliar de enfermagem, uma lojista.
- Eu não quero outro emprego, Beth. Tudo o que sei fazer é estar em cima de um palco.
- Sei. Dançando e se exibindo para qualquer homem. Vívian, essa profissão não me agrada nem um pouco sabia?
- Desculpa, mas eu não escolhi a profissão pra agradar ninguém. Só a mim mesma.
- Então, o meu filho não vai ser feliz com você, Vívian.
- Eu e ele conversarmos á respeito.
- E o que ele acha dessa situação?
- Eu sei que ele não concorda, mas pra ficar comigo, tem que aceitar o meu trabalho.
- Não sei, não. Você disse que iria encontrar uma substituta, mas até agora, nada.
- Eu não achei ninguém que estivesse apta á me substituir.
- O fato é que você não quer largar o clube, Vívian. Essa é a verdade!
- Por favor, eu não quero discutir isso.
- Vívian, eu sou mãe do Carlos. Eu o conheço desde pequeno. Portanto, não o faça sofrer mais como ele está sofrendo, porque se você fizer isso, eu não te perdôo e ponho você pra fora dessa casa. -Diz ela, séria deixando a jovem com uma cara totalmente fechada.

Alguns dias depois, Marcos encontra Vívian sentada no palco.
- Aconteceu algo, Vívian?
- Sim. Eu não estou bem.
- Eu tô vendo. O que houve?
- Sua mãe me deixou sem saída.
- O que ela disse?
- Talvez a verdade, Marcos. Eu não mereço o seu irmão.
- Como assim? Não estou entendendo.
- Carlos jamais vai aceitar o meu trabalho. Eu sei que vai ser difícil contar a ele que eu não quero sair daqui. Me entende?
- Eu entendo. Você gosta do clube, da dança.
- Marcos, eu amo o seu irmão, mas ele não me merece. Eu jamais sairia daqui pra escolher uma outra profissão. Gosto do que faço.
- Então, você vai ter que dizer isso a ele. Você precisa falar a verdade.
- Tem razão. Eu preciso. Só me falta coragem. -Diz Vívian.
Carlos chega na hora exata e Marcos avisa a Vívian.
- Chegou a hora. - Ele diz. - É a sua chance!
Vivian bebe um gole de água e respira fundo.

sábado, 30 de novembro de 2019

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Algumas horas depois, Betina chega na casa de Beatriz e procura por Mateus.
- Ele não está aqui! - Responde a irmã logo de imediato.
- Como não está aqui? Ele veio pra cá.
- Betina, precisamos conversar sobre o Mateus.
- Aquele filho de uma égua está se escondendo da babaca aqui né?
- Não. Ele fugiu novamente.
- Eu não acredito em você. Você sempre foi uma songamonga. Agora mentirosa nunca ouvi dizer.
- Então, eu não posso fazer nada.
- Diz aonde ele está agora? Por favor, eu preciso saber.
- Acho melhor você se sentar primeiro, pois a nossa conversa vai demorar algumas horas. -Diz Beatriz firme.
Betina fica impaciente com a irmã.

Discussão

- Você tem mais ou menos duas horas pra ter essa conversa comigo. Duas horas!
- Não vai precisar de muito tempo não! Fica tranquila.
- Acho bom porque ainda tenho manicure e o peste desse menino desaparece de casa me deixando angustiada e num ataque de nervos. Delinguete!
- Olha aqui sua desavergonhada! Se você continuar maltratando o Mateus, eu a denuncio pra polícia.
Betina fica chocada.
- Você me chamou de quê?
- É isso mesmo que você ouviu. Você não tem um pingo de vergonha no meio desta cara! Eu estou cansada da sua frieza e do jeito que você maltrata o meu sobrinho.
Betina fica séria com as palavras de Beatriz.

