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Leandro Elesbão

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Sei que hoje você está longe de mim e que essa distância que nos separa é fruto de uma circunstância alheia à nossa vontade, por isso temos que ter paciência...
Tem sido muito duro para mim não saber exatamente como você está passando e como tem sido tratado nesse lugar em que será obrigada a permanecer por mais algum tempo, mas saiba que eu estou e estarei sempre aqui, firme na minha convicção de amá-la sempre e esperançoso para que o nosso encontro aconteça o mais breve possível.
Sinto muita falta de você e gostaria de tê-la agora em meus braços, no aconchego do meu colo... Gostaria de dar-lhe tempo para respirar fundo e ganhar coragem para iniciar a vida e enfrentar as ruas com o peito aberto, com o amor próprio e a dignidade restaurados. Eu amo e jamais deixarei de amar você.
Sinto saudades! Sinto muitas saudades!
Não me chame de masoquista ou sádico, mas é que não resisto à tentação de lembrar os nossos bons momentos, aquelas horas em que tínhamos plenamente um ao outro nos vendo pela webcam, aqueles instantes em que nada mais havia no mundo senão o teu rosto olhando para o meu e aquele sorriso lindo estampando em sua boca como a minha boca também fazia o mesmo.
Tenha certeza de que esses momentos vão se repetir, pois se a saudade está em minha alma, está em meu corpo também. Ele pede, ele grita e ele implora para que você possa estar rapidamente aqui, para um dia acaricia-lo, beijá-lo e possuí-lo daquela forma que eu gostaria tanto e que conhecerei tão bem...
Não se desespere, pois em breve estaremos juntos. Tenha certeza de que isso é o que eu mais desejo no mundo!
Posso estar distante agora mas uma parte de você está aqui comigo guardado no meu coração e toda noite quando vou dormir, peço á Deus para que você esteja logo perto de mim. Observo a lua, as estrelas, rezo, canto, olho para a sua foto e imagino nós dois juntos.
Eu sinto você dentro de mim, em algum lugar que desconheço mas que o coração conhece tão bem. Nunca senti isso por ninguém antes. Preciso de você, meu amor e vou fazer de tudo para que a nossa história não tenha fim. Quero te amar todos os dias e demonstrar o melhor de mim: minha fidelidade e meu amor eterno por alguém que me valoriza, que cuida de mim, que me incentiva e que realmente necessita de minha pessoa. Você é o meu anjo e sempre será!!

Eu te amo muito sabia? Um tantão assim!! S2 s2 S2 s2




Felizes


*Texto dedicado a uma pessoa que está mudando a minha vida.
"Obrigado por me fazer feliz sempre.
Você me faz sorrir que eu te faço sorrir."

sábado, 21 de dezembro de 2019

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Robson chega em casa vibrando por ter marcado um encontro com Pâmela e encontra Wesley na sala.
- O que houve, irmão? Por que tanta alegria?
- Brother, eu consegui marcar um novo encontro com a garota que te falei. - ele diz, sorrindo.
- Ah  sim. Bacana hein irmão! Bom, pelo menos você já conseguiu um novo encontro. Será que ela vai dessa vez?
- Cara, era isso que eu ia comentar contigo agora. Ela foi na noite passada só que não nos encontramos, porque o celular dela tinha descarregado. Mas o importante é que esclarecemos tudo.
- Que bom, brother! Fico feliz por você! - responde ele.
Robson sorri e aperta a mão do irmão, grato.

Aperto de Mãos

O fim de semana chega. 
Cínthia e Mateus chegam a Angra. O rapaz fica maravilhado com a paisagem vista do jatinho.
- Muito bonito essa visão do alto, né? - Diz ela, sorrindo.
- É um verdadeiro paraíso. - Ele comenta.

Ilha de Cataguases
Ilha de Cataguases

Ao chegar em casa em algumas horas, Cínthia abraça os pais feliz e apresenta o namorado. Odilon decide oferecer uma bebida ao rapaz.
- Pai, vê se não exagera, ok? Mateus não conhece nada da nossa cidade. - Orienta Cínthia.
- Você nunca veio em Angra? - Se pasma Catarina. - Ah, precisa conhecer, então.
- Au vou mostrar tudo a ele, mãe.
- Ah, bem! Estou feliz por estar de volta, filha!
- Eu senti muito a sua falta, minha mãe. Eu estou sentindo cheiro de algo. Não me diga que é...
- Sim, é o risoto que eu acabei de preparar.
- Risoto? Que legal, mãe! - Diz ela feliz, por sua mãe ter feito seu prato preferido.
Catarina sorri com a atitude da filha enquanto Odilon bebe com Mateus e sorriem também com a cena.

