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QUE TAL UMA LEITURA HOJE? MERGULHE NESTA IDEIA!

As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Com Demi Lovato e Jonas Brothers no elenco, o filme tinha tudo pra dar certo mas no fim, deu. "Camp Rock" foi inesperadamente um motivo para que fãs tivessem a chance de admirar ainda mais seus artistas favoritos em cena, tendo em suas canções, belas lembranças. E uma delas está hoje aqui: Gotta Find You, que vocês conferem pra matar a saudade desse hit tocante. Quem lembra, hein? Aumente o som e curta! #sucesso

Música: Gotta Find You

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Sob o tema comédia romântica e dramática, a série "Glee" conquistou corações em suas temporadas e os personagens, de alguma certa forma, chamaram atenção. Com um elenco bem estrelado, a série trouxe músicas que a gente conhece super bem nas vozes de artistas famosos e consagrados, que foram adaptados para cada momento e cena, como se os próprios atores estivessem cantando, o qual deixou um diferencial marcante. Lea Michele e Cory Monteith fazem parte desse elenco e vivem os personagens Rachel e Finn. 
A música em destaque, é da banda Journey
Assistam se vocês ainda podem! Vale a pena conferir mesmo!

Música: Don't Stop Believin'

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Premiado pelo Globo de Ouro em 1979 como o melhor filme Comédia/Musical, "Grease" deixou um marco pelas canções de sucesso e pela atuação do casal em cena, John Travolta e Olivia Newton-John que deram vida à Danny e Sandy. Uma das cenas está nesta semana especial de musicais e vocês conferem agora! Vamos relembrar, né? #sucesso

Música: You're The One That I Want

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Com o ator Hugh Jackman em cena, este filme não podia faltar nesta semana especial de musicais e claro, uma das cenas mais triunfantes é This Is Me, uma canção que fala que devemos enfrentar os nossos medos com a cara e a coragem. Assim como este sucesso, o filme tem muitas canções boas e para quem ainda não teve a oportunidade de assistir, assistam! Vale muito a pena conferir "Rei do Show". #sucesso

Música: This Is Me

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Neste mês de Fevereiro, preparamos uma semana especial com vídeos marcantes de algum filme ou série, que contenha algum estilo musical, no qual você deve se recordar direitinho. Acho difícil você não se lembrar não é mesmo?
Também vamos postar os sucessos de nossa atualidade com grande estilo. Aguardem!

E pra começar bem justamente no mês da folia, tem uma cena do filme "High School Musical  2" que pode te fazer se emocionar ou balançar teu coração. 
De Walt Disney para o mundo, o filme ganhou uma sequência de trilogia e foi o segundo mais assistido do Disney Chanel EUA. Troy e Gabriela, interpretados por Zac Efron e Vanessa Hudgens, fazem par romântico desta trilha sonora. Apertem o Play e assistam! #sucesso 

Música: Gotta Go My Own Way

sábado, 8 de fevereiro de 2020


Pâmela tenta reorganizar suas ideias, já pensando num pretexto de entender o que Weslley falara ali em sua frente e diz para o rapaz, que esperava por uma resposta sua, com uma expressão bem séria:
- Posso pelo menos saber do que está falando pra eu entender melhor esta sua conversa?
Weslley sorri com sua resposta, de uma forma um pouco debochada e diz:
- Não acredito que está me perguntando isso!
- Por favor, que história é essa de eu estar mentindo pro seu irmão? Quem é seu irmão? - Interroga Pâmela que já se sente um pouco desconfortável com a situação.
Weslley coloca a mão na cabeça e respira ofegante. Em seguida, responde:
- Eu a vi beijando meu irmão no mesmo clube que nos conhecemos.
Ao ouvir aquilo, a jovem fica perplexa e aparentando um jeito diferente de agir, diz:
- Desculpa. Eu não sabia que vocês dois eram irmãos.
- Sabe o que me impressiona, Pâmela é a sua ideia de revelar seu nome verdadeiro pra ele.
Pâmela fica sem hesitação no momento e responde:
- Eu ia dizer a verdade ok! Tudo no seu momento certo. A gente se conheceu pela internet e eu não tinha noção nenhuma antes de como era o seu irmão. Eu menti sobre minha identidade pra tentar me preservar.
- Já se passaram dias. - Diz Weslley, rebatendo. - Você devia ter dito que não se chama Mariana e sim, Pâmela. Mas isso não é o pior não! Ele não faz ideia que a gente também se conheceu e que nos beijamos.
- Nosso encontro foi legal também. - Diz ela, séria. - Se eu soubesse que você era irmão dele, eu nunca teria me aproximado.

Revelação

- A culpa não é só sua! Eu também me aproximei. Aliás, fui o primeiro a puxar conversa naquela mesa de bar. - Responde Weslley, se sentindo chateado.
- Vocês dois são legais. Bastante diferentes, claro! Mas eu preciso pensar no que vou fazer daqui pra frente. Eu não quero magoar ninguém.
- Eu já estou sentindo que nesta guerra eu vou perder feio. 
- Por que diz isso? Weslley, pode parar ok! Foi apenas um encontro. Eu estou me sentindo confusa agora e querendo apenas descansar um pouco pra ver o que eu vou fazer.
- Um encontro apenas que me fez gostar de você. Mas você já declarou sua resposta. Você quer o Robson e não a mim. - Diz ele, saindo imediatamente e a deixando desolada.



Helen e Walter tentam conversar sem que houvesse algum desentendimento, mas ambos não conseguem. E o assunto é Renata como sempre!
- Eu já lhe disse mais de mil vezes para você não tomar conta de uma criança que não é sua. Já basta a nossa filha! - Diz Walter sério.
- Eu sei que você disse, mas eu gosto do menino, oras!
- Você é muito boba, Helen! Você precisa mudar, mulher! A Renata precisa ter consciência de que ela é mãe e que você não deve ter obrigações de cuidar do filho dela.
- Walter, eu já conversei com a Renata e ela está disposta á arrumar um canto pra ela e o filho morarem. Não vejo problemas nenhum em cuidar do menino. E além do mais, ela está procurando.
- Sei. Está procurando há três meses. Se tivesse realmente procurando, já teria achado.
- Você implica demais com ela. A Renata até se sente desconfortável com essa situação.
- Sério? Não me diga! Ela tem que se sentir sim. Enquanto ela se diverte, você cuida do filho dela que nem uma otária. - Diz Walter, tenso. - Acho melhor ela ir embora dessa casa mesmo. A estadia dela já passou dos limites. 
Ele sai e ela fica pensativa no sofá.

