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Leandro Elesbão

domingo, 17 de novembro de 2019

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Cada encontro que eu tinha com Sávio, embora não valesse a pena para algumas pessoas por envolver grana como forma de pagamento para um ato sexual, fazia aumentar um pouco aquele 1% de chance de ele querer algo mais além da cama. Sonhador, né? Talvez eu esteja sendo confiante demais nisso, mas o que custa acreditar que um dia ele se apaixonaria por mim e me desse todo aquele carinho do mundo. “Pára, Higor!”
Esse pensamento é tão absurdo. Eu não posso ficar criando expectativas com um homem que ganha dinheiro fácil, como o Sávio. Pode ser o mais carinhoso, o mais safado, o cara metido à gostosão, mas ele só está se importando com o dinheiro que vai cair na palma da mão, quando terminar de fazer o serviço e colocar as roupas de volta no corpo.
Eu olhava para ele, deitado do meu lado, dormindo que nem um anjo e em minha cabeça, os pensamentos dizendo pra eu parar de me iludir. Em poucas horas, ele vai acordar e sair por aquela porta e eu, vou ficar novamente sozinho. Sozinho até um outro dia quando ele chegar e dormir de novo em minha cama. Às vezes, penso que estou me sentindo usado, mas tem dias que eu sinto saudade de estar junto dele.

Nailton toma cerveja para tentar tirar Heitor da sua cabeça. Ainda no clube em plena madrugada, o rapaz não consegue esquecer as palavras do seu ficante. Por mais sinceras que fossem aqueles dizeres, ele acreditava em algo no futuro próximo: uma possibilidade de ser feliz ao lado de Heitor, mesmo que tivesse que enfrentar alguns obstáculos pelo caminho, como a filha do próprio que por mais criança que seja, um dia tinha que entender a escolha do pai e a ex mulher, que talvez nem faça ideia que o ex marido tenha atração pelo sexo masculino.

Espairecer a Mente

Heitor nunca se assumiria de verdade. Nunca admitiria que ele gosta de ficar com homens. Pai zeloso, amoroso, homem de família, respeitável diante dos amigos, discreto... Nailton sabia que as chances de ficar com Heitor eram mínimas. Quando Heitor o convidava para a sua casa, não existia conversa. Poucas vezes, os dois ainda batiam um papo e tal, mas na maioria,...
Depois, ele voltava para casa, louco ainda com o gosto no paladar e feliz...

Desde a discussão que tivera, Tiago e Rafael não estão se falando muito. Os dois deitam na mesma cama e mal conseguem trocar palavras um com o outro. Rafael já se sente arrependido por ter ido morar com Tiago, sem conhecê-lo suficientemente melhor pra ter tomado tal atitude. Pode ter sido precipitação demais, mas o fato é que Rafael é muito rápido. Ele toma atitudes sem pensar. Acreditando que talvez seria feliz com Tiago, ele bateu o pé e falou pra sua mãe que queria muito morar com o namorado em outra cidade. Tiago é ciumento, agressivo às vezes, mas quando ele gosta, realmente se entrega. Se dedica. Rafael foi morar com ele porque realmente sentiu vontade de somar com o namorado, de cuidá-lo. Existia um sentimento naquele namoro de uma forma tão intensa que hoje, está deixando de ser. Rafael estava conhecendo a atitude de Tiago e a forma como ele o trata, depois do primeiro desentendimento, que apesar de ter sido um pouco boba, foi explicada.
Tiago não era o príncipe encantado dos sonhos de Rafael. Tudo não passa de um conto de fadas.

Era quase meio dia.
Pensando com meus botões, estou diante de um capítulo de um livro que um amigo meu tinha recomendado. Enquanto folheava a página, Garibaldi me olhava deitado. Ele sabia no fundo que eu não me sentia completamente feliz. A solidão me vencia a cada tempo. Garibaldi por mais que seja presente, era apenas um cão. Ele não conversava comigo. Ele só ficava próximo de mim. Me entendia talvez. Mas como não podia falar, apenas fazia gesto para que eu pudesse perceber que eu não estava totalmente só. Amigo, protetor, confiável, Garibaldi tinha qualidades e defeitos. Toda vez que chegava alguém em minha casa, ele ficava de guarda para qualquer coisa que eu precisaria pedir em minha defesa. Tinha medo dos fógos de artifícios, do vento forte que batia incessante na persiana, dos raios que cortavam o céu escuro. Só não tinha medo de gente.
Ele era audaz o suficiente para tomar conta do próprio espaço.