Daniela deixa sua mãe sair e decide entrar seu quarto. Ela procura por algo nos armários e no guarda-roupa. Então, ao abrir uma gaveta, ela descobre uma caixa. Abre-o e nada acha. Sobe em cima da cama e verifica algumas coisas em cima do guarda-roupa, quando uma caixa média cai de suas mãos e vai direto ao chão. Ela desce da cama e pega a caixa antes que sua mãe volte pra casa. Ela abre e encontra algumas fotos do passado. Dentre as fotos, aparece a de seu pai, sorrindo alegremente.
- Finalmente, eu te achei. - Ela diz contente ao ver a única pista.
O seu tão sonhado propósito estava a sua frente ali. Seu pai, que nunca conhecera, estava por um fio de ser encontrado. Aquela foto veio no momento certo.
“Mas por que minha mãe não me mostrou essa foto? Por que ela escondeu de mim esse segredo? Que intenção ela teria pra fazer isso? Será que ela mentiu pra me proteger de algo? Não! Não pode ser. Minha mãe confia em mim ou será que estou enganada? Que droga! Eu estou começando a desconfiar da minha mãe outra vez. Eu prometi a mim mesma que jamais iria tocar nesse assunto com ela, pois só a faria sofrer ainda mais. Ela me deu a sua vida, me cuidou, me protegeu sempre. Eu não posso desapontá-la. E essa foto, o que eu faço? Será que mostro a ela? Digo a ela que eu o achei sem querer? Sim, eu vou dizer a ela que encontrei a foto em algum lugar da casa. Não! Ela vai desconfiar de mim. O que eu faço, meu Deus? Eu preciso saber do meu pai, mas também não quero fazer minha mãe sofrer.”
De repente, Wanda a encontra.
- O que faz em meu quarto, Daniela?
A jovem se assusta com a mãe, que encontra uma foto em uma de suas mãos.

Marcelo encontra André numa sorveteria e os dois se cumprimentam.
- Como está indo no teatro? - Marcelo pergunta ao amigo, que atua como ator de teatro há dois meses.
- Eu vou bem. Agora estou em cartaz numa peça nova. Você precisa conferir!
- Claro. Vou sim! E como vai a sua irmã?
- Ela está bem, Marcelo. - Responde o amigo.
- Ainda está sozinha? - Ele pergunta curioso.
- Por que a pergunta, Marcelo? Não vai me dizer que ainda quer ficar com ela?
- Bom, eu só fiz uma pergunta brother. Nada demais!
- Sei. Você ainda gosta dela né?
- Eu gosto sim André, mas sei que não tenho mais chances com ela.
- Desde os tempos da faculdade que você andava cercando a minha irmã brother. Eu só não entendo porque não deu certo.
- Sua irmã tinha outro cara na parada. Ela não queria nada comigo, mas eu também não desistia.
- E não desiste mesmo, porque até hoje você ainda pensa nela.
- Bom, eu só queria saber como ela estava mesmo. Nada demais!
- Marcelo, ela está bem. Agora está trabalhando e está vivendo uma fase independente, aliás era tudo o que ela queria. Se envolveu numa relação conturbada e agora ela não quer mais saber de homem nenhum.
- Entendo.  - Diz Marcelo, pensativo.
- Aceita um conselho de amigo: desiste da minha irmã! Ela jamais vai querer alguém em sua vida agora. Ela está feliz do jeito que está, curtindo a vida como ela sempre quis sem compromissos amorosos e totalmente independente.
- Bom, mas as coisas mudam meu amigo! Priscila ainda vai ser minha! - Diz Marcelo, vantajoso.
André sorri com as palavras do amigo.

Daniela não consegue esconder a foto de Wanda.
- Mãe, eu sinto muito. Mas eu acabei entrando em seu quarto e descobri essa foto em seus guardados. - Ela confessa.
- Por que filha, fez isso? Você não podia.
- Mãe, desculpa! Eu não queria ter lhe magoado.
Wanda se sente aflita e colocando a mão na boca, olha para Dani seriamente e depois diz:
- Deixa pra lá. Um dia, você iria saber mesmo. - Ela senta descontente na cama. - Uma hora, eu tinha que te dizer a verdade. Não que eu já tenha lhe dito, filha, porque tudo que te disse ainda é válido.
Daniela se aproxima de Wanda e senta próximo da cama.
- Eu não menti sobre o seu pai, não. Ele sempre foi um homem de negócios e atualmente, nada sei sobre a vida dele. Não sei o que ele fez depois de me deixar sozinha com você. Eu só queria que você soubesse que se lhe ocultei esse fato de você esse tempo todo, foi apenas por medo de não lhe perder.
- Mãe, eu não quero te ver triste de novo e saiba que a senhora não vai me perder nunca. Eu não devia ter mexido nessa foto. Eu vou desistir dessa ideia doida de encontrar o meu pai. - Diz ela, guardando a foto na caixa.
Wanda tira a caixa da mão dela e pega a foto novamente.
- Não! Você não pode fazer isso. Se você quer encontrar o seu pai, não desista por minha causa. Filha, eu vou te ajudar no que for pra você encontrá-lo. O que eu não posso é deixar você desistir. Você me entendeu?
- Mãe, tem certeza de que quer fazer isso por mim?
- Filha, eu já perdi muito tempo da minha vida tentando consertar os meus erros do passado. Seu pai tem que saber que você existe nessa vida. É o direito seu que está em primeiro plano. Não é que eu quero o dinheiro dele, não, porque isso não vai mudar a minha vida nem a sua, mas é por você, filha.
Daniela pega em sua mão nesse instante e ela continua:
- Você tem que conhecê-lo, saber ao menos a verdade de uma vez por todas sem mentiras e sem pedir nada em troca. Isso é um sinal de afeto, de sentimento.
- Obrigada, mãe! Eu sabia que podia contar com a senhora.
- Filha, tudo o que eu mais quero nessa vida é que você esteja feliz. Nada me importa sem a sua felicidade.
- Mesmo assim, eu quero agradecer muito pelo que a senhora está fazendo por mim. - Diz Daniela, lhe abraçando fortemente.
- Se você conhecê-lo, não me troque por ele senão vou ficar muito chateada. - Ela brinca, fazendo Dani sorrir.