Dani e Ronaldo tomam um café numa lanchonete e o assunto rende.
- O que um turista como você faz aqui em Angra? - Pergunta Dani.
- Eu vim a negócios. - Disfarça Ronaldo.
- Interessante. E já conhece as ilhas?
- Ainda não tive tempo. Mas eu pretendo um dia.
- Se quiser, a gente pode dar um passeio.
- Eu vou gostar. Mas onde você iria me levar? - Se intriga Ronaldo.
- Logo você vai saber. - Diz Dani, pedindo a conta.
Alguns minutos depois, os dois passeiam juntos pela orla da Costeirinha, que se segue para a área do Colégio Naval. Ronaldo se encanta com a beleza do lugar e decide tirar uma selfie. 

Mirante da Costeirinha

No fim do dia, ele agradece Dani por o ter levado à lugares que ele não conhecia e ela sorrindo, diz:
- Você ainda não viu nada, Ronaldo! Amanhã está livre?
- Sim. - Diz ele, sorrindo.
- Então vamos marcar de se ver de novo.
- Tá bom. Vamos sim! - Diz Ronaldo satisfeito.
E conforme combinado na manhã seguinte, os dois saíram novamente juntos. Dani mostrou alguns lugares conhecidos pra Ronaldo e até andaram de jet-sky. Foram momentos intensos de alegria e prazer. 

Cafezinho

Na manhã seguinte, Humberto chega na ilha de Lopes Mendes, por volta das sete e meia da manhã. Ele encontra Tenório a sua espera no resort.
- Que surpresa vê-lo, senhor! Eu não sabia que já estava de volta. Por que não me disse? Eu o iria buscá-lo no aeroporto. - Diz o piloto, lhe ajudando com as malas.
- Não seria necessário. Agradeço a sua gentileza, Tenório! Eu peguei um avião fretado. Queria fazer uma surpresa pra Verônica. Ela está?
- No quarto. - Ele responde.
- Eu vou até lá. - Diz Humberto, se dirigindo ao quarto da filha enquanto os empregados e Tenório recolhem as bagagens.
Ao chegar lá, ele encontra a filha, que o olha pasma.
- Você não vai me dar um abraço?
- Pai, por que demorou tanto á chegar?
- Eu peguei um tempo ruim em São Paulo e os negócios....
- Eu já entendi, tá legal!
- Filha, porque você está me tratando assim? Nem parece que está feliz com a minha presença.
- O senhor sabe que eu odeio essa casa e odeio viver aqui sozinha. Se eu estivesse em Abraão, tudo bem, mas aqui é chato demais.
- Filha, você precisa entender que a nossa casa é aqui e eu não gosto que você fique na casa dos outros.
- São minhas amigas e os pais delas gostam de mim. Me dão atenção, coisa que o senhor não faz.
- Você acha que eu não lhe dou atenção né? - Pergunta ele, já se sentindo indignado.

Na parte de baixo da casa, os empregados já conseguem ouvir a discussão e Tenório comenta:
- Essa Verônica só arranja problemas pro pai. Se fosse minha filha, eu não deixaria falar desse jeito comigo não!
- Se aquieta Tenório. O problema da Verônica é que ela se acha demais nesta casa e o próprio pai não consegue perceber isso. - Diz uma das empregadas.
Tenório muda de expressão um pouco e a governanta percebendo, pede silêncio entte os empregados e chegando próximo do piloto, diz:
- Aconteceu alguma coisa?
- Só estou pensando. 
- Eu acho que já sei o que está pensando. Quer um conselho: por que você não vai atrás dele logo?
- Eu não tenho como achá-lo. Se passaram anos. - Diz Tenório.