Heitor estava na fila dos Correios, esperando sua vez de ser atendido quando Nailton o encontra. Os dois se cumprimentam e de repente, Nailton o abraça, esquecendo-se por um momento de que ele é super discreto.
-         Nailton, o que pensa que está fazendo?
-         Desculpa! Eu acho que não consegui me controlar.
Mas foi tarde! A ex mulher de Heitor viu a cena e ficou séria demais. Ela decide se aproximar dos dois e diz para Heitor, em claras palavras:
-         Eu não sabia que você tinha amizade com gente desse tipo.
-         Desse tipo como, minha senhora? - Pergunta Nailton, mudando de expressão.
-         Deixa pra lá. - Diz ela, dando de ombros.
Nailton se despede de Heitor e sai, deixando-o com a mulher que fica observando a sua retirada.
-         Depois quero conversar contigo sobre esta nova amizade.
-         Não temos assunto nenhum pra conversar. - Ele rebate.
-         Eu sou mãe da sua filha. Eu não vou permitir que ela fique próximo de pessoas desse nível.
-         Eu e o Nailton somos amigos e nos respeitamos muito. - Diz ele, sob os olhares das pessoas e inclusive, dela.


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O taxista encara para Mateus e diz:
- Tudo bem. Você não está fugindo, né?
- Claro que não. -Ele mente.
- Ta certo. Então, onde te deixo?
- Você conhece a rua Marechal Floriano?
- Sim. - Ele responde.
- Pode me deixar lá? -Diz o garoto.
- Ok! Mas não levo ninguém de graça.
Mateus tira do bolso uns trocados e lhe entrega. Em seguida, o taxista liga o carro.

Laís chega em casa e encontra o filho Daniel sentado em frente á televisão jogando vídeo game. Daniel tinha dezoito anos, era magro, moreno claro e um pouco alto.
- Filho, você ainda não foi para o colégio?
- Eu vou, mãe. Deixa eu virar esse jogo. -Diz ele, dando de ombros.
Martha encontra Daniel feliz e vira a Laís.
- Você tem muita sorte de ter o seu filho em casa.
- Martha, você não pode sofrer assim.
- Eu sinto falta do meu filho, Laís. Eu conto os dias, as horas, pra encontrá-lo.
- Eu entendo a sua aflição, amiga. Se eu perdesse o Daniel, também me sentiria assim.
- Eu sinto que ele está vivo.
- Você nunca deixou de acreditar nisso, né?
- Nunca. Eu sonho com ele, Laís. Sonho que está voltando pra casa.
- Quantos anos ele teria hoje?
- Vinte e um, segundo o meu cálculo.
- Martha, você não disse que a polícia fechou o caso?
- A polícia fechou, sim, Laís. Mas eu não acho que ele está morto.
- Bem, procuramos em todo canto. Até pela internet, tentamos encontrá-lo.
- Eu sei, Laís. Mas o que eu não consigo entender é por que ele sumiu. Ele estava tão próximo de mim naquela festa.
- Eu também não entendo, Martha. -Diz Laís. - Mas quando as coisas têm que acontecer, elas acontecem sem a nossa permissão.

Consolo de Amiga

Roney, um senhor de quarenta anos, passeia pela rua da cidade de carro e avista alguns pontos do seu bairro. De repente, ele pára o carro e sai. Ele percebe um grupo de jovens que sorriem juntos, sentados num banco da praça e se lembra dos seus momentos da infância.
Um táxi se aproxima no mesmo local e de dentro dele, sai Mateus, que observa tudo.
- Pronto! Aqui é a rua marechal Floriano!-Diz o motorista.
- Valeu, cara! - Diz ele.
O táxi sai e deixa o adolescente parado na esquina.
- Acho que é aqui que eu vou encontrar a minha tia. - E lá vai ele, seguindo pela calçada com a mochila nas costas.

Betina procura pelo filho assim que esvazia mais uma garrafa de cerveja.
- Mateus, onde você está? - Ela pergunta ao ver o quarto vazio. - Mas que droga! Ele não pode ter saído.
De repente, ela vê que a janela está quebrada.
- Filho da mãe! - Ela se ira. - Você vai me pagar caro por isso!