Sorridente

Agora o seu desejo de encontrar o seu pai ficou ainda mais forte, com o auxílio de uma pessoa tão especial. Seria o sinal do destino?

Robson se arruma pra ir ao encontro marcado com Pâmela, quando Wesley decide ligar pra mesma na hora exata, mas o telefone da jovem toca e ela não consegue atender, pois estava ocupada tomando banho.
- O que houve, irmão? - Pergunta Robson ao senti-lo preocupado.
- Pâmela não atende minha ligação.
- Pode ser que ela esteja ocupada.
- Sim. Tem razão. - Diz ele, deixando o telefone de lado.
- E aí, você vai me deixar no clube?
- Claro. Vou te levar sim. Vou pegar as chaves. - Diz Wesley, pegando as chaves do carro de cima da mesinha do quarto.
Ao entrar no carro, os dois irmãos conversam sobre a tal jovem misteriosa.
- Será que hoje você encontra essa garota da internet, Robson?
- Bom, eu estou torcendo por isso mano! Mas quer saber: acho que hoje tenho sorte sim. Pelo menos ela me garantiu que iria né?
- Hum. Entendi! Boa sorte, irmão! - Diz Wesley batendo em suas costas.

Enquanto isso, Vânia fica insatisfeita ao saber que a prima Pâmela vai passar algumas semanas em sua casa.
- Eu jamais vou permitir a presença dela aqui nesta casa!
- Cuidado com as palavras, mocinha! Eu sou a dona da casa e permito a entrada de quem eu quiser nela, portanto não adianta ficar de bico porque a sua prima vai ficar e ponto final!
- Ela entra por aquela porta e eu saio por outra.
- Por que você a odeia tanto, minha filha?
- Mãe, eu já disse mais de mil vezes: A Pâmela não fica nessa casa enquanto eu estiver aqui.
- Mas que garota teimosa! Você poderia me dar o único motivo de não a querer aqui dentro?
- A senhora sabe o que penso sobre ela.
- Não. Não sei, minha filha! Tudo o que eu sei da sua raiva com ela foi devido aos tempos da escola, mas isso é tolice, filha! Vocês duas cresceram e não podem ficar remoendo mágoas do passado. Pâmela mudou e você também!
- Engano seu, mãe! Eu continuo a mesma de sempre. Eu mudei algumas atitudes sim, mas a minha relação com aquela garota não teve mudanças nenhuma. Eu a odeio e continuo odiando desde... - Ia dizer Vânia quando batem a porta e Cleusa se distrai.
- A nossa conversa ainda não acabou, hein? - Diz ela, indo abrir a porta e deixando a jovem irritada por dentro.
Cleusa abre a porta e uma vizinha a cumprimenta, perguntando se havia algo á emprestar e carinhosamente, a bondosa senhora decide ajudá-la.
Vânia fica pensativa com as palavras da mãe e reflete:
"Se Pâmela realmente ficar nesta casa, eu vou fazer de tudo pra que ela vá embora o mais rápido possível!"

Verônica toma um refrigerante diet e assiste televisão quando seu pai Humberto entra porta adentro.
- Pai, eu queria muito falar contigo.
- O que se trata? É sobre a viagem com o Yuri? Nem pensar!
- Pai, não se preocupe com isso. Eu não vou mais viajar com ele.
- Por quê? - Ele pergunta, intrigado.
- Eu terminei tudo. O senhor estava certo sobre ele.
- Graças ao meu bom Deus! Até que enfim, você tomou a atitude certa, filha. Nossa! Você me deu um alívio e tanto.
- Pai, não exagera, ta. Eu terminei com ele porque eu vi que não íamos dar certo. Ele tem outra, pai e estava me enganando esse tempo todo.
- Eu te disse que ele não era um bom rapaz. Agora, você me entende porque eu nunca fui com a cara dele e nunca apoiei o seu namoro? Porque ele não presta, simplesmente isso!
- Pai, vamos esquecer esse assunto, ok?
- Claro, filha. Eu também tenho um assunto pra falar com você.
- O que foi? Pela sua cara, não é nada legal, certo? - Ela percebe a expressão séria em seu rosto transparecer.
- Eu vou ter que me ausentar de Angra por duas semanas. - Ele revela, descontente.
- Por quê? - Ela se intriga.
- Filha, eu tenho negócios importantes em São Paulo. Os acessores precisam do meu auxílio por lá. São apenas duas semanas, eu prometo. E você não estará sozinha. Temos ótimos empregados por aqui. Seguranças requisitados. Enfim, você tem tudo. O Tenório também vai ficar caso você precise.
- Ah, claro! Pai, por que o senhor confia tanto no Tenório, hein?
- Você já vai começar com esse assunto de novo? Não é possível!
- O Tenório está sempre do seu lado em tudo. Eu não vejo confiança alguma nele.
- Por que está me dizendo isso? Ele já roubou a nossa casa?
- Não. Eu nunca o vi cometendo um furto, mas o senhor confia muito nesse homem. Até parece que o senhor tem um pacto com ele.
- Verônica, você sabe há quanto tempo o Tenório está conosco? São quinze anos de profissão. Eu confio nele como se fosse a minha sombra. Você não pode julgar o Tenório como se julgasse qualquer uma das suas amigas. Estamos entendidos?
- Tudo bem. Não está mais aqui quem falou. Eu só acho que esse empregado ocupa muito espaço por aqui.
- Tenório é um bom homem e está em nossa casa há muito tempo. Eu sempre vou confiar nele ok!
- Está bem! Eu queria levar um papo sério contigo também.
- Pode falar! - Diz ele, seguindo para o escritório.
- Eu pensei muito a respeito daquela viagem que o senhor me prometeu no fim de semana passado e eu estou disposta a aceitar.
- Podemos falar dessa viagem quando eu voltar de São Paulo?
- Mas, pai, o senhor vai me deixar na expectativa.
- Eu sinto muito, Verônica. Agora, por que não me deixa um pouco sozinho que eu tenho que organizar a minha viagem pra amanhã bem cedo.
- Ta legal! O senhor é o chefe de tudo. Tudo tem que ser ao seu tempo. - Ela sai irritada, voltando pra sala.
- Filhos! Será que eles nunca vão amadurecer? - Se pergunta Humberto, se acomodando na cadeira do seu gabinete.