Verônica e o pai ainda não se entendem.
- Eu não quero morar aqui com o senhor, meu pai. Eu quero a casa de minha mãe. Eu quero viver no mesmo lugar em que ela morou até o meu nascimento.
- Filha, a nossa primeira casa está fechada há anos. Eu não vejo nenhum problema da gente morar aqui.
- Claro que o senhor não vê problema, porque foi aqui que o senhor traía a minha mãe.
Humberto sente uma raiva por dentro e a ameaça lhe dar um tapa no rosto, mas ele não toma a atitude.
- Por que o senhor não me bate, meu pai? Ande! Estou esperando!
- Filha, eu cheguei cansado da viagem. Portanto, não me chateie com a sua infantilidade. Eu sei que você ainda não superou a morte de sua mãe, como eu também não superei, é claro. Mas eu quero que saiba que essa é a sua casa agora e que a gente tem um ao outro.
- Eu seria mais feliz se minha mãe estivesse viva e o senhor, morto!
- Então é assim que você me agradece? Eu te dou tudo e faço de tudo pra você se sentir feliz e em troca, eu recebo essa ingratidão. Você é muito diferente da sua mãe! - Diz Humberto, que sai do quarto apressado e se dirige ao escritório, deixando a filha sozinha resmungando.
Ao trancar a porta do escritório, ele se lembra de sua falecida mulher que prometeu amor eterno ao seu lado no altar e dos momentos que viveram juntos.
"- Você me ama, Humberto? - Ela perguntou numa das noites tristes que passara ao lado do marido, após uma crise de sua doença, que havia se manifestado pelo corpo.
- Sim, meu amor. Eu te amo muito! - Ele respondeu.
- Se eu morrer hoje, morrerei feliz, sabia? Feliz por você ter me contado toda a verdade sobre o seu caso e por você estar na minha companhia nesses momentos tão difíceis.
- Você não vai morrer, Valquíria! Você vai se recuperar dessa doença e nós dois iremos ter uma vida tranquila e cheia de planos.
- Eu quero tanto acreditar nisso, meu amor. Como eu queria acreditar?
- Você é a mulher da minha vida. Eu não saberia viver sem a sua presença.
- Você vai conseguir viver sem mim, Humberto. Você vai criar a Verônica, vai dar amor a ela, vai ensinar tudo que você sempre sonhou. Você vai conseguir porque você é forte, batalhador, sentimental do jeitinho que eu conheço. Humberto, você não vai se sentir sozinho. Nunca!
- Mesmo assim, eu não quero ficar sem você! Vai ser difícil cuidar dela sozinha.
- Mas você precisa, meu amor! Eu sei que você vai conseguir.
Humberto começa a se lamentar diante da mulher, que já estava se sentindo fraca.
- Amor? - Ela chama sua atenção ao vê-lo de cabeça baixa.
- Oi. 
- Eu vou ficar bem. Não se preocupa! Promete que vai seguir sua vida a partir de hoje?
- Eu não quero que você me deixe, mas te prometo sim!
- Eu te amo muito! Isso é tudo que você precisa saber. - Disse ela, no momento em que fechou os olhos e adormeceu.
A partir daquela exausta noite, Humberto decidira esquecer o passado. Ele nunca mais procurou a amante e decidiu dar uma guinada em sua vida. Criou a filha única.
Após a morte de sua mulher, ele saiu de Mambucaba, com a filha e o empregado Tenório, que já estava trabalhando há dois anos. Naquele tempo, ele ainda não era piloto experiente. Só depois de um certo tempinho, é que ele fez um curso pago pelo seu próprio patrão, para que pudesse pilotar o helicóptero recém-comprado.
A casa em Mambucaba fora fechada. Em memória a mulher, Humberto não vendera e nem alugara. Apenas fechara."

Vila Histórica de Mambucaba
Vila Histórica de Mambucaba

Humberto pensara naquele assunto há horas, quando de repente, decide pegar um livro na prateleira da biblioteca. Ele folheia as páginas do livro denominado Espumas flutuantes de Castro Alves, quando Verônica bate a porta.
Distraído, Humberto decide guardar o livro novamente na prateleira, mas uma fotografia cai das páginas. Ele destranca a porta.
- Eu queria me desculpar por ser tão rude contigo!
- Não precisa, filha! Você tinha motivos, não é mesmo?
- Sim. Eu acho que sou mesmo infantil e ingrata. O senhor me dá tudo e eu não valorizo isso.
Humberto fica em silêncio.
- Desde que mamãe se foi, eu vejo o quanto o senhor se esforçou pra me deixar bem e confortável.
- Que bom! Você é a minha única filha e o dia que eu partir desta vida, você precisa estar pronta pra administrar tudo.
- Por que falar desse jeito agora? O senhor não vai morrer!
- Ninguém sabe o dia de amanhã, Verônica. Tudo isso aqui que eu construí é seu patrimônio.
- Eu sei meu pai e vou fazer de tudo pra cuidar muito bem deste patrimônio.
- Eu não tenho dúvidas disso. - Diz Humberto, virando-se e indo pra mesa.
Verônica se aproxima da mesa onde estava o pai e o abraça fortemente, porém ao ver a fotografia de uma mulher caída no chão, sua expressão muda radicalmente.
Ela larga o pai em seguida e pegando a foto, pergunta séria:
- Eu posso saber quem é essa mulher da foto?
Humberto fica sem jeito com a pergunta.

Pâmela trabalha na loja quando Weslley reaparece.
- Será que a gente pode conversar?
- Da última vez que conversamos, não foi legal.
- Pâmela, eu não quero que o Robson saiba que a gente se conheceu no clube.
- Como é que é? Mas você e ele são irmãos! Ele precisa saber que nos conhecemos no clube.
- Ele não iria entender. Pâmela, o Robson é uma pessoa totalmente diferente do que você imagina. Ele se sentiria traído entende?
- Isso é loucura, Weslley! Eu não vou conseguir encarar o seu irmão sem dizer a verdade á ele.
- Eu estou apaixonado por você, Pâmela e quero ficar contigo pra sempre!
Pâmela fica atônita com a situação.
- Eu sei que você sente o mesmo por mim. O brilho dos seus olhos diz que o nosso primeiro encontro é o começo de tudo que ainda poderemos viver juntos. - Diz Weslley, pegando a mão delicada de Pâmela e levando em seu peito.
- Por favor, Weslley não faça isso!
- Sinta o meu coração, Pâmela! Cada batida significa uma palavra que se transforma num imenso carinho que sinto por sua pessoa.
- Não fala assim....
Sem dizer mais nada, ele o beija nos lábios dela e ambos se entregam ao profundo sentimento, que antes estava oculto, mas que agora estava vivo e em chamas novamente.


Shania chega na loja e os encontram, interrompendo a cena do beijo.
- Acho que cheguei numa má hora né?
Pâmela se afasta surpresa e fica confusa com o que acabou de acontecer.
- Deixa de ser boba. - Diz a jovem sem pensar. - Este é Weslley, irmão do Robson!
Shania encara Pâmela com um olhar surpreso e cumprimenta o bom moço.
- É um prazer conhecê-lo! - Ela diz.
- O prazer é todo meu! - Responde Weslley, gentilmente. - Pâmela, pensa no que eu te disse com carinho. 
- Pode deixar. - Diz a jovem.
Ele se despede das duas e sai porta afora.
Shania encara Pâmela com um olhar paralisante e questiona:
- Posso saber o que aconteceu aqui?
- Claro! - Ela responde, sem hesitação.