Mariana chega em casa e encontra a mãe, que olha a foto de Luís sobre a prateleira.
- Filha, você já chegou?
- Sim, mãe. O que está fazendo?
- Apenas olhando a foto de seu irmão.
- Mãe, essa lembrança só lhe faz sofrer ainda mais.
- Eu não me conformo, filha.
- Eu sei que a senhora sente saudades dele, mas vamos ter que reconhecer uma coisa. Nós fizemos de tudo para encontrá-lo.
- Você desistiu de procurar o seu irmão?
- Mãe, eu não desisti. Ainda tenho esperança como a senhora. Mas eu não posso deixar de viver a minha vida, pra tentar achar uma agulha num palheiro.
- Eu entendo, filha. Mas o que eu vou fazer, se ainda sinto falta dele? Eu sinto que meu filho está em algum lugar a minha espera.
- Mãe, a senhora precisa seguir sua vida. Não é fácil pra nenhum de nós essa situação, mas a vida que segue. A senhora já viu como está o seu estado? Poxa, a senhora deixou de viver por causa do Luís.-Diz Mariana.


- Filha, enquanto eu não achar o meu filho eu não vou sossegar. O meu coração diz que ele está vivo e eu preciso seguir essa intuição.
- Já se passaram anos minha mãe!
- Não importa Mariana. Luís vai voltar pros meus braços e a gente vai formar uma família novamente. Filha, eu quero muito que você fique do meu lado sempre.
- Eu estarei sempre do seu lado, mãe. - Ela a beija no rosto. - E a minha avó? Passou por aqui?
- Não. Acredito que nem venha. -Diz Martha.
- Bom, então, eu vou para o meu quarto tomar um banho que o dia hoje foi cansativo.
- Como vai o seu trabalho lá?
- Vai bem. O Orlando acredita no meu trabalho e no meu potencial.
- Que bom! E a Sandra, filha? Ela tem feito muita provocação?
- Ela continua a mesma rabugenta de sempre. Mãe, acredita que ela quer me tirar de lá?
- Toma cuidado, filha.
- Pode deixar! Não estou mais no tempo da escola. Uma hora, ela vai ter que entender isso.

Adalberto chega na empresa de Rubens e os dois ficam de frente.
- Eu não sabia que você viria aqui?
- Rubens, eu vim te dar um aviso. Não se meta com Vera.
- Por que, Adalberto? Vocês acham que eu vou desistir da luta, né?
- Eu se fosse você, desistiria. Rubens, você não tem escolha, a não ser vender a empresa.
- Esse é o meu local de trabalho e vocês não podem se intrometer nisso. É um direito meu!
- Veja bem! Você não tem nada a perder.
- Eu não vou me entregar fácil como vocês imaginam. Eu vou continuar lutando.
- Então, você não vai aceitar a proposta de Vera?
- Minha resposta é não. Agora, caia fora do meu escritório.
- Tudo bem, eu vou embora. Mas depois não diga que lhe avisei, Rubens. Fique sabendo que a Vera não vai desistir nunca.-Ele diz e sai.
- Idiota! - Rubens se ira ao fechar a porta.- Se eles pensam que vão me comprar com dinheiro, estão muito enganados.

Rivalidade

terça-feira, 12 de novembro de 2019



Heitor olha para a sua filha seriamente e ia dizer algo quando Nailton o detém e responde:
-         Eu sou gay sim!
A menina olha para ele com uma cara estranha e depois olha para o pai e diz:
-         Pai, quero ir embora!
-         Mas você nem terminou de comer seu lanche.
-         Pai, não quero! Me leva embora!
Heitor olha para Nailton e ele consente. Em seguida, pede desculpas e vai embora com a filha.

Rafael tenta se explicar para Tiago e apresenta Sávio como seu amigo. Os dois se cumprimentam e enfim, aquela situação chata desaparece.