Vera chega no condomínio e encontra a filha Martha tomando chá em frente à TV.
- Oi, filha. Como você está?
- Tudo bem, mãe.
- Que cara é essa? Posso saber? -Diz ela, percebendo sua expressão.
- Mãe, por que quer comprar a empresa de Rubens? Qual é a sua intenção? -Diz Martha séria.
- Que conversa é essa?
- É isso mesmo que a senhora ouviu.
- O Rubens esteve aqui?
- Não importa.
- Importa, sim. Eu sou dona dessa casa também.
- E se ele esteve? O que há de errado nisso?
- Eu já te disse que eu não o quero aqui dentro.
- Eu moro nessa casa também, mãe.
- Eu não permito! Se você exige a presença dele, arrume as suas coisas e saia de minha casa. Eu já lhe disse isso várias vezes.
- A senhora tem tanto ódio do Rubens que às vezes, eu chego a desconfiar.
- Desconfiar de que hein?
- Eu não sei. Tudo o que eu sei é que eu não vou ficar aqui por muito tempo, não. Eu vou encontrar uma casa pra mim. Não se preocupe!
- Martha, eu não queria que você me entendesse mal.
- Eu já disse que vou sair da sua casa. Eu entendi tudo.
- Você me deixou transtornada em relação ao Rubens.
- Sim, eu a deixei. Mãe, eu estou muito decepcionada com a senhora. Rubens é o meu melhor amigo.
- Eu sei que você tem um apreço por ele, mas saiba que eu não gosto da presença dele aqui nesta casa. Desculpe-me por ser tão franca!
- Nada vai desculpar o que a senhora acabou de me dizer aqui nesta sala.
- Filha, eu tive um dia cheio. Eu quero que me perdoe. Apenas isso.
- Eu também tive um dia cheio. Eu estou cansada, mãe. Eu quero descansar um pouco. Estou ficando louca. Entende-me?
- Eu sei como é estar assim. -Diz Vera.
- Não sabe, mãe. A senhora nunca perdeu um filho. A senhora jamais entenderia a minha situação.
- Eu sinto muito por tudo que lhe disse a você. Se você quer que o Rubens freqüente essa casa, eu não me importo mais. Desde que eu não o encontre, pra mim está ótimo.
- Eu ainda não entendi por que quer a empresa dele.
- Esse assunto não vai ser tratado aqui, filha. Você não entende de negócios.
- Eu sei que eu não entendo, mas o Rubens não pode perder a empresa, afinal, ela foi construída com suor.
- Você o defende muito, filha. Eu já disse que os negócios não são do seu interesse.
- É por isso que ás vezes, eu não sinto falta da sua presença aqui, pois nós duas sempre nos desentendemos. Mãe, se a senhora continuar querendo a empresa de Rubens, eu vou me chatear com a senhora e vou fazer de tudo para impedir qualquer ato seu.
- Nossos desentendimentos se devem ao Rubens, o causador de tudo. E o que está dizendo agora é tolice. Você jamais vai interferir nos meus assuntos, porque você não entende absolutamente nada do ramo empresarial.
­- Nisso, a senhora tem toda razão, mas eu posso aprender á lidar com assuntos referentes ao ramo que a senhora se especifica.
- Filha, mais uma vez peço desculpas e quero que saiba que estou disposta á refletir sobre a possibilidade de não comprar mais a empresa de Rubens, já que você exige tanto.
- Posso confiar na senhora?
- Que pergunta! Eu vou pensar muito á respeito e fique despreocupada.
Martha sente que suas palavras mexeram um pouco com a mãe e ela á vê sair porta afora.

Beatriz conversa com Betina sobre Mateus, agora numa situação mais calma.
- Desculpe se me excedi nas palavras com você. Mas você merecia ouvir algumas coisas. – Diz Beatriz.
- Tudo bem. Eu percebi que estava mais nervosa quanto eu.
- Dê um tempo ao Mateus. Vai ser melhor pra ele e pra você.
- Você quer que eu dê um tempo ao meu filho?
- Por que não? Ele não vai voltar tão cedo pra casa, enquanto você estiver por perto.
- Você está doida! Mateus é a minha vida.
- Não parece, Tina. Você o agride, fere qualquer relação de afeto com ele. Como ele pode ser a sua vida? Como um adolescente pode amar a mãe desse jeito? Ele está se tornando um rebelde á cada dia que passa.
- Eu amo o meu filho. Entendeu?
- Então, por que o faz roubar? Por que o torna um criminoso?
- Eu não peço pra ele roubar nada. -Diz ela, mentindo.
- Safada e mentirosa. Mateus não me esconde nada dos seus podres e eu lhe conheço perfeitamente minha irmã.
- Está bem. Eu cometo algumas bobagens sim. Admito.
- Tina, você deve provar o seu amor, seu carinho á ele. Prove que você o ama de verdade, para que ele possa amá-la também.
- Eu vou provar à ele. Onde ele está?
- Você me promete?
- Sim, minha irmã. -Diz ela, jurando.
- Me siga! -Diz a irmã, levando para o quarto.
Ao encontrá-lo, Mateus a olha com desprezo.
- Filho! Eu senti tanto a sua falta.
- Por que a trouxe aqui, tia?
- Ela quer se desculpar, Mateus. Ouça!
- Filho, vamos voltar pra casa. -Diz Betina tentando ser bondosa.
- Eu não volto mais pra aquela casa, entendeu! -Diz Mateus revoltado.
- Você não pode me abandonar desse jeito.
- Eu posso, sim, porque quem sabe da minha vida sou eu.
- Mateus, pega leve com ela. Ela está sofrendo. -Interfere Beatriz.
- Sofrendo? Quem sofre sou eu, tia. Ela é falsa.
Tina não suporta mais a ofensa e grita, brava.
- Acabou o show, mocinho! Eu sou a sua mãe e você me deve obediência.
- Você não é a minha mãe. -Ele fala alto com ela. - Você é uma meretriz! Uma aproveitadora!
Tina lhe dá um tapa em seu rosto e o joga contra o chão.