A noite, Robson encontra Pâmela na praça.
- Senti tanto a sua falta, meu amor! - Ele diz.
- Eu também! - Diz ela, lhe abraçando.
- Você está bem? - Ele pergunta.
- Sim. Estou! E você?
- Levando. Você disse que queria falar comigo algo importante. O que se trata, gata? - Ele fica curioso.
- Eu queria te contar uma coisa que houve no dia em que nós dois marcamos o primeiro encontro.
- Ah se for aquele mesmo assunto, sem problemas! Eu até nem lembro mais. Aquela noite foi péssima pra nós dois. Eu e você desencontramos e não rolou nada. Mas hoje finalmente as coisas mudaram né?
- O que eu queria te falar era mais do que isso, Robson! - Ela se prepara pra contar a verdade.
Robson a encara surpreso.
- Você está me assustando! O que houve naquela noite?
- Eu devia ter te contado quando nos conhecemos dias atrás, mas eu não te contei talvez por medo de perdê-lo, eu não sei.
- Por favor, me conta logo e sem rodeios!
- Ok!  - Ela suspira fundo. - Quando nos desencontramos no clube naquela noite, eu conheci uma pessoa e rolou um certo clima entre nós dois. Eu não sabia que voltaria à te ver novamente. Desculpa! - Ela diz, ofegante.
Robson fica hesitante um pouco.
- Eu não sei o que dizer. Mas Pâmela, porque me conta isso agora? Você e esse cara se reencontraram? - Pergunta Robson fazendo a jovem ficar séria.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Me sinta dentro do seu coração
da sua mente,
tatuado em seu corpo
me sentindo pulsando alegremente.
Quero estar no brilho dos teus olhos
para que os meus se encontrem aos seus
Para que a nossa história comece
e não tenha fim.
Ser o teu objetivo, o teu bem-querer
A força que rege teu universo
Teu mundo de perto,
A loucura de um abraço apertado
A rima perfeita de um verso
O toque prazeroso de suas mãos com as minhas
A sintonia perfeita de uma melodia
Me sinta dentro do seu coração
da sua mente,
tatuado em meu corpo
te sentindo pulsando alegremente.
Quero me encontrar no brilho dos teus olhos
Para que a nossa história continue
Para que os objetivos não se acabem
Para que o meu mundo seja perfeito
E idealize nós dois juntos
Tão perto, tão cada vez mais próximos
sentindo-se um ao outro
Mesmo abraçados, obstinados
aproveitando cada segundo de amor ao máximo.

Momento

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020


Helen pede calma para o marido que fica indiferente, quando surge Renata toda arrumada.
- Helen, eu estou indo tá bom? Se precisar de mim, me liga!
- Pode deixar. - Diz Helen, sempre caridosa.
Walter não resiste e decide soltar uma pergunta no momento.
- Renata, você encontrou um lugar pra ficar?
Ela o encara hesitante e responde:
- Eu estou pesquisando um lugar, senhor Walter. Mas não se preocupe: eu vou sair da sua casa assim que arranjar um canto para eu e meu filho.
Helen decide interferir.
- Renata, você pode pesquisar com calma e sem pressa ok!
Walter encara a esposa e sai em silêncio.
Renata percebe e comenta com Helen:
- Acho que ele não está satisfeito com a minha presença nesta casa?
- Deixa Walter pra lá, Renata! Se você quiser continuar aqui, pode ficar até conseguir um lugar pra você e o seu filho. Não se preocupe!
- Obrigada amiga! Eu não seria nada sem você!  - Diz Renata a abraçando e saindo porta afora.
Entrando no quarto da filha Nanda, Helen sente a menina febril e decide dar um medicamento pra abaixar a febre.
- Mãe, é amargo! - Reclama a menina na cama ao tomar um pouquinho.
- Sim mas cura. - Diz Helen. - Imagina que só neste líquido dentro da colher tem um monte de seres do bem dispostos a exterminar o mal que está aí dentro do seu corpo, te fazendo esquentar bastante.
A menina sorri com o jeito da mãe.
- Sério! Uma colher de remédio que você toma pode fazer com que estes seres do bem consigam vencer uma guerra, limpando todo o seu organismo de seres que só fazem mal. Você vai deixar estes seres do mal ganharem? Acho que não!
- Não vou deixar não! - Diz ela, sorrindo e tomando a colherada de remédio.
- Agora, tenta descansar ta bom pra amanhã você acordar super bem.
 Nanda consente e Helen dá um beijo em sua testa. Depois desliga as luzes e sai. Em seguida, ela entra no quarto de visitas e vê o filho de Renata, o pequeno Davi que dorme tranquilo e fica pensando se está fazendo a coisa certa.

Edileusa sai de casa toda arrumada e decide verificar o interior de sua bolsa á procura das chaves pra trancar o portão principal. Marcelo surge na esquina com o seu carro e pára em frente á um sobrado que fica ao lado da rua principal do bairro. A jovem observa o rapaz alto e estiloso e se surpreende ao reconhecê-lo.
- Marcelo, é você? - Ela pergunta ao se aproximar dele.
O rapaz vira-se e a encontra em sua frente.
- Sim. E você? - Ele não a reconhece.
- Sou eu, Marcelo! Edileusa. Se lembra de mim?
Marcelo não consegue acreditar no que vê.
- Edileusa, mas você está diferente hein?
- Diferente como? - Ela se indaga, sorrindo.
- Está bonita como sempre esteve. - Ele responde.
Ela sorri e diz:
- E você está diferente também! Cada vez mais bonito como sempre esteve.
Marcelo sorri agora e pergunta:
- Desculpe a pergunta, mas pra onde vai toda arrumada assim?
- Eu vou á um pagode que está rolando aqui no bairro. Está a fim de ir?
- Ah sei. Ainda curte um pagode? Mas obrigado pelo convite! É muita gentileza sua, mas não posso ir. - Ele recusa.
- Que pena! - Diz ela, desapontada.
- Mas haverá outras oportunidades, Edileusa. Como vai a sua vida?
- Muito trabalho e você?
- Também a rotina está puxada. Mas foi bom te reencontrar de novo!
- Eu também gostei muito de te encontrar. Desde que nós dois nos afastamos, eu nunca deixei de pensar em você por nenhum momento.
- Edileusa, que tal não falarmos sobre o passado?
- Ah claro! Desculpe tocar neste assunto!
- Sem problemas. É que o passado é algo que eu gosto de manter guardado, trancado á sete Chaves entende?
- Sim. Entendo! Você sempre deixou os assuntos do passado bem longe não é mesmo?
- Exatamente. - Ele responde, sincero. - Agora eu preciso ir. Tenha uma boa noite e divirta-se!
- Obrigada! - Ela responde e o deixa seguir seu caminho.
"Edileusa, você faz tudo errado."