Dani encontra sua melhor amiga chamada Mirela, uma jovem inteligente e pessimista que sempre a apóia nos momentos difíceis. Mirela é do tipo de pessoa que você pode contar sempre em qualquer situação. Se ela estiver ao alcance de ajudar, ela te ajuda sem pensar duas vezes. Desde que conheceu Dani na escola aos sete anos, ela se tornou uma pessoa de confiança. Não é a toa que ela compartilha seus segredos com a nossa protagonista. 
Ao encontrá-la e transmitir a sua angústia, Dani a pede que ajude em relação ao pai desaparecido. Mirela não nega o pedido e decide procurá-lo pela internet. E lá estão as duas de olho no computador.
- Tem certeza de que ele é famoso por essas bandas? - Pergunta séria Mirela.
- Sim. Minha mãe me disse que ele é um empresário bem sucedido e que tem propriedades nessa região. - Responde a jovem.
- Bem, eu vou continuar tentando, ok? - Diz ela, sem parar de teclar no computador.
- Ok! - Diz Dani, alegremente. - Não vejo a hora de encontrá-lo!
- Posso te fazer uma pergunta?
- Sim, amiga! Até duas se quiser.

Amigas

- Quando vocês se encontrarem, o que vai acontecer? Porque pelo que sua mãe disse, ele não sabe sobre você e é famoso.
- Eu não sei amiga. Eu realmente não sei o que vou fazer.

Já em Copacabana, Ronaldo arruma suas coisas e Rafaela o ajuda nas malas. Ela encara o namorado fixamente e diz:
- Eu vou sentir muito a sua falta, viu?
- Eu também, Rafa.
- Vê se não demora, ok? Eu fico preocupada em saber que você está sozinho por lá.
- Por quê? Você não precisa ficar desse jeito.
- Você sabe porque digo isso, não sabe?
- Rafa, eu só tenho olhos pra você. Você sabe perfeitamente disso mais do que eu.
- Eu sei, meu amor. Mas é que eu.......
- Você confia em mim? - Ele pergunta, olhando seriamente em seus olhos.
- Sim. Eu confio. - Ela responde atenta.
- Então, pronto. Depois que eu resolver essa questão familiar, eu volto pra te buscar, viu? Você me espera?
- Claro. Eu vou te esperar, sim. Sempre.
- Você me deixa muito feliz, sabia? Você não sabe a alegria que sinto por dentro em ouvir isso.
- Eu imagino, Ronaldo. - Diz ela, o abraçando fortemente. - Espero que tudo dê certo!
- Vai dar sim, minha vida, minha razão de viver.

Beijo

Helen chega do mercado e encontra Renata na sala assistindo televisão.
- Renata, você não foi á entrevista de emprego hoje?
- Eu fui, sim Helen mas não fui aprovada.
- E porquê? - Ela se indaga.
- A minha escolaridade e a disponibilidade de horário.
- Renata, se for por causa do seu filho, você está ciente que eu posso ficar com ele quando você for trabalhar. Eu não me importo.
- Eu sei, Helen mas eu não quero me aproveitar da sua boa vontade. Eu vou arrumar outro serviço que não tome muito o meu tempo.
- Qualquer serviço é assim mesmo. Não tem jeito! Você não vai conseguir cuidar do seu filho e trabalhar. Eu posso te ajudar!
- Bom, já que você não se importa.
- Fique tranqüila! Eu não me importo de cuidar do seu filho. - Diz Helen sendo gentil.
Renata agradece sorrindo e decide mudar de assunto:
- Helen, já que estamos falando do meu filho, quero lhe perguntar se posso deixá-lo contigo nesta sexta á noite? É que vai rolar um pagode e eu não queria perder entende?
- Renata, já conversamos sobre isso. Você vai sair nesta sexta de novo?
- Por favor! - Implora Renata e Helen fica perplexa, mas no final acaba consentindo.

Marcelo encontra Priscila no ponto de ônibus e a convida pra entrar em seu carro.
- Priscila, entra aí! Te levo pra casa!
- Não. Muito obrigada! Vou de ônibus mesmo. - Ela diz, dando de ombros.
- Deixa de ser boba! Eu te levo pra casa. Pode confiar?
Ela fica pensativa.
- Prometo não ficar te incomodando ok!
- Tudo bem. - Diz Priscila, o encarando seriamente e concordando em entrar no carro.