Enquanto brinco com Garibaldi na varanda, espero a minha visita chegar. Assim que ele chega e toca a campainha, Garibaldi dá seu sinal de alerta com um grande latido. Peço pra ficar calmo e ser bonzinho. Ao abrir a porta, eu sorrio ao vê-lo e permito sua entrada. Garibaldi tenta se aproximar bem devagar e eu digo, em tom autoritário, pra se afastar. O cão entende a minha ordem e se afasta um pouco dele, mas fica observando-o, como se pensasse que aquele homem era um intruso invadindo seu território.
-         Você tem um belo cão. Estou com um pouco de medo de estar aqui com ele junto.
-         Garibaldi é o meu guardião, mas ele não vai te morder. Fica tranquilo!
-         Entendi. - diz ele sorrindo.
Peço pra Garibaldi ir deitar e ao fechar a porta, pergunto à Sávio se ele quer beber algo. Ele pede um copo de água e eu abro a geladeira e sirvo-o num copo que estava dentro do armário. Ao beber o líquido num só gole, ele agradece e eu o levo ao quarto. Garibaldi continuava a observar cada passo nosso dentro daquela casa.
Entrando no quarto, eu ia tirar minha casa quando ele me impede e diz:
-         Deixa que eu tiro pra você.
Nunca ninguém fez isso pra mim.
Eu fiquei surpreso e permiti que o fizesse. Enquanto ele tirava a minha camisa, o aroma do perfume dele invadia minhas narinas e sem hesitar, comentei:
-         Gostei do seu perfume.
-         Essência amadeirada. - Ele responde.
-         Sim.
Depois de me deixar sem camisa, ele se aproxima e começa a beijar minha boca, grudando seu corpo em mim, pegando nos meus cabelos carinhosamente. Aquela noite estava sendo muito importante pra mim.

Em casa, Rafael conversa com Tiago sobre Sávio. Tudo parecia tão bem no início, mas por um assunto pequeno que fosse, se tornou motivo maior de discussão.
-         O Sávio á apenas um amigo! Não tive nada com ele.
-         Não é o que parecia, Rafael. Você o elogiou lá no supermercado. Sentiu vontade de ficar com ele?
-         Eu não admito que você fale assim comigo. Eu te respeito e gosto de você. Pra quê essa crise de ciúme?
-         Rafael, eu não nasci ontem. Você sabe que tenho ciúmes e ainda elogia um cara em um lugar público.
-         Eu sou amigo dele. Tenta entender. Eu não tenho nada com ele, cara! É de você que eu gosto. - Diz Rafael, sério.

Malícia

Heitor procura Nailton e os dois decidem conversar sobre o ocorrido no shopping.
-         Peço desculpas pela minha filha. Ela é influenciada pela mãe.
-         A sua filha não gostou de mim. Eu não me importo mesmo!
-         Eu fico pensando quando ela descobrir a verdade sobre mim.
-         Que você fica com homens?
-         Sim. Acho que ela nem olharia pra minha cara.
-         Sua filha ainda é nova pra entender as coisas, mas um dia vai ter que saber da verdade. E se eu estiver com você, lhe darei apoio para o que mais precisar.
-         Eu não quero me relacionar com ninguém.
-         Eu sei. Tudo tem seu tempo. Eu gosto de você.
-         Nailton, não se apaixone por mim. A gente se dá bem na cama, você é um cara legal, mas peço que tire qualquer expectativa que tenha sobre a gente.
Nailton fica sério ao ouvir aquilo.

Depois do sexo, ainda sobre a cama e do lado dele, eu decido arriscar uma pergunta.
-         Você não sente vontade de ter uma companhia fixa na sua vida?
-         Eu não penso nisso agora, mas até que seria bacana ter uma companhia. - Ele diz, acendendo um cigarro.
-         Que bom que você pensa assim.
-         Mas eu quero aproveitar mais a minha vida de solteiro. Quando eu sentir meu coração bater por alguém, aí sim sossego.
-         Eu gosto de você. Você é um cara muito legal.
-         Gostei de você também, mas não quero misturar as coisas.
Senti um desapontamento, mas sabia que ele daria aquela resposta. Nunca me relacionei com um garoto de programa, mas imagino que ele só vai querer ter alguém fixo quando seu coração realmente falar mais alto que sua sede por sexo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019


Mariana encontra Orlando, um senhor que era meio calvo e que tinha olhos claros, que a convida pra sentar diante do seu gabinete.
- É uma grande honra tê-la conosco em minha clínica.
- Obrigada, senhor! Eu me sinto muito honrada em trabalhar com uma equipe tão profissional e dedicada.
- Pois bem, você já conhece os setores, né?
- Eu conheci alguns locais, senhor.
- Encontre o local de enfermagem e conheça os funcionários que trabalham nessa área.
- Obrigada!  -Ela agradece, após receber um papel.
- Ah e seja bem-vinda em nossa equipe!
Mariana se levanta e aperta a mão de Orlando, que sorri feliz.
- Fico grata por essa oportunidade.