Na manhã seguinte, Cínthia decide fazer umas compras pra casa num supermercado próximo e Mateus decide ficar em casa, ajudando Odilon nas telas. Ao passar as compras no caixa, Cínthia decide pegar o cartão de crédito. Giuliano, um rapaz que faz o atendimento naquele exato momento, observa cauteloso o jeito de Cínthia e passa as compras dela.
- Bom dia! cartão de crédito ou débito? - Ele pergunta.
- Crédito. - Ela responde, gentil.
- Ok. Eu nunca te vi por aqui. Você é alguma turista?
- Não. Meus pais moram aqui há doze anos. Sou da cidade mesmo.
- Ah, bem. - Ele diz, meio sem jeito.
- Desculpe perguntar, mas isso é uma interrogativa?
- Por quê? Ah, desculpe! Eu não queria incomodá-la.
- Não. Imagina! Eu só estou brincando contigo.
Ele sorri com o jeito da jovem.
- Posso saber ao menos o seu nome?
- Sim. Me chamo Cínthia. - Ela responde.
- Prazer em conhecer, meu nome é Giuliano.
- Eu já sabia. - Ela diz, num tom divertido.
- Como assim? - Se indaga o rapaz, confuso.
- Pelo seu crachá na camisa. - Ela responde e sai. - A gente se vê por aí, Giuliano e não precisa se sentir constrangido. Eu também gostei de tê-lo conhecido.
O atendente sorri com o jeito de Cínthia e não desgruda os olhos dela por nenhum segundo. Até que...
- Senhor, eu estou com pressa! - Interrompe uma cliente totalmente séria. - Tenho que trabalhar daqui há alguns minutos.
- Desculpe! - Diz Giuliano, voltando a si.

Excelente Atendimento

Ronaldo anda pela Rua do Comércio quando encontra uma loja de sapatos em sua frente. Ele pensa em entrar, mas decide observar os modelos na vitrine. Nessa mesma hora, Daniela também passa na rua com a sua bolsa a tiracolo. De repente, ela se lembra da foto em sua carteira e decide verificar a bolsa.
"Será que eu guardei a foto do meu pai aqui?"
Por um ímpeto, um rapaz surge apavorado na rua do comércio e encontra Dani com a bolsa a tiracolo. Ele a joga no chão e pega a bolsa de sua mão. Dani fica desesperada com o furto e o segue, pedindo que alguém a ajude ali naquele momento.
- Pega esse ladrão! - Ela sofre agoniada.
Ronaldo ouve uma algazarra em sua frente e encontra o bandido ser seguido por uma jovem. Ele decide tomar a frente da situação e tenta pegá-lo, a qualquer custo. Uma das pessoas que estavam no local decide ligar pra polícia. Dani corre, mas suas pernas não conseguem alcançá-lo. Ronaldo que estava a um passo à frente detém o bandido e consegue dominá-lo na força.
- Espera! Por favor! - Ele suplica ao ser pego pela garganta. - Não faça nada comigo!
- Isso não te pertence! - Se enfurece Ronaldo, tentando pegar a bolsa.
O bandido consegue empurrar Ronaldo e foge imediatamente. O rapaz o segue pela rua principal até que chega um exato instante em que consegue pegá-lo outra vez e detê-lo a força.
- Tu é da polícia, mano? Caramba! Só preciso de uma grana.
Ronaldo não responde.
A policia chega e os encontram. O bandido se rende e ao verificar que o mesmo não tinha arma nenhuma, Ronaldo avisa aos policiais que se aproximam imediatamente.
Dani se aproxima devagar, tensa.
- Obrigada! Muito obrigada mesmo! - Ela agradece ao vê-lo com a bolsa.
Ronaldo entrega a bolsa a ela enquanto os policiais normalizam a situação.
- Bem, acho que eu estou em dívida com você.
- Não precisa me pagar nada.
- Se você não faz questão, eu posso saber o seu nome?
- Claro. Me chamo Ronaldo! - Ele se apresenta.
- Prazer. Meu nome é Daniela. - Ela responde, feliz. - Obrigada por ter me ajudado, Ronaldo! Valeu mesmo! Tem certeza de que não precisa de minha ajuda?
- Bem... - Ele pensa em seu avô, mas não lhe revela nada por enquanto. - Acho que não.
- Ok! Bom, eu vou indo. Foi um prazer conhecê-lo! - Ela se despede e sai.
- Igualmente. - Ele diz.
De repente, ele se lembra de algo e a chama de volta.
- O que foi? - Ela se intriga curiosa.
- Posso pelo menos lhe convidar pra tomar um café?
- Adoraria. - Ela diz, sorrindo.
A partir daquele exato momento, o olhar sério de menina viu a sua sorte cair como um raio. Seria o início de um romance ou apenas uma amizade repentina? Talvez o destino lhe responderia essa questão em breve.