Wesley deixa Robson na esquina próximo ao clube e lhe deseja mais uma vez sorte. Logo após, ele sai em disparada.
Robson entra no clube e procura por Mariana (Que na verdade se chama Pâmela), que no exato momento se encontra no bar – o mesmo local de encontro em que ela conhecera seu irmão mais novo – e os dois finalmente se encontram pela primeira vez pessoalmente. 
Os dois jovens se cumprimentam um ao outro e decidem pedir algo pra beber, logo após um abraço apertado e selinhos no rosto. Wesley, em seu carro percebe que esquecera as chaves da porta de casa com Robson e decide voltar ao clube pra pegá-las. Ao chegar, ele entra e é tomado por uma grande surpresa ao ver que seu próprio irmão estava com a garota que ele ficara. Ele fica confuso de início e chega á uma conclusão quando se lembra do primeiro dia que a conheceu.
"Então, ela esperava por ele naquela noite! Pâmela é a garota da internet que meu irmão estava apaixonado".
Ele fica totalmente sem chão ao verem os dois juntos conversando.

*Continua...

Atenção: Devido ao período de Natal e Ano Novo, a trama de "Com Quem eu Fico" fará uma pausa e voltará a ser postada a partir de Janeiro.  Tem novidade chegando pra 2020 e com certeza, vai te surpreender! Aguardeem!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019


No dia seguinte logo ao acordar, Wesley e Robson conversam sobre a noite passada.
- Ela é incrível, irmão! Eu gostei muito dela. - Wesley comenta da jovem que conhecera no clube.
- Que bom, mano! E qual é o nome dela?
- É Pâmela!
- Ah sim. - Diz Robson, desanimado.
- Bom dia, meninos! - Interrompe Nívea na conversa dos filhos.
- Bom dia! - Diz os dois juntos.
- Que cara é essa hein, Robson? Está um dia maravilhoso lá fora! - Percebe Nívea o olhar desanimado do filho mais velho.
- A noite ontem foi péssima pra mim. - Diz Robson, descontente.
- Ele está assim porque levou um bolo da menina da internet. - Revela Wesley.
Nívea encara Robson com uma expressão curiosa e diz:
- Filho, existem outras meninas por aí e tenho certeza de que você vai conhecer alguém que realmente goste de você, do jeito que você é.
- Mas essa garota é linda demais, mãe! - Diz Robson. - Eu a conheci pela webcam. Agora só falta nos conhecermos pessoalmente.
- Ok! E você, Wesley? Conhece essa garota?
- Não, mãe! Eu nada sei sobre ela. - Diz Wesley, sincero.
- Mas o meu irmão sempre tem sorte. Ele conheceu uma garota ontem e por isso, está feliz desse jeito. - Retruca Robson.
- Verdade, filho? - Fica curiosa Nívea.
- É sim, mãe. Ela é gente fina á beça. Chama-se Pâmela.
Nívea fica admirada ao saber que Wesley conhecera alguém que ele considera muito especial á princípio.

Enquanto isso, Pâmela esquece o celular na mesa do centro da sala quando sua mãe Elaine recebe a visita de uma amiga chamada Helen acompanhada da filha Nanda em sua casa. Enquanto as duas conversam distraidamente, Nanda de cinco anos encontra o celular e decide jogar um pouco. Como ela não entende por ser muito nova, acaba deletando alguns contatos de Pâmela, tais como o número de Robson. Minutos depois, Pâmela sai do quarto e desce a escada quando encontra o celular nas mãos da pequena e fica preocupada. Ela o tira das mãos da menina apressadamente e diz:
- Não pode ficar brincando com o telefone da tia.

Cuidado

Nanda entende aquelas palavras e as guarda em silêncio.
Pâmela resolve verificar se estava tudo normal, quando Elaine pergunta o ocorrido.
- Não foi nada, mãe! O meu telefone estava com a Nanda.
Helen se preocupa e pergunta:
- Pâmela, me desculpe! Eu nem vi que o celular estava com a minha filha.
- Sem problemas, Helen! É tanta coisa na cabeça que a gente esquece.
De repente, ela percebe que alguns contatos foram excluídos do aparelho e diz, insatisfeita:
- Não acredito!
Elaine encara a filha e pergunta:
- O que aconteceu agora?
Sem medo de dizer a verdade, a jovem confessa:
- A Nanda apagou alguns contatos meus.
Helen se sente péssima com a situação e Pâmela diz pra não se preocupar. Aliás, foi um pequeno acidente e isso é normal acontecer.

Enquanto Pâmela tenta se conformar com o que houve com o seu celular, bem próximo dali, Edileusa cuida da casa curtindo o rádio novo que foi recém-comprado alguns dias antes, quando o telefone toca.
- Oi, amiga! Como vai? - Pergunta Renata.
- Oi! Tudo bem e você?
- Comigo está ótima! Está sabendo do pagode que vai rolar nesta sexta á noite?
- Claro, amiga que estou sabendo.
- Então você vai, Edileusa?
- Mas é claro! Eu não iria perder uma roda de samba né?
- Bom, vamos juntas então!
- Perae, mas e a Helen ta sabendo que você vai neste pagode?
- Eu vou avisar ela, mas não se preocupe! Helen é gente boa. Vai quebrar o galho pra mim!
- Amiga, essa história de você deixar o seu filho sempre nas mãos da Helen, não é bom! Vá por mim!
- Amiga, não tem problema não! A Helen nunca se importou com isso. E além do mais, meu filho gosta muito dela.
- E quanto ao Walter? O que ele pensa sobre isso?
- Bom, o Walter continua o mesmo de sempre, amiga. Ele sempre é o contra, mas a Helen não se importa com isso e tenho certeza de que ela vai mais uma vez me ajudar nessa. - Diz Renata.
Edileusa fica em silêncio.