segunda-feira, 25 de novembro de 2019


Indignada ao ser colocada contra a parede, Vera decide enrolá-lo:
- Adalberto, o que está acontecendo com você?
- Comigo não está acontecendo nada.
- Acho bom porque você está fazendo perguntas sem sentido. Parece que desconfia de mim.
- Desculpe, Vera. Eu acordei meio indisposto hoje.
- Como sempre, né? E a minha filha, como está?
- Ela está bem, mas ainda pensa em Luís e nossa relação não está muito boa atualmente.
- Martha e o filho desaparecido. O meu neto que se encontra perdido por aí e eu creio que ele nem volta mais. Quanto ao seu casamento, acho que vocês precisam conversar, chegar ao entendimento. Já basta ver minha filha chorando por algo que nunca vai ter e agora, separada. Faça-me o favor! É de morrer!
- Está complicado, Vera! Sua filha anda sonhando demais com a presença do filho e eu não sei mais o que fazer pra ajudá-la.
- Adalberto, vamos trabalhar! Depois, a gente tenta resolver isso, ok! -Diz Vera, sentando em sua mesa. - Quanto mais trabalho, dinheiro pro nosso bolso.
- E quanto a pergunta que te fiz sobre Rubens? – Questiona Adalberto.
- Eu preciso responder ainda? Adalberto, Rubens é apenas uma pedra no meu sapato e que eu quero quebrar aos poucos até que reste somente pó. – Diz a empresária decidida.

Enquanto isso, Mateus assiste televisão quando sua tia o chama.
- Mateus, é a sua mãe no telefone. Ela quer falar contigo.
- Diz à ela que eu não tenho nenhum assunto a tratar com ela.
- Você escutou? - Pergunta Beatriz, ao telefone pra irmã.
- Diz a ele que eu vou até aí para buscá-lo.-Responde Betina irada.
- Mateus, ela vai vim aqui. -Diz Beatriz.
- Eu fujo se ela aparecer. Eu tô falando sério.
- Não tem jeito. Ele não quer te ver. -Diz Beatriz ao telefone.
- Você tem que mandá-lo de volta. Eu estou muito preocupada com ele. -Diz Betina irritada.
- Eu não posso fazer nada. Seu filho não é mais uma criança.
- Pode sim. Manda ele voltar pra casa agora. Eu vou contar até as seis horas da noite. Se ele não aparecer, eu vou pra aí. - Ela desliga brava.

Brava

Beatriz desliga o telefone calmamente e diz a Mateus:
- Sinto muito, mas ela te espera até às seis da noite.
- Eu já disse que eu não volto pra lá.
- Então, onde você vai ficar, garoto?
- Aqui! - Responde ele.
- Não, Mateus! Você não pode ficar aqui.
- A senhora não quer que eu fique?
- Mateus, ela é a sua mãe. Você deve obedecê-la.
- Tia, eu admiro muito a senhora, mas eu não acredito que não deva existir um pingo de sentimento. Minha mãe me maltrata, me faz roubar pra me sobreviver e a senhora parece que não se importa.
- Mateus, não é isso. Eu não concordo com o que a sua mãe faz contigo.
- Então, não deixa ela vir pra cá. Eu não quero voltar, entendido?
- O que eu vou dizer a ela, quando chegar?
- Diz que eu fugi. -Diz ele.
- Tudo bem! Eu tenho uma solução melhor pra você. Sei que vou me arrepender disso, mas vai ser necessário. Mateus, eu não vou deixar você voltar com ela. Pode contar comigo!
- O que irá fazer, tia?
- Chegou a hora de eu e a sua mãe termos uma conversa definitiva. Não se preocupe!-Diz Beatriz, solidária.