Cínthia chega em casa com as compras e encontra seu pai conversando com Mateus na sala.
- Vejo que vocês dois estão se dando muito bem, hein! - Diz ela.
- Seu pai está me contando sobre o trabalho dele por aqui. - Diz Mateus.
- Hum. - Ela sussura.  - Por que você não quis vir comigo?
- Eu decidi ficar aqui um pouco pra arrumar minhas coisas. - Ele responde.
- Mateus, você não precisava ter ficado aqui. Você é praticamente um turista aqui na cidade. Deveria ter acompanhado a minha filha, pelo menos pra conhecer um pouco. - Interfere Odilon.
- Eu vou ter muito tempo pra conhecer cada ponto dessa cidade. Não se preocupe! - Diz Mateus, sorrindo.
- Você chegou e eu tô saindo! - Diz Odilon, disposto a abrir a porta.
- Pra onde vai, pai? - A filha pergunta.
- Seu pai precisa trabalhar, ora. Tenho um ateliê á minha espera, que precisa ser aberto para o público.- Ele diz, sorrindo alegremente e beijando a filha na testa. - Já vou! Diga a sua mãe que já fui trabalhar ok?
- Tá bom, meu pai! - Ela o acompanha até a porta.
Mateus a abraça fortemente e pergunta:
- O que iremos fazer hoje, hein?
- Que tal um passeio de escuna! - Ele responde.
- Ótima ideia! Eu estava querendo fazer um mergulho.
- Vamos nos preparar, então! - Se arruma Cínthia, disposta. - Tem algum lugar que queira conhecer?
- Bom, você será a minha guia. - Diz Mateus, fazendo ela sorrir.
"Segunda maior ilha da baía de Angra, de enseadas estreitas, pequenas e de mar calmo, oferecendo recantos imperdíveis, como a Ilha do Dentista (Jurubaíba), Praia das Flechas, Praia das amendoeiras,  além de pontos para mergulho como as praias de Sururu, Piedade, da Fazenda e da Venda."
Ilha da Gipóia - Angra dos Reis/RJ
Ilha da Gipóia

Depois do trabalho, Weslley pega seu carro e decide dar uma passada na casa de um amigo e ao chegar no bairro, ele se surpreende ao ver Pâmela trabalhando como vendedora numa loja de roupas femininas.
- Não pode ser! Só pode ser ela! - Ele se indaga.
Apressadamente, ele sai do carro e tranca a porta, fazendo soar um pequeno alarme anti-roubo. Ele se aproxima devagar e de repente, André o encontra e bloqueia seu caminho.
- Fala Weslley! Beleza, cara? - Ele o cumprimenta, apertando a sua mão.
- E ae, tranqüilidade, mano?
- Tudo certo. O que faz por aqui justamente hoje?
- Eu vim dar uma passada aqui pra falar com você.
- Ah claro! Diz ae, brother!
- Antes, me responda algo: conhece aquela garota? - Ele aponta Pâmela na loja e André observa.
- Eu sei quem é, Weslley! É Pâmela! - Ele vira-se e responde a pergunta. - Por quê?
Weslley fica sério com aquela resposta que particularmente confirma tudo e responde:
- Nada. É que apenas me confundi.
- Weslley, vou nessa! Preciso fazer umas coisas. - Diz André, se despedindo apertando sua mão.
Assim que Weslley se despede de André, ele decide ir até a loja onde está Pâmela.
Ao entrar, ela fica surpresa ao vê-lo.
- Oi!
- Eu vou ser bem direto na minha pergunta. - Diz ele, a deixando séria. - Por que está mentindo para o meu irmão?
Pâmela fica sem jeito ao ouvir aquilo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020


Robson se preocupa ao ver a reação de Weslley.
- Irmão, não precisa ficar nervoso. Relaxa!
- Pow, foi sem querer! Fiquei surpreso com o que você me perguntou.
- Tudo bem. Então...
- O que eu acho? - Ele se indaga com a pergunta que o irmão fizera antes.
- Sim. O que você acha? Será que ela toparia?
- Mano, você enlouqueceu? Você mal conhece a garota. - Diz ele, catando os vidros na pia e jogando no lixo ao lado.
- Ah cara! Ela é legal, gente boa. Eu curti muito ela e sei que ela deve ter curtido também me conhecer.
- Não acha que está tomando uma atitude precipitada? Afinal, você mesmo disse que ela é diferente de algumas garotas que você conheceu.
- Você tem razão! Acho que eu não posso fazer isso. Pelo menos não agora!
- Escute o que o seu irmão diz aqui: você não pode levar a Mariana pra cama!
- Que isso, brother! Eu não to te entendendo.
- Bom, eu só queria te fazer entender apenas. Nada demais!
- Weslley, você é um bom irmão! Eu sei que você se preocupa comigo, mas pode deixar que eu sei o que faço ok! - Diz Robson, sorrindo e batendo no ombro de Weslley fortemente. - Te amo irmão!
- Também te amo, cara! - Diz Wesley, decidindo sair da cozinha.
Robson volta pra mesa e decide terminar o seu café, quando Nívea chega.
- Eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês dois.
- Ah mãe! A senhora vai tomar o seu café? Está pronto!
- Eu sei filho! Vou sim. Bom, eu fico feliz que você e seu irmão se entendem né?
- Mãe, desde que a senhora pegou o Weslley pra criar como seu filho legítimo, eu sempre curti uma boa companhia.
- Eu sei filho. Lembro de como você o ajudou e continua ajudando ele até hoje.
- É verdade. Eu sempre estive ao lado do meu irmão em todos os momentos e sempre apoiei. Nunca brigamos por coisas infantis e sempre fomos muito unidos. Mãe, até as minhas ex-namoradas ficaram com ele!
Nívea sorri com as palavras de Robson.
- Eu tenho orgulho de vocês dois. Vocês sabem disso!
Robson consente e Nívea continua:
- Eu e seu pai amamos muito vocês! Você e o Weslley são filhos ótimos que com certeza qualquer mãe sonharia em ter.
- Nós sabemos sim mãe e por isso, lhe amamos também! A senhora e o meu pai são os nossos exemplos.
Nívea sorri e o abraça fortemente. Wanderson se aproxima da porta e brinca:
- Acho que esqueceram de me chamar na conversa.
Robson e Nívea sorriem.

Michelle toma o seu café ao lado da amiga Priscila, que decidira passar a noite na casa dela, pois a conversa passada havia se estendido por algumas horas.
- Bom, depois que você me contou que encontrou o Marcelo, tudo ficou claro agora!
- Será que ele ainda pensa... Não! Isso é tolice.
- Eu não acho, Pri. O Marcelo ainda gosta de você.
- Isso é um absurdo, amiga! Eu jamais ficaria com um cara como ele.