Shania encontra Pâmela na sua loja de roupas e a cumprimenta.
- Está tudo bem? - Ela percebe um olhar triste.
- Não, Shania! Não foi nada demais.
- Não foi nada demais e você está triste assim? Ande, me conte!
- Tudo bem! É que eu perdi alguns contatos importantes no meu telefone e um deles, foi de um cara que conheci pela web.
- Você está falando do Robson?
- Exatamente. A minha sorte é que não perdi o número de outro rapaz que conheci no clube neste fim de semana passado. Se eu tivesse perdido, eu não saberia o que fazer.
- Como assim, amiga? Existe outro na parada agora?
- Bem, é mais ou menos isso. Eu conheci o Wesley no clube neste sábado passado e nós ficamos, entende?
- Não acredito! E o tal Robson que você estava ansiosa pra conhecer?
- Não rolou, amiga! O Robson me deu o maior bolo então, Wesley apareceu e pra não terminar a noite sozinha, você me entende né?
- Eu entendi o recado, Pâmela! Mas que bom que você conheceu alguém.
- É verdade, Shania. Ele é muito legal.
- Hum. Mas e você? Vai mesmo pra casa da sua tia Cleusa nesta semana?
- Eu pretendo sim. Vou passar alguns dias por lá, mesmo que tenha que aturar aquela insuportável da minha prima.
- É verdade, Pâmela! Não sei como a sua tia suporta aquela menina.
- Ela é mãe, Shania e tem carinho pela Vânia. Sentimento de mãe é eterno!
- Isso eu sei, amiga mas a Vânia é do tipo de pessoa que não tem sentimentos. Ela não se importa com ninguém.
- Mas não vamos falar sobre ela, ta legal! Vamos deixar a Vânia de lado.
- É melhor mesmo! - Diz Shania. - Bom, eu vou indo! Tenho que passar numa floricultura antes de ir pra casa.
- Flores? Pra quem será hein?
- Não vem de graça! - Diz Shania, sorrindo alegremente. - Eu amo flores e ponto final!
De repente, o celular toca e Pâmela confere a ligação antes de atender.
- Quem é amiga? - Pergunta Shania curiosa.
- É o Robson! - Ela responde, séria.
- Bom, vê o que ele quer dessa vez?
Pâmela decide atender a ligação e Robson se surpreende ao ouvir a sua voz.
- Oi! Tudo bem? - Ela pergunta.
- Oi! Será que podemos conversar?
Pâmela fica hesitante, mas no final aceita e conversa com o rapaz enquanto Shania acena e sai.

Amizade

Wesley confere a sua agenda no telefone celular e ele fica pensativo ao ligar pra Pâmela. De repente, ele toma coragem e disca, mas dá chamada ocupada.
Nívea o encontra na cozinha e diz:
- Filho, preparei aquele bolo que você adora!
- Que bom, mãe! - Diz ele.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Por quê?
- Por nada. Eu só estou sentindo você meio desanimado.
- Bom, não é nada que eu possa resolver, mãe. Te amo! - Ele o abraça fortemente e o beija no rosto. - Bom, vou tomar uma ducha! E o Robson, onde está?
- Ele deve estar correndo atrás da tal moça da internet. - Diz ela, sorrindo.
Wesley sorri e vai para o banheiro.

No Rio de janeiro, tudo está sendo uma maravilha pra Cínthia que cursa a sua faculdade e mantém uma relação de afeto com o namorado Mateus. Os dois se preparam pra viajar pra Angra nesse final de semana.
- Será que seus pais vão gostar de mim? - Pergunta Mateus.
- Mas é claro. Eles vão se simpatizar muito com você.
- Tomara, Cínthia. Eu quero muito conhecer sua família.
- Eu sei. E também, está chegando o meu aniversário. Eles vão ficar super felizes quando souber da novidade.
- Como é viver em Angra dos Reis? Eu só conheço por fotos e acho a cidade muito bacana.
- Mateus, é uma cidade belíssima. Possui 365 ilhas e tem pontos turísticos imperdíveis. Você tem que ver a casa da cultura. São tantos quadros que fazem você se sentir em casa. Meu pai é artista plástico, sabia?
- Bem, até aí, eu imagino. Eu vi outro dia um depoimento na TV falando da sua cidade e mostrando algumas obras de artes que estavam sendo expostos por lá mesmo.
- Pois é! Você vai conhecer tudo, meu amor. Eu vou ter bastante tempo pra lhe mostrar detalhe por detalhe.
- Eu sei. - Diz ele, a beijando.
Cínthia era a filha mais nova de Odilon e Catarina. Sempre dedicada aos estudos, ela provou a família que não é uma simples jovem brincalhona, mas sim, uma mulher determinada que faz de tudo pra ver seus sonhos serem realizados. Apesar de ser extrovertida, Cínthia é uma jovem doce, de olhos negros e num corpo físico atlético. É uma mulher que sonha alto e se preocupa em primeiro lugar com a família. Seu relacionamento com Mateus é serio. Eles se conheceram na faculdade e estão juntos há seis meses. Atualmente, existe algo entre eles, que pode fazer seus pais se sentirem felizes ou péssimos, dependendo da reação, é claro, que a tal novidade irá causar. Mas esse medo que existe em contar ou não contar está lhe deixando com sérias dúvidas. Já Mateus é um rapaz ciumento, que não perde a chance de grudar na namorada. Ele é um estudante como ela, que sonha fazer medicina. É filho de um dos governadores do país e almeja viajar com Cínthia depois da faculdade pra Miami, onde por sinal, pretende se casar e formar uma família. Mas isso é apenas um plano!