O adolescente rebelde não aguenta mais a situação que vive ao lado da mãe e decide ir embora de casa. Ele arruma as suas coisas e sai escondido pela porta da frente. Sua mãe o encontra saindo e grita pelo seu nome.
O adolescente não obedece ao pedido da mulher e segue seu caminho. Ela decide seguí-lo.
- O que a senhora quer comigo? Me deixa em paz!
- Volta agora pra casa, antes que eu te enfie porrada. -Diz ela, o segurando pelo braço.
- Pode me bater, mãe, que eu não volto pra aquele ninho.
- Você não diz isso da sua casa, não.
- Chama aquilo de casa? Eu não aquento mais morar naquela casa ao lado da senhora que cheira bebida.


Revolta

- Você vai me obedecer ou não, pivete?
- Quer mesmo a resposta? Nãooooo!
A mulher o joga contra o chão e pega suas coisas.
- Agora, você vai ver o que eu faço contigo, Mateus!
A mulher leva o filho pra dentro de casa e o tranca de cadeado no quarto.
- Me solta daqui! Mãe, me solta!
Ela liga o rádio numa altura média e decide pegar uma cerveja na geladeira.
Enquanto o filho implorava por sua liberdade, ela se debruçava no sofá e assistia TV, acompanhado de cigarros e bebidas.
- Pode xingar a vontade que eu não ligo ok!-Ela ainda debocha.

Enquanto isso, o delegado Jota decide pegar uma foto num armário e o observa cauteloso. O seu amigo policial entra na sala.
- Senhor, ainda vai ficar aqui?
- Eu vou organizar algumas coisas antes de sair.
- Posso saber que foto é essa?
- Claro. É a foto do menino desaparecido.
- Ele está morto, senhor.
- Eu não consigo acreditar nisso. Sei que ele está vivo, em algum lugar daqui.
- Já se passaram dezessete anos.
- Eu sei. Mas mesmo assim, eu sinto que ele está vivo.
- Bom, eu já vou. -Desconversa o policial.
- Também. Eu só vou aprontar algumas coisas pra sair contigo. Me espera?
- Claro. -Diz o oficial, o aguardando pra acompanhá-lo.
Na saída, o delegado caminha devagar junto com o policial e faz um comentário.
- Se eu tivesse pelo menos uma pista de onde ele estaria.
- Senhor, essa história do Luís sempre te incomodou né?
- Sim. A minha amiga Martha não merecia isso.
- Eu gostaria de saber mais detalhes dessa história.
- Sim. Claro! Eu conto. -Diz o delegado, tragando um cigarro.
O celular toca e o delegado atende na mesma hora. Era Amaral, seu amigo da polícia.
- Oi! Eu não esperava falar com você hoje.
- Pois é amigo Jota! Eu liguei para lhe dar uma informação preciosa.
- Informação preciosa? Como assim?
- Eu analisei aquele documento que me pediu.
- Ah sim e daí? Alguma novidade?
O policial fica ouvindo atentamente a conversa enquanto o delegado fala no telefone.
- Sim. Parece que hoje é o seu dia de sorte meu amigo porque descobri o nome da mulher que pode ser a sequestradora de Luís.
- Sério? E como ela se chama? Onde a encontramos?
- Eu não sei o endereço dela, mas o nome se chama Betina. Ela entrara de penetra naquela festa de aniversário e achei testemunhas que a conheceram.
- Tem foto dessa mulher?
- Vou mandar pro seu whatsapp agora!
- Muito obrigado mesmo Amaral!
- Conte comigo sempre meu amigo. Abraços! - E ele desliga o telefone.
Ao receber a foto no whatsapp, o delegado vibra e o policial fica sério com a atitude dele.
- Dezessete anos esperei por isso! Aqui está a cara da mulher que roubou o menino. Filha da mãe! – Diz o delegado.

Dias se passam... Mariana se torna amiga de todos da clínica e Sandra fica enfurecida de raiva. O chefe Orlando percebe que a jovem é esforçada em seu trabalho. Enquanto isso, Martha e Laís decidem sair juntas para o supermercado e Vera não se contenta ao saber que Rubens tenta colocar sua empresa de pé novamente. Mateus decide fugir do quarto a qualquer custo e se livrar da mãe, que se embriaga a cada dia.
- Eu vou sair daqui ou eu não me chamo Mateus! -Diz o garoto que quebra a janela do quarto com uma cadeira e sai, levando a mochila nas costas. - Adeus, mãe!