Amiguissimas

- E porquê, Pri? Pode ser que ele tenha mudado.
- Eu não gosto dele. Ele é um cara muito diferente. Nossas vidas são tão diferentes que você nem imagina e tem mais: eu não quero me envolver com ninguém agora. Acabei de me separar de uma relação complicada e não quero me envolver novamente com mais ninguém.
- Nossa, amiga! Você fala de um jeito que parece que nunca vai ser feliz novamente.
- Não é isso que eu quis dizer, My! Eu quero sim encontrar alguém futuramente que goste de mim do jeito que sou e que me respeite, mas o Marcelo... Não! Isso é uma grande idiotice!
- Idiotice ou não, eu já disse o que penso disso tudo. Marcelo gosta de você sim e só você não enxerga isso. - Diz a jovem, sensata.
Priscila fica séria diante da amiga.


Edileusa observa as fotografias de um álbum antigo e lamenta por ter errado no passado. Uma amiga que dividia a casa com ela cujo nome era Márcia se aproxima e adivinha a sua tristeza.
- Você ainda sente falta dele né?
- Bastante. Ele nunca deixou de existir pra mim!
- É difícil amar uma pessoa mesmo sabendo que ela não sente mais nada por você.
- Como é amiga! Sabe quando você sente que há esperança e que na verdade você passa o tempo todo procurando alguma chance de encontrá-la?
- Eu sei. - Diz Márcia, sentando ao seu lado e vendo as fotos.
- É assim que eu me sinto, Márcia! Eu não me conformo até hoje porque ele me deixou pra viver com outra.
- Edileusa, siga em frente e desiste do Marcelo! É o melhor que você tem que fazer.
- Eu vou tentar, amiga! Eu juro que vou tentar.
- Qualquer coisa, conte comigo! - Diz Márcia abraçando a amiga.
- Obrigada pelo apoio! Amigas como você jamais serão esquecidas. - Diz Edileusa, sincera.

Pâmela encontra Shania em casa e a abraça.
- O que aconteceu entre você e Robson?
- Bom, eu finalmente o conheci. - Ela revela.
- Mas e como ele era? Me conte!
- Ele é legal, gente fina. Gostei dele, amiga!
- Mas você não tinha perdido o número dele?
- Perdi mas ele me ligou e a gente combinou um encontro. Foi aí que a gente se conheceu.
- Certo. Mas e o Wesley como fica nesta história?
- Eu não sei amiga! - Diz Pâmela, confusa.
Shania decide se sentar ao seu lado.
- Pâmela, estou percebendo que existem dúvidas em seu coração né?
- Sim, Shania! Mas eu vou ver o que faço. Preciso pensar em que atitude tomar agora.
- Ok! - Diz a amiga, a abraçando mais uma vez. - Te desejo sorte.

Odilon pergunta curioso para a filha que estava na sala acompanhada do namorado e da mãe:
- Bem, agora você pode me contar a novidade ou não?
Todos estavam reunidos na sala acompanhados por um bule de café quente e biscoitos, numa mesinha do centro.
- Pai, eu vou te contar! - Se prepara Cínthia pra falar.
Catarina olha a reação do marido e decide ouvir atenta a conversa.
- Bom, pai e mãe.. eu e o Mateus decidimos algo que tínhamos pensado juntos.
- E aí, o que vocês decidiram? - Interfere o pai.
- Eu e o Mateus decidimos...... - Ela analisa o olhar dos pais e continua. - Bem, nós nos amamos muito. Por conta desse nosso envolvimento, nós dois havíamos planejado algo há pouco tempo.
De repente, Catarina abre a boca e diz, atrapalhando a conversa.
- Filha, você não vai me dizer que está grávida, né?
Odilon encara a mulher e se abala.
- Ora essa, mulher! Não fale uma besteira dessas. Pelo amor de Deus! Vamos ouvir os dois.
- Não! Não, mãe. Não estou grávida. Fique tranquila! - Diz Cínthia assustada. - Nós pensamos em morar junto. Apenas isso!
- Nossa vida! Pelo amor que você tem da gente, não nos assuste mais, ok? Eu pensei que a hipótese de sua mãe se realizasse agora. - Diz Odilon, nervoso.
Catarina fica sem reação ao ouvir aquilo.
- Bem, vocês não estão bravos com a minha decisão? Estão? - Ela pergunta.
- Pra te dizer a verdade, eu vou sentir falta da minha filha, mas fazer o quê? - Brinca Odilon.
- Pai, que bom que o senhor aceitou. Eu estou muito feliz por vocês. - Ela o abraça, carinhosamente.
- E a gente feliz por vocês também. Tanto suspense! Meu Deus! - Diz Catarina sorrindo.
- E você, rapaz, espero que faça a minha filha mais feliz do que já é, hein? - Ele diz a Mateus.
- Pode ficar tranquilo, senhor Odilon. Eu amo muito a sua filha e a farei feliz, sim. - Responde ele.
- Por que fez tanto mistério em nos contar isso? Poderia ter nos dito pelo telefone. - Pergunta Odilon.
- Ora, pai. Eu não sabia se isso o faria bem. - Diz ela.
- Filha, o importante é que você está feliz e nós já sabemos de tudo. Eu te desejo muita sorte daqui pra frente. - Diz Catarina, alegremente. - Mateus, meu futuro genro. - Ela o abraça.
- Eu tenho muito orgulho de ser sua filha. - Ela abraça a mãe e o pai ao mesmo tempo em seguida.
- Seja bem vindo em nossa família, Mateus! - Diz Odilon, sorridente para o rapaz que via a cena.