Nesse ínterim, Carlos chega no clube onde sua noiva trabalha. Ele a encontra no palco ensaiando.
- Amor, você por aqui! Que surpresa boa!
- Eu vim te ver.
- Que bom que veio! Algum problema?
- Não. Eu só vim assistir o seu ensaio. -Diz Carlos sorrindo.
- Fica à vontade, então! -Diz ela.
De repente, Marcos o encontra.
- E aí, maninho?
- Marcos, queria mesmo ter uma conversa contigo.
- O que quer comigo?
Ele se aproxima do irmão e pergunta:
- Marcos, eu sei que você acabou de chegar de viagem, mas eu preciso te perguntar uma coisa muito importante.
- Você com esse papo, eu já devo imaginar.
- Que bom que você está compreendendo o que eu vou falar!
- Você se preocupa demais. Eu vou contar pra minha mãe quando eu achar que é a hora certa.
- Tem certeza? Marcos, você não pode esconder o seu trabalho dela. Um dia, ela vai descobrir.
- Mano, eu sei o que eu estou fazendo. Não se preocupe!
- Tomara que você saiba mesmo. Olha aqui, se a minha mãe descobrir por outras fontes, ela vai se decepcionar muito e aí, irmão, eu não vou estender a minha mão pra lhe ajudar, não.
- Carlos, quem vai contar isso a ela? Eu não admito que me ponha contra a parede. Aqui só vem jovens á procura de uma diversão.
- Você é um louco, cara! E os namorados dessas mulheres? Eles aparecem também?
- É claro que não, né? Cada um tem o seu horário.
- É por isso que eu não vejo a hora de tirar a minha noiva daqui.
- Relaxa, cara! Ela apenas dança, não tira a roupa. É uma regra geral do nosso trabalho.
- Será que eu confio em você?
- Se você quiser, aparece a noite pra ver.
- Não, muito obrigado. Eu vou me sentir enciumado e posso até fazer uma bobagem.
- Ta certo! Mas não se grila com o assunto da nossa mãe, não.
- Marcos, eu me preocupo com ela. Você acabou virando um stripper e ela ainda não sabe. Pra ela, você trabalha como auxiliar de escritório.

Conselho

- Irmão, eu acabei de chegar de viagem recentemente e eu estou trabalhando, maninho. É aqui que eu ganho o meu dinheiro. Eu não vou largar esse emprego fácil quanto você pensa. É a única oportunidade que eu encontrei e sinto que vou ganhar muito, fazer sucesso, entende?
- Tudo bem! Eu não quero me meter no seu trabalho, só quero que conte a nossa mãe a verdade. E isso tem quer ser feito com cuidado. Eu não quero que nossa mãe pare no hospital próximo por sua causa.
- Nada vai acontecer a ela, Carlos. Agora, deixa eu ir. Eu preciso ensaiar.
- Eu também já vou. Se cuida!
- Valeu, irmão! - Ele sai.
- Amor, você já vai? Ta cedo! - Pergunta Vivian, que chega de repente.
- Já. Eu gostei do seu ensaio. Eu te amo!
- Eu também! - Ela responde.

Á noite chega e Betina fica irada com a demora do filho. Ela decide ir pra casa da irmã.
Já Sandra provoca Mariana no término da cirurgia.
- O que você pensa que está fazendo, Sandra? Eu não tenho medo de você.
- Devia ter, Mariana. Pois eu posso fazer a sua caveira aqui nessa clínica.
- Você me dá pena, Sandra. Mas vai á luta. Faça o que deve achar melhor.
- Pode apostar, que eu vou fazer, sim.
De repente, Orlando chega e encontra as duas numa situação desagradável.
- O que está acontecendo aqui?
Mariana fica séria ao ver o chefe e Sandra não se intimida.
- Bem, vocês vão me responder ou não?
- Desculpe, senhor. Eu estava conversando com a Sandra e esqueci que era horário de trabalho. - Ela mente.
- É isso mesmo, senhor. Peço desculpas! -Diz Sandra.
- Eu pensei ter ouvido vocês discutindo.
- Eu discutindo? Não. O senhor ouviu errado. -Diz Sandra. - Somos amigas. Não somos, Mariana?
Diante do chefe, Mariana consente.

sábado, 23 de novembro de 2019

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