Janela Quebrada

E lá vai ele, correndo pela rua, à procura de um táxi, disposto a fugir para bem longe dali. De repente, um táxi se aproxima e ele pega.
- Pra onde vamos, garoto? - Pergunta o motorista.
- Me leva pra bem longe daqui e rápido.


sábado, 9 de novembro de 2019

quinta-feira, 7 de novembro de 2019


Enquanto o vento fazia badalar o sino na varanda, Rafael e Tiago trocam carícias na rede. Os dois aproveitam pra tomarem um chopp juntos.
-         Você nunca me falou desse rapaz que te decepcionou. - Comenta Tiago.
-         É uma história muito chata, amor.
-         Se você quiser falar, fique à vontade.
-         Tá bom! Eu posso falar sim.
-         Então me conte pelo menos um pouco desta história.
-         Eu senti uma forte atração por ele. Foi um sentimento muito intenso sabe?
-         Sei como é. Já vivi algo parecido assim.
-         Então somos dois machucados por uma coisa chamada Amor.
-         Não! Somos dois sortudos por estarem vivenciando o Amor.
Rafael sorri com as palavras dele.
-         Eu me decepcionei com ele porque ele mentiu pra mim. Ele dizia que gostava de mim de verdade e eu burro confiei. Depois que ficamos, ele me bloqueou no whatsapp e não quis mais saber de mim.
-         Ele era de outra cidade ne?
-         Sim. Eu saí da minha cidade pra conhecer ele. Foi perda de tempo.
-         Que bom que não deu certo.
-         Hoje percebo que realmente foi a coisa certa que a vida fez comigo. Uma lição aprendida.
-         Sim. A vida nos traz lições muito importantes. - Diz Tiago dando um selinho na boca de Rafael.

Companheirismo

Nailton e Heitor se despedem. Ao fechar a porta, ele fica pensativo quando o telefone toca. Era a ex mulher.
-         Oi! O que foi agora?
-         Eu só liguei pra saber se você vai buscar a sua filha amanhã em minha casa. – Diz Doralice.
-         Eu vou sim!
-         Ótimo porque este fim de semana estou cheia de coisas pra fazer. - Diz ela com tom de braveza.
-         Eu vou passar às 10 da manhã.
-         A gente combinou 9 horas.
-         Mas eu preciso fazer algo antes.
-         Surgiu compromisso? Eu não estou nem aí pro que você vai fazer. 9 horas eu quero você aqui! - ela fica irada.
-         Eu não posso ir neste horário. Tenho compromisso importante.
-         Mas que droga, Heitor!
-         Desculpa, mas não posso adiar.
O telefone desliga.

Com o passar dos dias, eu fui conhecendo o rapaz do clube. Ele era simpático demais e me atraía tanto. A gente começou a sair e se conhecer melhor.  Num destes encontros eu tive uma surpresa. Ele me confidenciou que era garoto de programa e eu já tinha uma suspeita no começo, mas não era uma coisa clara até porque ele podia ter objetivos diferentes. Ele podia ta naquele clube com outras intenções. Mas o fato de ter revelado que era um amante do sexo, não deixou de me fazer admirá-lo. Eu gosto da companhia dele. Gosto do sorriso que ele exibe de seus lábios.
A cada dia que passava eu estava envolvido por ele.

Heitor e sua filha passeiam no shopping e Nailton também vai. A menina de 6 anos pergunta ao pai quem é o homem e Heitor apresenta como seu amigo. Nailton elogia a menina e ela dá de ombros. Ele percebe que ela não gostou dele e Heitor fica sério. Os três fazem um lanche. Nailton e Heitor conversam e brincam um com o outro de uma forma totalmente descontraída e a menina fica observando aquela cena. Espertinha, a menina faz uma pergunta a Nailton, que deixa Heitor com sua expressão mudada:
-         Você é gay? – Pergunta Manuela.

Esperta

Rafael chega no mercado e decide comprar algumas coisas pra casa quando se encontra com um rapaz chamado Sávio. Os dois se cumprimentam.
-         E ai cara como anda as coisas?
-         Vão bem. Agora estou casado.
-         Sério? Quem é o sortudo?
-         É um rapaz que eu conheci. Depois te conto com detalhes e você, o que faz de bom?
-         Estou solteiro meu camarada.
-         Hum. Ainda está naquele negócio?
-         Sim. Eu não saio dessa vida não. Acostumei.
-         Você é um cara bonito, charmoso tem que sair dessa vida. Vida de garoto de programa não é bom não!
-         Quem sabe se eu conhecer alguém especial ne? - Diz Sávio sorrindo.
-         Um cara bonitão desses arranja alguém rápido. - Ele brinca.
Nesta hora, Tiago ouve a conversa e se sente enciumado.


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