Enquanto isso, Yuri chega na casa de Verônica na ilha do Abraão, de iate e os dois se encontram.
- Eu sinto muito se te magoei. Me desculpa! - Ele pede.
- O que faz aqui, Yuri? Será que nada do que eu disse não valeu nada pra você?
- Olha, eu sei que eu cometi uma grande bobagem contigo, mas vamos passar uma borracha em tudo, ok? Vamos tentar de novo!
- Eu quero você fora da minha casa agora! - Ela o expulsa.
- Você não pode fazer isso comigo, Verônica. Eu te amo!
- Caia fora antes que eu chame os seguranças.
- Você vai me tirar da sua vida pra sempre?
- Se for necessário, eu tiro, sim. Agora, saia da minha frente e desapareça.
- Verônica, você vai se arrepender do que está fazendo comigo.
- Será mesmo, Yuri? Mais fácil você ter arrependimento do que eu. Agora, a porta é a serventia da casa. Suma! - Ela abre a porta.
Yuri a encara com desprezo e sai porta afora, ouvindo por trás um grande barulho ao ser fechado.
- Você não tem mais o meu sentimento! - Ela diz em tom alto.
A partir daquele dia, Yuri nunca mais procurou Verônica e nem Daniela. Segundo os boatos, ele havia viajado para Fortaleza sozinho. Por lá, ele tinha encontrado um novo amor.


Nesse momento, Ronaldo chega em Angra. Ele decide se hospedar num hotel no balneário de frente para o mar, onde pretende tirar algumas horas do dia descansando para o dia seguinte. O azul do mar é transparente e a brisa suave vem sempre do horizonte, onde se encontra o sol, bem distante, disposto a mergulhar nas ondas, preenchendo o céu de tons alaranjados e vermelhos. Ronaldo se encanta com a despedida do sol que mergulha devagar no mar, fazendo um pequeno chiado. Logo depois, a lua surge no céu acompanhado das estrelas e a região se ilumina. O centro da cidade é ocupado por um inúmero grupo de pessoas, que ficam nas praças e principalmente, nos pontos de ônibus esperando o transporte chegar. Em Angra, só existe uma viação coletiva de ônibus: é a Senhor do Bomfim, que se localiza na grande Japuíba, um dos municípios principais.

Angra dos Reis
Vista da Sapinhatuba

Na ilha de Lopes Mendes, está tudo pronto para a grande festa dada por Verônica. Ela chama os amigos que lotam a mansão de Humberto. Entre bebidas e muita música rolando, a patricinha se diverte sem se importar com o dia de amanhã. Os empregados ficam doidos com tanto trabalho de última hora. Já em São Paulo, Humberto fica pensativo com a filha e recebe uma ligação de Tenório, que avisa da tal festa. Ele fica irado por dentro mas ao mesmo tempo se contém.
"Essa Verônica vai me ouvir quando eu chegar. Ah se vai!"

Há duas horas de Angra, se localiza uma cidade chamada Paraty. Conhecida como patrimônio histórico nacional, preserva encantos arquitetônicos e naturais. As pedras "pés-de-moleques" de suas ruas nos remetem à uma época colonial em que a escravidão prevalecia. Os casarões, as igrejas e os misteriosos símbolos maçônicos nos levam a um túnel do tempo. Foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade.

Paraty
Rua do Centro Histórico

E é nesta cidade que vamos conhecer personagens importantes.
Um veleiro ancora no píer e algumas pessoas desembarcam. Entre eles, Alan, um rapaz turista que veio conhecer a cidade de Paraty e que fica encantado com a beleza do lugar. Ele é um modelo, bem requisitado pelas maiores revistas pornográficas do mundo. Alan decide registrar cada momento, com muitas selfies, gravações de vídeos e boas compras.

Paraty
Rio de Paraty

Na mesma cidade, Christian estuda com amigos na escola e após entrar em intervalo, ele recebe uma ligação de sua mãe avisando da chegada de Pâmela.
- Minha prima vai vim para Paraty? - Ele se empolga no telefone.
- Vai sim, meu filho! Deve chegar de hoje pra amanhã!
- Opa! Que bom, mãe! - Diz ele, feliz da vida.
Chegando em casa, Christian decide confirmar com a mãe se é mesmo verdadeiro a notícia que ela deu a ele e Vânia ouve da sala.
- Eu não sei porque tanta felicidade. Ela vai vim ocupar espaço mais ainda.
- Pára com essa implicância, filha! - Diz a mãe.
- Deixa ela, mãe! A gente não pode fazer nada se a Vânia não gosta da Pâmela.
- Eu vou sair um pouco. Estou cansada de discutir! - Diz Vânia, saindo porta afora.
Christian e a mãe Cleusa se entreolham.

Na baía da Ilha Grande, um barco de pesca fica ancorado próximo da praia de Japariz. Dentro do barco alguns pescadores conversam com um rapaz inteligente e perspicaz chamado Fabrício, o conhecido como "Biólogo do mar".
- Eu vou ter que levar amostras dessas espécies para o meu laboratório.
- fique a vontade, doutor! - Diz um dos pescadores.
- Essa baía da Ilha Grande guarda muitas riquezas naturais.
- São 365 ilhas em um arquipélago inteiro. - Rebate o outro pescador.
- Talvez um dia eu conheça todas elas. - Diz Fabrício, sorrindo.

"A praia de Japariz é parada obrigatória para quem passeia de escuna, lancha ou barco e tem uma vizinha conhecida, que vale a pena conhecer também e é chamada de Praia do Funil."
Praia do Japariz
Praia do Japariz

Algumas horas depois, André ensaia uma cena com sua equipe de teatro quando o diretor surge trazendo uma nova aluna pra participar também dos ensaios. A jovem se apresenta como Joseane e cumprimenta á todos. André admira a beleza da jovem iniciante e o diretor pede para a equipe continuar a cena que estava em pausa. A equipe obedece e André não consegue desviar os olhares de Joseane.

Neste ínterim, Helen prepara o jantar quando Walter chega do trabalho.
- Tudo bem querida?
- Tudo certo, amor. - Responde ela, servindo os pratos.
Walter percebe que Renata se arruma pra sair e decide conversar com a esposa.
- Pra onde ela vai? - Ele pergunta curioso.
- Ela vai sair hoje á noite. - Responde a mulher, atarefada.
- Você não vai cuidar do filho dela de novo não vai?
- Amor, eu prometi á ela. - Responde Helen.
- Será que isso nunca vai acabar Helen? O filho é dela, não seu! - Diz Walter, de forma arrogante e deixando a mulher sem graça.

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