Em Abraão, Verônica sai de jet-ski e espera Yuri na casa dele. Ao chegar lá, a empregada da casa avisa que ele deu uma volta e ela decide averiguar. Nesse mesmo instante, o rapaz passeia pelo píer com Dani de mãos dadas e nem sonha encontrar a filha de Humberto por ali.

Aventura

- Você está pensando em viajar mesmo. Vou sentir muito a sua falta. - Diz ela, triste.
- Dani, vai ser por alguns meses, mas não vamos deixar de manter contato. Vamos nos falar sempre que der.
- Eu sei. Se eu pudesse, eu ia contigo.
- Mas você não pode! Sua mãe ficaria irada comigo se eu te levasse pra longe dela.
Dani sorri por alguns instantes.
- Não se preocupe, ok! Eu nunca vou te abandonar. Você sabe muito bem disso!
- É claro que eu sei, Yuri! Mas o fato é que eu vou estar sozinha aqui. Por que você não adia?
- Porque eu vou estar com ele, meu bem! - Diz Verônica, com um olhar sério, interrompendo a conversa íntima.
 Os três se encontram.
- Verônica, você por aqui? - Ele se pasma.
Verônica descobre a traição do namorado e responde:
- Acho que eu cheguei na hora certa, né?
- Não é nada disso que você está pensando. - Ele se defende.
- Como, Yuri? Como você pode ter feito isso comigo? Você tem outra!
Daniela fica sem palavras ao ver Verônica no estado de ira.
- Yuri, quem é essa mulher? - Dani decide interrogá-lo.
- Dani, eu..... - Ele não consegue falar.
- Eu sou a namorada dele, entendeu. - Diz Verônica.
- Você o que? - Dani se intriga com a resposta. - Yuri, diga que não é verdade?
Sem ouvir nada em sua defesa, Yuri se cala e Daniela, o empurra irritada, jogando-o no mar.
- Por que você não me disse que estava indo viajar com outra garota?
- Dani, desculpa!
- Eu te odeio! - Diz Dani, péssima. - Seu falso! Mentiroso! Seu sentimento é pura ilusão. Não me procure mais!
Verônica e Dani se encaram de frente. 
- Eu sinto muito por tudo isso mas não sabia. - Diz Dani.
Verônica não menciona palavra alguma e Dani se afasta correndo, pegando seu jet-ski.
Verônica se aproxima de Yuri que estava saindo da água e tirando o anel do dedo, joga-lhe no rosto.
- Yuri, nunca mais me procure, ok! E curta a viagem sozinho, porque eu estou farta de você!- Diz ela, saindo devagar.
Yuri é abandonado pelas duas jovens no píer.

Dani chega em casa e Wanda a encontra triste.
- O que aconteceu agora, filha?
- Eu não quero mais ver o Yuri, mãe.
- Por quê? O que ele fez agora?
- Ele tem outra. Ele me enganou, mãe.
Wanda abraça a filha, que se lamenta.
- Ele parecia ser um bom rapaz.
- Mas não é. Ele é um falso. Ele nos enganou direitinho e eu tola, caí nas lábias dele.
- Mesmo assim, eu ainda fico desconfiada. Ele me provou que te ama.
- Era tudo mentira. Eu conheci a jovem que diz ser namorada dele. Mãe, a senhora não sabe a raiva que estou sentindo por dentro. - Diz Daniela, entristecida.
- Não fica assim não meu amor! Se ele fez isso com você, é porque ele não te merece. Você é linda e vai encontrar alguém melhor do que ele.

“Jamais senti que Yuri fosse desleal comigo. Ele parecia um cara legal. Parecia que nunca iria me fazer sofrer, mas me enganei. Como sou tola em ter acreditado que ele seria diferente como os outros rapazes. Eu nunca vou perdoá-lo por isso. Quero esquecer que essa fase ruím da minha vida ocorreu há poucas horas deste trágico dia. A minha vontade era de matá-lo com as minhas próprias mãos, mas não vou me sujeitar á tal ato. Quero rabiscar esse momento do meu caderno!”

Verônica também chega em casa e encontra o empregado Tenório, que arruma o helicóptero.
- Ora, quem chegou cedo! É a princesinha.
- Não vem cheio de graça pra cima de mim, não.
- Por quê? Já está mordida, é?
- Sim, eu tive um dia péssimo hoje, ok? Meu pai está?
- Não. Ele saiu faz duas horas.
- Que droga! Você ainda não consertou essa porcaria?
- Não. Por quê? Pretende usufruir dos meus serviços?
- Você gosta de zoar, né? Eu não vou pegar o helicóptero hoje, não. Eu vou de iate, que é mais seguro.
- Está com medo de que possa acontecer algo?
- Se você pilotar, eu tenho medo, sim. Sou muito nova pra morrer. - Ela sai.
- Riquinha egoísta! - Ele diz, num tom baixo.
Nesse momento, a empregada Isadora chega e os dois conversam.
- Você adora cutucar a onça com vara curta né?
- Eu gosto de provocar mesmo. Nunca fui com a cara dessa menina.
- Eu também não mas ela é filha do magnata. Por isso nem gosto de dar certas opiniões. Emprego hoje em dia está difícil e se eu perder este, eu tô ferrada com minhas prestações do mês.
- Eu entendo você. Eu não sei como o Senhor Humberto aguenta essa garota mimada. Se eu fosse o pai dela, ela não estaria assim não.
- Bom, vamos mudar de assunto né? Já tomou o seu café?
- Ainda não.
- Vem tomar então! - Ela o convida e ele a acompanha.
Tenório era o empregado braço-direito de Humberto. Ele mantinha uma relação de confiança com o seu patrão. Eram cúmplices em tudo. Ele tem um segredo oculto, que maltrata seu coração e sua alma por dentro. Um segredo que só Humberto sabia e que cansava de aconselhá-lo a respeito. Atualmente, ele não é casado. Ele se dedica inteiramente ao trabalho e faz disso, um hobbie. Gosta de pilotar o helicóptero da família e se diverte pescando nas melhores localidades da baía da Ilha Grande.

Praia Vermelha - Ilha Grande

Na manhã seguinte, Rafaela se encontra com Ronaldo. Ele decide lhe contar algo.
- Você queria falar comigo? O que se trata?
- Senta aí. - Ele pede.
Rafaela senta num banco da praça e ouve.
- Bem, o que foi?
- Você se lembra de quando eu disse que não iria sossegar enquanto não achar o meu avô?
- Claro. Eu até estou do seu lado nesse desafio. Por quê?
- Porque eu recebi uma chance de encontrá-lo.
- Que boa notícia, meu amor. Onde ele está?
- Eu não sei direito onde ele está. Eu só tenho uma pista.
- O Jeff  ligou pra você avisando?
- Eu que liguei. Ele me contou sobre um senhor aposentado que tem um ateliê no centro de Angra e que possui o mesmo sobrenome de minha mãe. Ele acredita que é o meu avô.
- Bem, o que você vai fazer agora?
- Só tem um jeito de descobrir a verdade.
- Que jeito, Ronaldo?
- Eu vou ter que ir pra Angra. Vou procurar saber desse ateliê e desse senhor.
Rafaela muda de expressão.
- O que foi? Não gostou de saber da novidade?
- Não é isso. Eu gostei mas...
- Mas?
- Eu não vou poder ir com você.
Ronaldo fica surpreso.
- Por quê?
- Ronaldo, eu tenho o meu trabalho aqui e não vou poder me ausentar.
- Entendo. - Diz ele, a abraçando. - Eu queria muito que você fosse comigo.
- Eu também queria mas desculpa! Não vai dar.
- Tudo bem. Você fica então mas eu vou estar de volta em alguns dias ok!
- Ta bom! Ronaldo, e se não for o que você procura? Pode ser que seja mais uma pista falsa.
- Meu amor, eu só vou ter certeza da verdade se eu tentar. Me deseja sorte!
- Claro. Toda a sorte do mundo. Você sabe que eu te dou a maior força, né? Pode contar comigo sempre!
- Como eu queria que você fosse comigo.
- Eu não posso, Ronaldo. Eu já disse! Eu dependo do meu trabalho. Você sabe disso! Não se preocupe, eu vou ficar bem. - Diz ela, sorrindo.
- Eu vou sentir muito a sua falta. Eu não vou saber o que fazer sem você por lá.
- Deixa de bobeira tá! Você precisa ir ao encontro de seu avô. Eu não posso seguir com você. Esse desafio é só seu e de mais ninguém. Nós vamos manter contato sempre, através do telefone e além do mais, você não estará tão distante assim. São apenas alguns dias.
- Eu sei disso, Rafa. Mas não faz sentido eu te largar aqui.
- Ronaldo, escute! - Ela olha em seus olhos. - Eu te amo muito! Você não vai estar sozinho. Você vai conseguir encontrar o que tanto procura e aí, sim, eu ficarei muito feliz por você ter conseguido. Você não pode desanimar, não! Vá à luta, acredite que eu estarei do teu lado e siga em busca do seu caminho.
- Obrigado! - Ele a abraça feliz. - Tenho muito orgulho de ter lhe conhecido.
- Eu que tenho orgulho de você. - Ela diz, feliz. - Você é uma pessoa maravilhosa.

“Bem, queria tanto que ela fosse comigo! Que ela estivesse ao meu lado nos momentos em que eu me sentisse sozinho. Ah, como seria legal tê-la o tempo todo comigo. Eu não pensaria em mais nada, a não ser, beijá-la, abraçá-la carinhosamente, afagar seus lindos cabelos, dormir ao seu lado em cada noite. Acho que eu vou sentir muito a falta dessa mulher. Ela não imagina o quanto eu vou me sentir sem a sua presença. Mas, eu preciso focar o meu propósito em encontrar o paradeiro da minha família, nem que eu tenha que ir longe. Eu preciso achar o meu avô e saber dele onde está o meu pai. Essa é a chave de toda a minha história. Eu vou ficar com o meu coração partido em deixá-la, mas o que posso fazer? Ela tem o trabalho dela. Eu não posso atrapalhar a sua vida agora. Eu preciso me concentrar no meu plano. Eu tenho que achar a resposta dessa agonia que me tortura por dentro.”


*Continua...

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